terça-feira, 15 de março de 2011

70% dos compradores do iPad 2 nunca tiveram um tablet, diz pesquisa

Segunda versão do dispositivo teria vendido mais do que o iPad original no mesmo período; previsão é de quase 1 milhão unidade em dois dias

Por: PC World / EUA
As vendas do iPad 2 durante o fim de semana foram meteóricas, com aproximadamente 1 milhão tablets vendidos, em sua maioria para clientes que nunca tiveram o aparelho, de acordo com a Piper Jaffray, empresa independente de pesquisa de mercado. As vendas do novo dispositivo da Apple foram 67% superiores, comparadas ao lançamento da primeira versão do aparelho, que alcançou 300 mil unidades comercializadas. 

Esse comportamento reforça o domínio da Apple nas vendas de tablets, já que donos do primeiro iPad estão migrando para a versão mais nova, e não para outros tablets, como o Xoom da Motorola, que possui sistema Android. 

A Piper Jaffray afirmou que passou todo o fim de semana entrando em contato com lojas com Best Buy, Target e as próprias Apple Stores perguntando a respeito da disponibilidade do iPad 2, e acabou descobrindo que, na maioria dos locais, o produto estava esgotado. “Não conseguimos encontrar nenhuma disponibilidade”, escreveu Gene Munster, um dos analistas da empresa. 

As lojas online da Apple indicam atualmente que os pedidos do iPad 2 demorarão de três a quatro semanas para serem entregues. Na sexta-feira, o prazo de entrega era de apenas uma semana. 

Novatos
Ao entrevistar 236 possíveis compradores do iPad 2 que estavam na fila das Apple Stores em Nova Iorque e Mineápolis, a Piper Jaffray determinou que aproximadamente 70% dos compradores não possuíam o tablet original, sugerindo o crescimento de uma nova base de compradores. 
 
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iPad 2: previsão de quase 1 milhão unidades vendidas
É fácil enxergar por que as vendas foram maiores comparadas ao iPad original: quando a Apple lançou a primeira versão, o iPad foi vendido somente nas Apple stores, diferentemente do iPad 2, que foi comercializado pela Apple e pelas revendedoras AT&T, Best But, Verizon Wireless e Wal-Mart. 

Calcula-se que a Apple tenha vendido 500 mil dispositivos este fim de semana. Mas é preciso ir com calma com esses número. Em 2010, Munster previu que as vendas do primeiro iPad alcançariam montantes entre 600 e 700 mil aparelhos na primeira semana. Entretanto, a Apple vendeu somente metade disso. Em junho, todavia, o cenário foi inverso: enquanto o analista estimou vendas de 1,5 milhão para o iPhone 4 nos primeiros três dias, a Apple anunciou um total de 1,7 milhão de aparelhos vendidos nesse período.
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#Texto original alterado

Apple vendeu quase 1 milhão de iPads 2 no fim de semana inicial



Por: Jennifer Robin Raj
SAN FRANCISCO (Reuters) - A Apple comercializou perto de 1 milhão de computadores tablet iPad 2 no final de semana inicial de vendas, o que supera o desempenho do primeiro iPad, que chegou ao mercado em abril do ano passado, segundo estimativas de analistas.
A versão original do tablet superou a marca do milhão de unidades vendidas 28 dias após o lançamento.
"Não nos surpreenderia que a Apple tenha vendido cerca de 1 milhão de iPads 2 no final de semana inicial", disse o analista Scott Sutherland, da Wedbush Securities.
A varejista norte-americana de eletrônicos Best Buy anunciou na sexta-feira os estoques do tablet e acessórios em algumas de suas lojas se esgotaram em cerca de 10 minutos.
O analista Trip Chowdhry, da Global Equities Research, estima que a Apple pode ter vendido três vezes mais iPads 2 que iPads, nos dois primeiros dias de vendas.
Dos compradores do iPad 2, 60 por cento são donos de um iPad e 40 por cento novos consumidores do tablet. E todos eles já são proprietários de pelo menos mais um produto da Apple, segundo Chowdhry.
As pessoas preferiram o iPad 2 da operadora norte-americana de telecomunicações AT&T ao da Verizon Wireless, porque a AT&T oferece melhor assistência ao consumidor, segundo relatório do analista.
O iPad 2 começou a ser vendido nos Estados Unidos no final da última sexta-feira nas lojas da Apple, AT&T e Verizon Wireless, além de Target, Wal-Mart e Best Buy.
Segundo o banco suíço UBS, a demanda forte pelo novo iPad é um bom indício, mas as atenções estão concentradas no Japão, que em 2010 respondeu por seis por cento das vendas do aparelho. Um imenso terremoto e tsunami subsequente no final da semana passada paralisaram o país asiático.
O sucesso inicial do iPad 2 serve como alerta quanto a uma potencial bolha mundial no segmento de tablets, com a procura superando a oferta em até 36 por cento, de acordo com o analista Mark Moskowitz, do JP Morgan.
Samsung e Motorola já lançaram tablets, enquanto a Research in Motion (RIM), fabricante do BlackBerry, e a HP devem lançar produtos do tipo nos próximos meses.
A Apple deve manter 61 por cento do mercado de tablets em 2011, e as concorrentes podem enfrentar ritmo decepcionante de vendas, afirmou Moskowitz.
O iPad 2 será lançado em mais 26 países no próximo dia 25.

Repórter da BBC testa o novo modelo do iPad da Apple


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quinta-feira, 10 de março de 2011

Sandy uma Devassa!?


Continua polêmica para aumentar popularidade, marca escolhe a cantora Sandy como musa e investe no Carnaval brasileiro

Por: Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing
sylvia@mundodomarketing.com.br

Um ano após o lançamento da Devassa Bem Loura, a Schincariol comemora os resultados de sua estratégia de Marketing e dá continuidade aos investimentos em ativação de marca. Os bons resultados podem ser creditados, principalmente, à polêmica em torno das ações que tinham como protagonista a socialite norte-americana Paris Hilton. Agora, a Devassa quer gerar mais boca a boca com a escolha de Sandy como sua nova musa.
A opção pela cantora foi divulgada na última terça-feira, dia 1º, e poucas horas depois a palavra “Devassa” já figurava entre as mais citadas pelos internautas brasileiros no Twitter. Além de estrelar o filme publicitário e os materiais de comunicação da marca, que levam a assinatura “Todo mundo tem um lado Devassa”, Sandy – que mudou o tom do cabelo especialmente para a ocasião – também será a principal atração do camarote Devassa no Sambódromo do Rio de Janeiro.
Para a marca, o Carnaval é o momento mais importante do calendário, reunindo as principais ações de Marketing do ano. Há cerca de oito anos patrocinando os desfiles cariocas, a Schincariol também apoia há dois anos a festa de São Paulo. No Rio, a Devassa está presente ainda no Carnaval de rua, ao lado da Sebastiana (Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro).
Schincariol deve investir R$ 500 milhões em 2011
A novidade de 2011 são os Bailes Devassa, que prometem resgatar a tradição dos bailes de máscaras, comuns entre as décadas de 1930 e 1950. Os eventos serão realizados no Píer Mauá, Zona Portuária da capital carioca, a partir de hoje, dia 3, e até a terça-feira de Carnaval, 8. A plataforma de ações é parte do investimento da Schincariol, que este ano deve ficar na casa dos R$ 500 milhões.
No último ano, a empresa investiu R$ 1 bilhão. Do total, R$ 400 milhões foram direcionados para a ampliação da capacidade de produção da fábrica de Alagoinhas, na Bahia. Como resultado, a companhia acumulou um faturamento de R$ 5,7 bilhões, vindos da venda dos 170 produtos que compõem o portfólio. Para Devassa, os resultados do primeiro ano de atuação foram expressivos. Na época do lançamento, a polêmica campanha publicitária com Paris Hilton gerou um recall de marca de 92% no eixo Rio-São Paulo.
“Acreditamos que a Devassa estará cada vez mais na mente e no desejo do consumidor porque é uma marca cervejeira. Nasceu no Rio de Janeiro e temos certeza que conquistará o Brasil. Lançamos no Carnaval de 2010, apenas em São Paulo e no Rio, e fizemos um grande barulho”, diz Luiz Claudio Taya, Diretor de Marketing da Schincariol.
Crescimento de 300% no Rio
O “barulho” fez efeito. Segundo uma pesquisa da GfK, realizada entre janeiro e março do ano passado para avaliar o “marco zero” de Devassa Bem Loura, a marca atingiu 75% de recall. Para mensurar o desenvolvimento um ano após o lançamento, outro estudo foi realizado, desta vez com a TNS, entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011. Os resultados mostraram a forte lembrança da marca entre os consumidores.
“Percebemos que a imagem é de uma marca de qualidade, que já nasceu com consentimento social. Quem experimentou gostou. Até o momento, a fórmula mantém-se original. Também monitoramos o líquido, que é de extrema importância. Estamos frequentemente pesquisando em São Paulo e no Rio de Janeiro, além de outras praças estratégicas”, explica Taya.
O desempenho é traduzido nas vendas. Presente em mais de 30 mil pontos de venda, do lançamento para cá, Devassa Bem Loura cresceu 300% no Rio e 125% em São Paulo. O aumento também acompanha a estratégia gradativa de expansão. Desde dezembro na Bahia, Devassa Bem Loura já é a quarta marca de cerveja na região. “Estamos expandindo aos poucos, com bastante critério. O foco está em São Paulo e no Rio, mas amarramos pontualmente algumas regiões do Brasil”, explica o Diretor de Marketing, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Passada a folia carnavalesca, para os próximos meses estão previstas ações de ponto de venda, tanto em supermercados, quanto em bares, impactando os consumidores. A ideia é levar para os pontos de contato da marca com o consumidor a essência de Devassa Bem Loura. “Se a Sandy pintou o cabelo de louro, é porque a marca pode fazer isso. É o espírito de ousadia e irreverência. Não podemos fazer qualquer ação”, ressalta Tayan, indicando que vem mais surpresa pela frente.
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