terça-feira, 24 de maio de 2011

Coca-Cola, Santander e SKY entram em favelas para vender mais

Pacificação de comunidades no Rio de Janiero é oportunidade para marcas

Por Cláudio Martins, do Mundo do Marketing
pauta@mundodomarketing.com.br


Com a pacificação das favelas do Rio de Janeiro, algumas empresas começam a enxergar a oportunidade de se aproximar dos consumidores da base da pirâmide. As comunidades estão se tornando pontos de investimentos de marcas como Sky, Santander, Capemisa e Coca-Cola que estão de olho em potenciais clientes nestas localidades. As estratégias utilizadas vão desde a realização de eventos à instalação de lojas para a comercialização de produtos e serviços.
Além da oportunidade de promover suas marcas a partir de ações de Responsabilidade Social, as empresas também procuram captar novos consumidores. Com o aumento da renda, nos últimos anos, os públicos das classes C e D estão gastando mais e tendo acesso a produtos que anteriormente não poderiam consumir. Mas não basta apenas oferecer os produtos aleatoriamente aos clientes, é preciso educar os consumidores sobre as vantagens de obter o que lhes é oferecido.
A Sky foi uma das primeiras empresas a investir em comunidades pacificadas. A operadora de TV a cabo criou em setembro de 2010 um serviço próprio para a Cidade de Deus, conjunto de favelas da Zona Oeste do Rio de Janeiro. O Sky UPP oferece 89 canais ao preço de R$ 49,90 e é voltado especialmente para os consumidores da região. Com um preço mais acessível, o produto tem o objetivo de atrair o interesse dos consumidores e combater os “gatos” na comunidade, que chegam a custar, em média, R$ 30,00.
Diálogo com consumidores é necessário
Mas nem todas as empresas aguardaram a expulsão dos traficantes das favelas para iniciar seus trabalhos. Já em 2008, dois anos antes da intensificação dos combates, a Capemisa Seguros instalou seu primeiro ponto de venda na Rocinha, comunidade da Zona Sul do Rio de Janeiro. Em 2011, a seguradora inaugurou a segunda unidade, desta vez, no Complexo do Alemão, em abril.
Para as marcas terem sucesso nestes locais, não basta apenas abrir uma loja. É preciso comunicar aos consumidores os produtos que estão sendo comercializados e instruí-los sobre os benefícios. “Nosso objetivo nas favelas é abordar um público que ainda não teve acesso ao seguro, nem sempre por questões financeiras, mas às vezes por falta de informação”, explica Laertes Lacerda, Diretor Comercial da Capemisa, em entrevista ao Mundo do Marketing.
À primeira vista, as favelas são muito parecidas. Antes de se lançar nesta empreitada, no entanto, as empresas devem ter um amplo entendimento do terreno em que estão andando. “É preciso conhecer a lógica das comunidades. O conceito das marcas deve dialogar com o pensamento destes consumidores. Ele não quer ser igual aos outros clientes, deseja que as empresas falem sua própria língua”, diz Renato Meirelles, Sócio Diretor do instituto de pesquisa Data Popular, em entrevista ao portal.
Com o objetivo de promover identificação entre a marca e os consumidores, a seguradora contratou dois moradores do Complexo como corretores. Para esclarecer os habitantes do Alemão sobre os serviços comercializados na agência, a Capemisa contou ainda com promotores de vendas também da própria região, visitando a casa das famílias para divulgar o seu portfólio de produtos.
Oportunidades para negóciosOutra empresa que investe em uma estratégia semelhante é o Santander. A marca também chegou ao Alemão antes da pacificação, inaugurando uma agência em maio de 2010. Hoje, após um ano, a empresa começa a colher os frutos da iniciativa, contabilizando pouco mais de mil clientes no local. Os investimentos também buscam promover o desenvolvimento social e cerca de 70% do quadro de funcionários da agência é formado por moradores da comunidade.
Para permitir uma melhor compreensão das finanças por parte dos consumidores e estimular a venda de serviços bancários, o Santander promove em parceria com o AfroReggae núcleos de estudos e palestras sobre economia doméstica e administração. “O Complexo do Alemão tem cerca de 90 mil microempreendedores, que procuram nosso serviço de microcrédito para ampliar os seus negócios e aumentar o seu faturamento”, diz Marisa Monteiro, Gerente Executiva de Eventos e Patrocínio do Santander, em entrevista ao portal.
Além das linhas de microcrédito, outro serviço muito procurado pelos consumidores é a Poupança. À medida que os moradores vão adquirindo conhecimento sobre como administrar sua vida financeira, há um despertar do interesse por investir e aplicar o que foi aprendido. Mas é importante lembrar que o relacionamento com as marca deve ir mais adiante do que a simples transação da compra. É necessário estar presente em outras ocasiões junto aos consumidores.
Eventos como forma de relacionamento
É o que faz a Coca-Cola para fortalecer sua marca junto aos moradores do Complexo do Alemão. A empresa participou do “Desafio da Paz”, uma maratona realizada no último dia 15 e patrocinada pelo Santander, para angariar fundos para ONGs da comunidade. Foram mais de mil inscritos e entre os participantes havia atletas profissionais e pessoas da comunidade.
Durante a competição, que teve seu trajeto baseado na rota de fuga dos traficantes em novembro de 2010, a Coca-Cola realizou ativações de marca, com a distribuição de batecos infláveis para a torcida e camisas com a mensagem “Razões para acreditar. Os bons são maioria”, reforçando a ligação entre marca e o novo momento vivido pela comunidade.
O Santander também utilizou o evento para fortalecer o vínculo com os moradores, que puderam se inscrever gratuitamente na agência do Complexo. O banco doou ainda R$ 15 mil ao final da corrida para as ONGS Ler é 10, Descolando Ideias e Leia e Favela. Para chegar a este valor, a empresa contabilizou o somatório da quilometragem de todos os participantes da competição e multiplicou por três, dessa forma envolvendo todos os atletas no resultado.
“Nosso objetivo é deixar algo a mais para a comunidade. À medida que outras favelas forem pacificadas, a intenção é ampliar nossas ações para estas localidades, mais do que produtos e serviços”, afirma Andréia Torto, Coordenadora de Marketing do Santander, ao Mundo do Marketing.

Este material está disponível em: www.MundoDoMarketing.com.br.

Fabricantes de tablets aumentam aposta no Brasil

Por Priscila Jordão


SÃO PAULO (Reuters) - Empresas de tecnologia que entraram no mercado de tablets após o lançamento do iPad, da Apple, no ano passado, estão revisando suas estratégias de negócios e aumentando as apostas no Brasil após o governo ter desonerado os aparelhos.
Jogador usa o tablet Xoom, da Motorola, em evento do Google na Califórnia, Estados Unidos, em 10 de maio de 2011. A Motorola e outras fabricantes como Samsung, Positivo e ZTE estão revisando suas estratégias de negócios para tablets e aumentando as apostas no Brasil. 10/05/2011 REUTERS/Beck DiefenbachA norte-americana Motorola e a coreana Samsung já produzem tablets no Brasil. A brasileira Positivo Informática planeja o lançamento de um modelo para o segundo semestre e a ZTE, da China, produzirá o aparelho em sua nova fábrica em Hortolândia, interior de São Paulo.
O governo publicou no Diário Oficial da União desta segunda-feira, dia 23/05/2011, medida provisória que inclui computadores tablets no regime que dá incentivos fiscais para a produção de bens de informática.
A medida estabelece a inclusão dos tablets pouco após integrantes do governo anunciarem que a taiuanesa Foxconn avalia fabricar produtos da Apple no país, inclusive o iPad.
A Samsung, que concorre com o iPad com o tablet Galaxy Tab, já produz o aparelho em sua fábrica de Campinas, interior de São Paulo. Porém, o Galaxy Tab - com tela de 7 polegadas - não receberá benefícios fiscais por ter funções de voz e ser classificado oficialmente como um celular.
Para aproveitar a redução dos impostos sobre tablets, a Samsung lançará dois modelos no país com telas de 8 e 10 polegadas.
"Já estamos com projetos tramitando para arrogar os incentivos aos aparelhos... Quando aprovados, no dia seguinte passaremos a fabricá-los em Campinas (SP)", afirmou à Reuters o vice-presidente de Novos Negócios da Samsung no Brasil, Benjamin Sicsu.
O enquadramento dos tablets na chamada "Lei do Bem" permite que o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) baixe nesses produtos de 15 para 3 por cento. Além disso, a alíquota do PIS/Cofins cai de 9,25 por cento para zero. A expectativa do governo é que os preços dos tablets ao consumidor caíam em cerca de 30 por cento.
A ZTE - que anunciou investimento de 350 milhões de reais na fábrica em Hortolândia, durante a visita da presidente Dilma Rousseff à China em abril-- vai produzir seu tablet V9 na nova unidade e também sob contrato com a terceirizada Evadin, em Manaus.
O presidente da ZTE do Brasil, Eliandro Ávila, afirmou que ainda não há data fixa para começar a produção, mas que a demanda já é grande o bastante.
"Creio que o mercado passará a ficar mais aquecido a partir de agosto ou setembro. Os tablets são a grande promessa para o Natal. Pretendemos vender 150 mil unidades em 1 ano", disse Ávila à Reuters.
A ZTE também terá um novo modelo de tablet com lançamento mundial que passará a ser produzido no Brasil.
A Motorola, que compete no setor com o tablet Xoom, já produz o aparelho no país, na fábrica de Jaguariúna, interior de São Paulo. "A estratégia de precificação do tablet da empresa será revisada após a aprovação dos benefícios fiscais pelo governo", disse a companhia por e-mail.
A fabricante norte-americana afirmou já ter enviado requisição ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) para usufruir dos benefícios fiscais para tablets.
De acordo com a empresa de pesquisa IDC, as vendas de tablets no Brasil devem chegar a 300 mil unidades em 2011, com a maior movimentação ocorrendo nos seis últimos meses do ano. Nessa época, mais produtos do exterior terão chegado ao mercado brasileiro e as fabricantes nacionais já terão se posicionado com seus próprios produtos.
Segundo o IDC, a desoneração dos tablets só terá um impacto relevante sobre as vendas em 2012, levando-se em conta o tempo de produção dos dispositivos brasileiros.
(Reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr.)

Este material está disponível em Reuters.com.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Pós-graduação em Gestão de Marketing e Mídia Social


COORDENADOR: Prof. Washington Sales do Monte
(84) 8894-7519

OBJETIVOS:

OBJETIVO GERAL

Contribuir para o desenvolvimento de competências profissionais na atuação do gestor de marketing objetivando desenvolver um posicionamento crítico que possa levá-los a planejar, organizar, dirigir e controlar ações de Marketing e Mídias Sociais, acompanhado as tendências dentro do ambiente empresarial.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Interpretar os conceitos e práticas fundamentais de Marketing e das Mídias Sociais, considerando o cenário mercadológico brasileiro;
  • Desenvolver uma visão sistêmica do contexto mercadológico, a partir do conhecimento das tendências de mercado correlacionadas ao ambiente empresarial e Ambiente Digital;
  • Identificar grupos de clientes e suas necessidades, expectativas e desejos nos mercados on-line e off-line;
  • Elaborar estratégias mercadológicas, no nível de cada uma das suas variáveis de ação (produto, preço, distribuição e promoção), equacionando a utilização de cada uma dessas variáveis na política global das estratégias de Marketing no contexto das Mídias Sociais.

PÚBLICO ALVO

O público-alvo do curso está direcionado para graduados em áreas como marketing, administração, negócios, comunicação que tenham assumido recentemente, ou que pretendam assumir, posições executivas de marketing em empresas privadas em vários setores de atuação, ou ainda profissionais que percebam a importância do conhecimento de marketing e das mídias sociais no seu desenvolvimento profissional, abrindo novas possibilidades de atuação. Vale ressaltar ainda que, os profissionais com formação em outras áreas do conhecimento poderão ser aceitos no curso, a partir de análise da experiência profissional na área de Administração ou em áreas afins.



MERCADO DE TRABALHO


As extraordinárias transformações que passam a sociedade mundial, ao se projetarem sobre o universo organizacional, determinam padrões de comportamento, mudam hábitos e estabelece um quadro de novos valores e referências para as decisões de consumo, foco principal do marketing. Entre as variáveis estratégicas que assinalam os rumos e fundamentam as bases da empresa moderna, estão às relações de compra e venda de produtos ou serviços e evolução das mídias sociais no ambiente empresarial. Nesse contexto, a visão estratégica em marketing e conhecimento nas tendências de mercado, aplicada a qualquer organização, torna-se uma ferramenta indispensável à gestão dos negócios.


INVESTIMENTOS

20 parcelas de R$ 330,00 (trezentos e trinta reais), sendo a primeira no ato da matrícula e as demais com vencimento no dia 05 (cinco) de cada mês subseqüente. Ex-alunos da UnP possuem desconto de 30% a partir da segunda mensalidade - R$ 231,00. (grifo meu)


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

DISCIPLINA

C/H

Seminário de Instalação e Integração

4 horas

Metodologia da Pesquisa Científica

20 horas

Fundamentos e Planejamento Estratégico de Marketing

20 horas

Comunicação Mercadológica Multi Canais na Web

20 horas

Economia e Mercado

20 horas

Comportamento do Consumidor e Pesquisa de Marketing Oline e Off-line

20 horas

Geomarketing e Análise de Mercado: Novas Tendências

20 horas

Gestão de Marketing de Relacionamento 2.0

20 horas

Estudo de Mercado com foco nas gerações

20 horas

Cibercultura e Ciberespaços

20 horas

Marketing Digital

20 horas

Empresas Digitais (E-business)

20 horas

Legislação e Ética na Web

20 horas

Redes Sociais e Mídias Interativas

20 horas

Tecnologias para o Ambiente Digital

20 horas

Produção e edição de Mídias Digitais

20 horas

Métricas e Monitoramento de Redes Sociais

20 horas

Design, Usabilidade e Arquitetura de Informação

20 horas

Docência do Ensino Superior

20 horas

Seminário de Conclusão de Curso (Artigo Científico)

16 horas

OBS: As aulas acontecerão aos sábados (quinzenalmente) de 08:00 h as 18:00h com intervalo de 2:00h para almoço.


CARGA HORÁRIA: 380 horas/aula


PREVISÃO DE INÍCIO

O curso tem previsão de primeiro módulo em 04/06/11.


PROCEDIMENTOS PARA A MATRÍCULA


A matrícula poderá ser feita em qualquer uma das Unidades da UnP na Central do Candidato, em Mossoró na Central de Atendimento.


DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:

· Inscrição on-line, realizada através do site: www.unp.br.
· Entrevista.
· Cópia autenticada do diploma da graduação ou cópia acompanhada do original.
· Cópia e original do RG e CPF.
· 01 Foto 3x4.
· Currículum Vitae


Este material está disponível em www.QueroSerConsultor.BlogSpot.com