segunda-feira, 19 de março de 2012

Romário teme que Copa de 2014 tenha o "maior roubo da história"

Rio de Janeiro, 18 mar,
O ex-jogador e deputado federal Romário, um dos principais críticos à forma com que a Copa do Mundo de 2014 tem sido organizada, alertou neste domingo que a competição se tornará o "maior roubo da história" do país, tudo por conta da má gestão dos políticos brasileiros.
Romário alerta que Copa do Mundo será o 'maior roubo da história'. (Foto: AE) 
"Esta palhaçada vai piorar quando faltar um ano e meio para o Mundial. O pior está por vir porque o governo deixará que aconteçam as obras emergenciais, as que não precisam de licitações. Ai vai acontecer o maior roubo da história do Brasil", afirmou Romário através de sua página no Facebook.

Para o Baixinho, "o Governo engana ao povo", e a presidente Dilma Rousseff "está sendo enganada ou se deixa enganar" quando afirma que a Copa será a melhor de todos os tempos.

Romário criticou a ausência de deputados na reunião entre o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e Dilma, na última sexta-feira, quando se tratou do projeto da Lei Geral da Copa, que está prevista para ser votada na Câmara Federal ainda nesta semana.

Após a reunião, Blatter revelou que Dilma lhe deu amplas e plenas garantias de que o Brasil respeitará "todos os compromissos assumidos com a Fifa", incluindo o de permitir a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, que é um dos pontos que gera mais rejeição no Congresso.

O melhor jogador do mundo de 1994 convidou os brasileiros a se manifestarem e disse que o povo tem toda a razão ao reivindicar e exigir por parte dos políticos mais seriedade e responsabilidade nas questões relativas à Copa.

EFE
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Como saber se um caixa automático foi clonado - Infográfico

Aprenda algumas dicas rápidas de como fugir de caixas eletrônicos equipados com aparelhos de criminosos.


Por Renan Hamann do Tecmundo



Nos últimos anos, uma nova prática de clonagem de cartões começou a ser utilizada. Produzindo molduras falsificadas, quadrilhas invadem agências e adulteram os caixas eletrônicos para roubar dados de cartões e senhas. Eles retiram o sistema original, instalando computadores e leitores de cartão modificados para capturar todas as informações possíveis.


Nem mesmo cartões com chips estão livres das clonagens, por isso a melhor forma de evitar os roubos é pela prevenção. O Tecmundo preparou este artigo para mostrar as formas de verificar se o terminal utilizado passou por modificações criminosas. Fique atento às dicas e garanta a segurança de seus dados.


Ver Infográfico


Fique atento à tonalidade do caixa


As molduras dos caixas eletrônicos são produzidas em larga escala e, por essa razão, possuem a mesma cor. Quando você for a uma agência, repare em todos os caixas que estão dispostos. Em uma situação comum, todos eles devem apresentar as mesmas características físicas. Quando o caixa é clonado, os bandidos utilizam (na maior parte das vezes) molduras falsas, que não respeitam a tonalidade original.



É verdade que esse procedimento de segurança é um ótimo primeiro passo, mas há também casos em que os criminosos utilizam frentes originais, roubadas de outras agências. Por isso, apenas verificar a tonalidade do caixa eletrônico não garante 100% de certeza da procedência do aparelho.

Má fixação das peças

Os bandidos estão sempre com pressa, afinal de contas, eles não querem ser pegos pela polícia ou por seguranças que possam barrar os seus ganhos. Devido ao pouco tempo para agir, dificilmente algum bandido conseguirá montar o aparelho com perfeição, tendo ainda que deixar facilitada a retirada posterior.

Somando todos esses fatores, fica fácil entender por que os equipamentos falsos não ficam bem presos à estrutura. Por isso, antes de inserir seu cartão no caixa automático, faça uma rápida verificação tátil. Basta tentar sacudir o aparelho (levemente) para saber se ele está totalmente fixado ou não.


Repare no software do caixa

Uma das principais falhas dos bandidos é na imitação dos softwares de controle dos bancos. Geralmente as cópias ilegais são congeladas, não apresentando a animação que os programas oficiais possuem. Outro ponto que merece atenção é a resposta do touchscreen.

Muitos caixas automáticos oferecem essa tecnologia, mas não são todos os equipamentos que suportam. Se na agência em que você está apenas um deles não possui o suporte, desconfie. Isso porque os bancos costumam abastecer as agências com aparelhos iguais, evitando disparidade entre os caixas.

Os outros caixas estão desligados

Ao chegar a uma agência, verifique se todos os caixas eletrônicos estão ligados. Os fraudadores costumam desligar todos os outros aparelhos para que os clientes do banco sejam obrigados a utilizar o que está clonado. Estando somente um deles disponível, é melhor procurar outro posto de atendimento.



Outra prática que também é conhecida para forçar os clientes a utilizarem determinado terminal: membros da quadrilha ficam nos caixas normais, deixando apenas o clonado disponível. Há muitas quadrilhas que contratam apenas mulheres para o serviço, pois elas geralmente levantam menos suspeitas do que homens.

O dinheiro não foi entregue

Se o sistema acusava a existência de cédulas e na hora do saque o dinheiro não foi entregue, você pode ter sido vítima de um golpe. Saia da agência e ligue para a central de atendimento do seu banco para informar o ocorrido. Caso o problema não tenha sido reconhecido pela instituição, peça para que seu cartão seja bloqueado.

Não use o telefone da agência

Especialistas em segurança afirmam que utilizar o telefone da agência para informar possíveis clonagens não é uma boa ideia. Eles podem ter sido modificados para direcionar as ligações para receptores das quadrilhas, por isso procure utilizar o seu telefone celular a uma distância segura do local da clonagem.
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Esperamos que as dicas tenham sido úteis para sua segurança. Com alguns pequenos cuidados, é possível fugir de armadilhas eletrônicas utilizadas por bandidos espalhados por todo o país. Lembre-se sempre: qualquer problema em suas transações deve ser informado à instituição bancária.

Infográfico por: Tim Trauer

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sábado, 28 de janeiro de 2012

O mundo dos hackers: você realmente sabe quem eles são e o que fazem?

Esqueça tudo o que você acha que sabe sobre eles. Hackers não têm nada a ver com banditismo virtual nem são os inescrupulosos vampiros de servidores expostos diariamente pela mídia

Por Eber Freitas, Revista Administradores

Todos os dias ligamos nossos computadores pessoais e acessamos os principais portais de notícias. Não é raro saltar aos olhos matérias sobre ataques virtuais, invasão e queda de servidores, roubo de dados, dentre outros temas relacionados à segurança na internet. Costumeiramente, entre as linhas traçadas por repórteres, articulistas e colunistas, encontra-se a palavra hacker como o personagem responsável por tais ações. Como o uso do termo normalmente não é contestado, repete-se e consolida-se como verídico. Assim, é atribuída a reputação de criminosos virtuais aos hackers.

Outra figura não menos presente nos noticiários é o engenheiro Steve Wozniak, antigo parceiro de Steve Jobs, fundador da Apple. Na década de 1960, um grupo intitulado phreakers, do qual ele fazia parte, conseguiu emular pulsos de uma rede telefônica a partir da emissão de uma frequência específica (2600Hz), gerada por um apito distribuído em caixas de cereais. O sucesso da ação não foi resultado de um plano para burlar a tarifação, mas apenas um fantástico empenho de curiosidade e habilidade técnica. "Apesar disso tudo envolver pouco ou nenhum computador, ninguém tem dúvidas de que se tratou de um movimento hacker – e um de primeira linha", afirma Aylons Hazzud, integrante e sócio fundador do Garoa Hacker Club.

Alan Turing (1912 - 1954), matemático e analista de criptografia britânico, exerceu um papel bem mais relevante na história da humanidade. Apesar de não ser militar, foi recrutado pelo exército da Inglaterra para decodificar a complexa linguagem criptografada utilizada pelos alemães na Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945). Sua máquina, o Colossus, conseguiu decifrar o Enigma Germânico e, se não mudou os rumos, pelo menos abreviou a guerra.

No século 20, projetos grandiosos como a ARPANet, World Wide Web, Unix e inúmeros outros só se tornaram possíveis graças à criatividade, talento para programação e muita vontade de criar e recriar as coisas despretensiosamente, atributos inerentes aos hackers. Mas como – e, principalmente, por que – os caras que lideraram a transição do modelo industrial-capitalista para a sociedade em rede passaram a ser reconhecidos por alcunhas nada carinhosas, tais como bandidos virtuais ou piratas da internet?
"Um hacker é alguém que faz um sistema agir de uma maneira que não era esperada pelo projetista, alguém que é capaz de dominar o comportamento de um sistema para além do que o próprio criador pensou" (imagem: Thinkstock)
O que é um hacker?

Apesar de, historicamente, o conceito de hacker ter surgido em meados dos anos 1950, ele não é aplicável apenas à internet e à computação em geral. "Um hacker é alguém que faz um sistema agir de uma maneira que não era esperada pelo projetista, alguém que é capaz de dominar o comportamento de um sistema para além do que o próprio criador pensou", explica Hazzud.

Adonel Bezerra, especialista em segurança digital e fundador do Clube do Hacker, acredita que a atividade se baseia em três premissas: "encontrar brechas em sistemas computacionais e/ou tecnológicos – alguém sempre esquece alguma coisa que precisa ser descoberta; testes de softwares antes de serem disponibilizados em produção; e descobrir tudo o que for possível naquele momento – seja sobre pessoas, sistemas ou organizações, mas só divulgar em momento oportuno e nunca para proveito próprio".

A etimologia do termo pode estar ligada ao desenvolvimento de dispositivos para transporte de volumes (TMRC), também na década de 1950, por estudantes do Instituto Tecnológico de Massachussets. "Eles realizavam ajustes pontuais rápidos e eficientes, sendo consideradas sacadas genais com relês eletrônicos para criar desvios inusitados – que eles chamavam de hacks, o que não era uma perversão – assim como ocorre com muitos hacks até hoje. E, atualmente, o termo também é empregado para classificar aqueles que são bons naquilo que fazem", relata outro integrante fundador do Garoa Hacker Clube, Aleph Leptos.

Crackers, posers e ativistas virtuais

Aleph ressalta que, todavia, não é o uso de códigos prontos e acabados que transformam seu usuário em um hacker. Na verdade, existem milhares de códigos e aplicações soltas na web que permitem – a qualquer pessoa que saiba usar um browser – realizar um ataque virtual ou ações menos nobres. Dois exemplos claros são os ataques empreendidos recentemente pelo LulzSec – que derrubou momentaneamente alguns sites do governo brasileiro – e o Anonymous, que congestionou os sites da Visa, do Master e do PayPal.

Em alguns casos, esses ataques podem ser oriundos de computadores "zumbis", aliciados remotamente através de vírus, ou, no caso de protestos virtuais autênticos, simplesmente de milhões de usuários conectados no mundo inteiro, que visitam a mesma página no mesmo horário.

O objetivo é, basicamente, interditar o tráfego de um determinado website pela porta da frente, sem efetuar invasões aos servidores e a informações confidenciais, ação comparável a um protesto real ou físico. Nenhuma página é capaz de suportar uma onda de milhões de acessos repentinos, por exemplo. "São pessoas protestando, chamando a atenção, causando inconvenientes enquanto provocam um prejuízo bem pequeno ao alvo dos protestos. Tirar um site de uma empresa do ar por alguns minutos é análogo a lotar a calçada de um shopping", compara Aylons Hazzud.

Mas, contra todas as convenções que norteiam o verdadeiro espírito hacker, existem usuários mal intencionados. Sim, da mesma forma que existem pessoas que realizam intervenções cirúrgicas sem serem médicos e políticos desonestos, os violadores também estão presentes no mundo virtual e são mais conhecidos por crackers. Para Leptos, "a maioria dos criminosos digitais são meros usuários perversos que utilizam técnicas já conhecidas – porém, de difícil combate – e que se aproveitam da falta de educação, da prática da computação confiável e da ingenuidade de muitas pessoas".

Uma nova revolução

Para o especialista em segurança da informação Gerson Castro, as novas formas de comportamento coletivo na internet representam uma mudança nos paradigmas da sociedade, um anseio pela mudança na forma de relacionamento entre pessoas, empresas e Estados. "O fato de passarmos a ter a informação disponibilizada e encontrada digitalmente traz inúmeras questões relacionadas ao uso das ferramentas que as manipulam, assim como o que poderá ser feito com tais informações. Assim, sociedade, Estado, governo, academia e entidades de classe devem estar juntas no debate e na regulamentação da disponibilização, acesso e aplicação da informação digital e, ainda, das questões legais provenientes disso tudo", explica Castro.

A transição conturbada do antigo modelo capitalista industrial para a sociedade em rede gera novos modelos, novos indivíduos, novos grupos e novos problemas. Historicamente, quando o mundo vivencia transformações culturais intensas, a tendência é imputar ao "novo" a tradução do incerto e do perigoso, tal como aconteceu durante o Renascimento Cultural. Resta saber se é ponderado queimar os nossos Giordanos Brunos por suas doutrinas hackers subversivas, perigosas para grupos ávidos por capital e poder, benéficas para o desenvolvimento de novas tecnologias com acesso facilitado à sociedade.


Este material está disponível em www.Administradores.com.br/Informe-se/Tecnologia.