quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pacientes com doença na retina podem voltar a enxergar com microchip

Invenção desenvolvida na Alemanha leva luz à retina danificada e informação é enviada por meio de sinais para o cérebro.

Por Wikerson Landim

Uma pesquisa que está sendo realizada no Instituto de Pesquisa Oftalmológica da Universidade de Tubigen, na Alemanha, pode devolver à visão a centenas de pacientes com alguma espécie de doença na retina.
Trata-se de um microchip que cumpre a nobre missão de levar luz à retina danificada e transformar essa informação em sinais para o cérebro. A pesquisa é fruto de um trabalho da equipe liderada pelo cientista Eberthart Zrenner.
Pacientes com problema de retina podem voltar a enxergarO microchip Retina Implant AG é capaz de transportar cerca de 1,5 mil diodos fotossensíveis quando adaptados ao olho do paciente. O chip capta a luz e os reflexos do ambiente e transforma a informação em sinais elétricos para o cérebro. O sistema funciona graças a uma bateria implantada na orelha do paciente.
A distrofia retiniana é uma doença hereditária, que também pode ser causada por envelhecimento, e provoca a diminuição lenta e progressiva da visão. Segundo dados do Centro Brasileiro de Cirurgia de Olhos pelo menos 35 mil pessoas sofrem de problemas relacionados à retina.
Durante os testes o dispositivo foi testado em 11 pessoas e 8 delas afirma ter percebido melhoras significativas na visão. O produto não tem previsão de comercialização e mais testes ainda devem ser feitos antes de sua implantação definitiva.

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Armadura de silicone protege o usuário de impactos sem perder a maleabilidade

Feita de um tecido chamado Deflexion, a armadura possui moléculas que se reorganizam apenas na hora do impacto, defendendo seu corpo contra ataques surpresa. 

Por Beatriz Smaal

Proteja seu corpo com uma armadura moderna
Fonte da imagem: Dow Corning
Quem assiste a filmes de super-heróis certamente já se imaginou completamente vestido com uma armadura protetora no melhor estilo Batman para combater o crime, sem a necessidade de acabar com sérios roxos pelo corpo por causa disso.
O Deflexion é uma tecnologia que tem por objetivo proteger você contra qualquer tipo de impacto, protegendo partes importantes do corpo durante atividades mais perigosas ou inesperadas. Porém, o tecido não perde suas propriedades de flexibilidade em “repouso”, o que dá conforto para quem o usa.

Proteção nas horas de aperto

Feito de silicone, o Deflexion permanece macio como tecido durante atividades cotidianas, assim como uma roupa qualquer. Entretanto, em situações extremas ele trabalha de uma forma diferente, protegendo o corpo quando necessário.
Este fenômeno acontece por causa das moléculas de silicone presentes no tecido. No caso do Deflexion, as partículas são polimerizadas em folhas maleáveis e contam com uma composição molecular especial.
Enquanto em uma situação normal as moléculas passeiam livremente, porém, ao receber um impacto, elas automaticamente se organizam de forma compacta, tornando sólido o local que recebeu a pancada antes mesmo que a energia se dissipe por completo. Isso absorve e dispersa o choque, como se fosse uma armadura.
Proteção contra impacto pela reorganização de moléculas
Fonte da imagem: Dow Corning
Essa tecnologia, diferente dos polímeros já testados anteriormente, permite que você utilize a armadura como uma roupa normal, o que faz com que a proteção seja quase invisível. É possível lavar, usar em qualquer tipo de clima e ficar confortável como se estivesse em uma roupa de ginástica, feita para suar.

Uso variado

Caso queira mais proteção, o Deflexion pode ser montado com mais ou menos camadas das folhas maleáveis, ou seja, de acordo com seu objetivo. Se você anda de moto, por exemplo, é possível criar uma roupa mais segura, que ajude a proteger contra impactos no caso de uma queda.
Assim como em roupas, o tecido pode ser usado com outra finalidade, uma vez que não possui uso limitado. O Deflexion pode ser usado para fazer capas de proteção para aparelhos eletrônicos, o que deixaria celulares, notebooks e outros salvos de acidentes dos quais eles normalmente não saem ilesos. Malas de viagem feitas deste material também levam boas vantagens em relação ao concorrente, protegendo itens delicados os quais você leva durante o passeio.

Galeria de Imagens






Para mais informações sobre o produto, basta acessar o site da Dow Corning, desenvolvedora do material da armadura. Eles não informam o valor das roupas feitas com o Deflexion, entretanto, mostram gráficos (em inglês) sobre impacto absorvido, informações técnicas e muito mais.

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Curativo muda de cor se ferimento estiver infeccionado

A bandagem responde a mudanças de temperatura e deve ajudar a descobrir problemas de infecções sem a necessidade de trocar as ataduras. 

Por Beatriz Smaal


Uma pesquisadora da Universidade de Melbourne, na Austrália, acaba de criar um curativo inteligente, feito para as mães preocupadas de plantão. O “dispositivo” muda de cor de acordo com a situação do ferimento que está cobrindo, o que facilita a visualização de infecções antes mesmo de limpar o corte ou trocar as ataduras.
Mudança de cor da fibra (Fonte da imagem: Louise van der Werff/CSIRO)
A estudante de PhD Louise van der Werff criou um tipo de tecido que responde de acordo com as mudanças de temperatura, com sensibilidades a diferenças de menos de 0.5 graus Celsius. A comparação entre a cor normal e a cor do curativo é feita com a ajuda de uma tabela de cores da fibra.
Tabela de cores (Fonte da imagem: Louise van der Werff/CSIRO)

Ao ser incorporado a uma bandagem, enfermeiras seriam capazes de identificar rapidamente se há algum tipo de infecção ou interrupção do fornecimento de sangue, já que essas situações são normalmente acompanhadas por um aumento ou diminuição da temperatura no local.
Até o momento, a equipe de Werff criou o tecido, porém, deve demorar cerca de seis meses para transformá-lo em bandagens para ferimentos. A pesquisa está sendo apoiada também por uma empresa de curativos, portanto, a novidade será testada para que sejam criadas novas formas de bandagem com o mesmo tecido.
Mudança de cor (Fonte da imagem: Louise van der Werff/CSIRO)

O projeto faz parte do programa nacional Fresh Science, financiado pelo governo australiano. A novidade pode ser capaz de economizar cerca de 500 milhões de dólares anuais dos cofres públicos, referentes a tratamentos de ferimentos crônicos que são realizados no sistema de saúde.
 
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