quarta-feira, 30 de março de 2011

Matrícula em cursos tecnológicos sobe 26%, aponta censo do MEC


Enquanto o ensino superior brasileiro demonstra, de forma geral, sinais de estagnação, as graduações tecnológicas despontam com crescimento notável. Dados do novo Censo da Educação Superior revelam que o número de matrículas em [cursos de] tecnólogos cresceu 26,1% - o índice geral dos cursos subiu apenas 2,5%.


Segundo o censo, os 486.730 alunos dos cursos tecnológicos hoje representam 11% do total do País. Nos últimos anos, os governos federal e estaduais têm investido no ensino técnico, tanto na educação básica quanto na superior. Durante a cerimônia de posse no início do ano, a presidente Dilma Rousseff (PT) prometeu ampliar o Programa Universidade para Todos (ProUni) para o ensino médio e profissionalizante. Apesar dos incentivos públicos, o censo mostra que a grande expansão se concentrou na rede particular de ensino.

Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, a importância dos cursos tecnólogos se deve ao fato de terem curta duração e de serem voltados especificamente para o mercado de trabalho. "A aceitação rápida no mercado, a duração e também os preços mais baratos das mensalidades atraem",diz o pró-reitor da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), Danilo Duarte.

Para o presidente da Associação Brasileira de Mantenedores do Ensino Superior (ABMES), Gabriel Rodrigues, os tecnólogos atraem um público mais velho e que já está no mercado. "São pessoas que querem ter uma formação na área em que trabalham", diz.

É o caso de Géssica Damasceno, de 21 anos. Ela cursa Visagismo e Estética Capilar, curso da Unicsul que foca em técnicas que valorizam a beleza. "Já trabalho como cabeleireira e queria me aprofundar em tudo que existe sobre a área", conta.

Apesar do crescimento, os tecnólogos ainda enfrentam preconceito. Em outubro, reportagem do Estado mostrou que empresas estatais, como a Petrobrás e a Caixa Econômica Federal excluem os tecnólogos dos editais de concurso. Para Rodrigo Capelato, diretor executivo do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (SEMESP), o preconceito tende a diminuir. "É uma questão de tempo. O mercado não pode se dar ao luxo de recusar mão de obra de qualidade".

Fonte: ABMES
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Poderia um iPod funcionar por meio das batidas do coração?

Por: Silvio Sousa Cabral

Avanços em nanotecnologia feitos pela Universidade da Geórgia (Estados Unidos) estão dando origem a componentes eletrônicos capazes de gerar energia com movimentos naturais do corpo humano, incluindo as batidas do coração. Com base no que os pesquisadores conseguiram obter, é possível que futuros aparelhos de baixo consumo de energia serão capazes de funcionar sem a necessidade de serem manualmente recarregados.
Na lista de potenciais candidatos a fazer bom uso desta tecnologia, estão os modelos mais modestos do iPod, que poderiam gerar energia não apenas com o movimento do corpo, mas também com os gestos aplicados em sua superfície — no caso do iPod nano. Os pesquisadores estão interessados em obter com eletrônicos resultados similares ao funcionamento dos relógios antigos de pulso.
Atualmente, os chips criados para gerar energia usam cinco nanogeradores, capazes de produzir uma diferença de potencial equivalente a duas pilhas AA comuns. Parece pouco, mas é o suficiente para que pequenos LCDs e transmissores de sinal de rádio funcionem com sucesso, hoje em dia.
[via The Telegraph]
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Dell e HP criticam estratégia da Apple e duvidam do sucesso do iPad em negócios

Por Silvio Sousa Cabral

Na mente dos usuários comuns, o interesse do iPad como tablet está bem claro — não é à toa que o lançamento da sua segunda geração foi um sucesso nos primeiros 26 países onde ela já entrou. Entretanto, ainda está sendo difícil para a Apple convencer empresas de que um dos seus principais gadgets pode oferecer enormes ganhos no ambiente corporativo, mesmo afirmando que existem alguns projetos ambiciosos com ele na maioria das 100 maiores multinacionais.
Entretanto, fora do contexto das empresas ricas do mundo, alguns duvidam da capacidade da Apple de se tornar bem-sucedida nas empresas com o iPad. Para Andy Lark, chefe de marketing da Dell (que pretende competir com ela no segmento), não são produtos totalmente proprietários como ele que ganharão força no mercado corporativo, sem falar que a estratégia da Maçã pode ser considerada mais cara em função da necessidade de acessórios para a tablet.
“Um iPad com teclado, mouse e uma case significa que você deverá arcar com US$1.500, US$1.600”, disse Lark, que certamente não fez as contas direito — uma projeção feita pelo AppleInsider sugere que os três acessórios custariam menos de US$250, enquanto própria tablet sai por no máximo US$830 (nos Estados Unidos). Por outro lado, é fato que algumas empresas darão preferência a aparelhos adaptados aos sistemas que já possuem em funcionamento, de forma que a Dell poderá fazer algum sucesso no futuro oferecendo tablets baseadas no Android e no Windows 7.
Já a HP acredita que a Apple perderá a chance de ficar ao lado das empresas devido à falta de uma política uniforme para atendê-las. De acordo com Stephen DeWitt, executivo da empresa em relações empresariais, o relacionamento da Maçã com parceiros é “completamente transacional”, sem esperanças de fidelidade. “A Apple não possui uma filosofia inclusiva de recursos para parceiros, e isso é um absurdo”, disse DeWitt.
Esses fatores aparentam ser pouco importantes, mas é normal que corporações deem o devido valor a eles na tomada de decisões — o que é normal; afinal de contas, é necessário justificar cada investimento em equipamentos com o devido retorno, na estratégia de qualquer um. Mas há de se questionar quem acredita que o problema da Apple com pequenas e médias empresas está no iPad em si: pode ser que a sua estratégia esteja mesmo errada, mas é uma questão de tempo até que isso fique de fato evidente.
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