quinta-feira, 7 de julho de 2011

Verba de Marketing está indo mais para Promoção

Conheça o Raio X do Marketing Promocional em 2011 e suas tendências

Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing

As empresas brasileiras estão investindo mais em ações promocionais do que em propaganda. De acordo com uma pesquisa do Ibope Inteligência encomendada pela Associação de Marketing Promocional (Ampro ), 53% das companhias estão destinando mais verba à promoção do que à propaganda em 2011. O bolo é divido na mesma proporção para 8% dos entrevistados, enquanto 39% investem mais em propaganda do que em promoção.

Há uma tendência de crescimento da verba empregada em ações de Marketing Promocional. A maioria das empresas consultadas (68%) afirma que o valor destinado a esta disciplina vem crescendo 28% em média. Na outra ponta, 8% reduzem a verba em média 37%, o que sinaliza um saldo de 16% no aumento geral. Estes dados compõem um raio x do Marketing Promocional, que em 2010 movimentou R$ 33 bilhões. Comparado aos anos de 2007 e 2009, a promoção está mais planejada.

Verba de Marketing está indo mais para a PromoçãoEm 82% das empresas consultadas entre abril e junho deste ano, no Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste, as ações de Marketing Promocional fazem parte de um planejamento prévio. Em 2009, a realização de uma ação planejada era feita por 73% das companhias, enquanto em 2007 o número era de 71%. No mesmo caminho, o percentual de ações imprevistas, que ocorrem em função de fatores como oportunidades de mercado, queda nas vendas e resposta a ações da concorrência, caiu de 29% em 2007 para 18% em 2011.

Digital também é tendência na promoção
Entre as tendências para o Marketing Promocional nos próximos anos está a utilização em conjunto com o Marketing Digital. Apesar do índice de resposta ter sido de 78% em 2011, em 2009 as ações promocionais veiculadas ao universo digital eram tendência para apenas 30% das empresas. “Já é uma realidade. Todas as promoções têm um pé no digital. Até uma foto da blitz que é realizada vai parar no blog da promoção”, afirma Guilherme de Almeida Prado (foto), Presidente da Ampro, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O namoro entre a promoção e o digital ainda está firme e forte, mas eles convivem com uma situação complicada quando entram em campo as agências. Em alguns casos, as agências promocionais desenvolvem as ações digitais. Em outros, as agências digitais ou até as de marketing direto e propaganda são convocadas para capitanearem o projeto. A relação entre os clientes e as agências de promoção também anda confusa.

O índice de satisfação dos clientes com as agências é de 3,56, numa escala de 1 a 5. Em 2011, 33% não estão nem satisfeitos, nem insatisfeitos. “Isso não quer dizer que não está bom”, defende Almeida Prado. “Quando falamos de ações no ponto de venda, por exemplo, que envolvem 300 promotoras terceirizadas, é provável que em 15 PDVs haja algum problema porque a promotora faltou”, aponta.

Verba de Marketing está indo mais para a PromoçãoClasse C e Nordeste no foco da Promoção
Ativação no ponto de venda também consta na lista de principais ações a serem realizadas, seguida de Marketing de Incentivo, eventos, promoções com distribuição de prêmios e brindes, e campanhas motivacionais. Há ainda uma pretensão de investir em sustentabilidade nas ações promocionais. Apenas 17% das empresas ouvidas pela pesquisa não pretendem focar em sustentabilidade em ações promocionais, enquanto 48% têm interesse em desenvolver algumas promoções que envolvam o tema e 35% devem abordar o assunto em todas.

Outra tendência é a realização de promoções focadas na classe C pela internet. Na opinião de 68% dos profissionais, este público já tem condições suficientes de ser atingido por ações de Marketing Promocional na web e nas mídias sociais. A maioria (55%) acredita também que a promoção é o melhor instrumento para atingir as classes CDE.

A segmentação de ações promocionais para o Nordeste é outro elemento bem visto e já acontece para algumas grandes companhias como Nestlé. Setenta e seis por cento dos entrevistados acreditam que o Marketing Promocional tende a ser cada vez mais implementado localmente. “As empresas têm repensado suas atividades e visto que é mais eficiente ter uma agência local, seja independente ou que responda a sua agência nacional”, diz Auli De Vitto (foto), vice-presidente Executivo da Ampro e coordenador da pesqiusa.

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Quem quer comprar no Magazine Luiza?

Por: Laura Araújo




O Magazine Luiza é novato na Bolsa, mas no setor de Varejo é um grande veterano. A empresa com 54 anos de existência estreou em maio deste ano na BM&FBovespa com o código MGLU3, em uma oferta pública de ações (IPO) que captou R$ 925,8 milhões.  O sucesso da oferta, afirma o analista de mercado da Wintrade José Góes, é explicado pelo grande potencial de ganho apresentado pelas empresas da área. “É o típico papel que o mercado gosta. O setor de Varejo tem tido ativos com ótimo desempenho nos últimos meses, e isso também influencia o Magazine Luiza. As ações deram uma pequena oscilada, mas as perspectivas para o setor são boas”, diz. Desde que estreou, o preço das ações gira por volta dos R$ 16, já tendo alcançado picos de R$ 17.

Vale lembrar que o bom momento da economia nacional, com o crescimento do poder de compra da população – especialmente da classe C, nicho no qual o Magazine Luiza aposta -, e a recente aquisição das Lojas do Baú apontam uma direção positiva para a empresa, com ampliação das vendas e lucros. Os números fazem jus às boas perspectivas: no relatório do primeiro trimestre de 2011 (1T11), o primeiro exercício público do Magazine Luiza, foi registrado valor de mercado de R$ 3 bilhões e avanço de 50% na receita em relação ao mesmo período de 2010.

A mulher do Baú - A história do Magazine Luiza é semelhante a de tantas outras empresas familiares que se tornaram mega negócios. A primeira loja da rede foi aberta em 1957 em Franca, interior de São Paulo, pelo casal Luiza Trajano e Pelegrino Donato. Em pouco tempo, porém, os clientes da empresa não eram unicamente paulistas. A partir dos anos 70, a empresa começou ampliar sua presença para estados como Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná, através da compra de redes menores. No início de junho, a empresa apostou em mais uma aquisição: a das Lojas do Baú, do Grupo Sílvio Santos. O Magazine deve desembolsar R$ 83 milhões em troca de 121 lojas do Baú da Felicidade em três estados – incluindo pontos de venda, escritórios, centros de distribuição e sistemas de informática. Isso representa um crescimento de 11% na área de vendas da empresa, e deve fortalecer a marca junto à classe C, um dos públicos com maior potencial consumidor.

“A fusão de empresas é uma necessidade, tanto pelo mercado doméstico quanto pela inclusão da nova classe média nesse mercado”, analisa Olavo Henrique Furtado, professor de MBA da Trevisan Escola de Negócios. “O Magazine Luiza está correndo atrás de um mercado, porque não dá pra ser competitivo se não tiver escala”. Segundo José Góes o mercado analisou a compra de maneira positiva, já que, ao adquirir as Lojas do Baú, o Magazine Luiza se coloca entre as primeiras do Varejo. “A operação foi boa porque a empresa se expandiu e encostou na Máquina de Vendas, a líder do setor”, diz. Máquina de Vendas é a holding por trás das marcas City Lar, Insinuante e Ricardo Eletro, que têm forte presença nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

Confira a seguir o histórico das ações do Magazine Luiza na BM&FBovespa:


Fonte: Wintrade
Mercado brasileiro é promissor para o varejo

A empresa de consultoria empresarial A.T. Kearney, sediada nos EUA, divulgou no início do mês a 10ª edição do estudo Global Retail Development Index (GRDI), que aponta os melhores mercados de Varejo no mundo. O estudo mostra que o Brasil ocupa a primeira posição entre 30 países emergentes, assumindo a liderança que no ano passado foi da China. Para compor o ranking são consideradas 25 variáveis dentro de quatro categorias: risco econômico e político; atratividade do mercado; saturação do mercado; e pressão do tempo – diferença entre o crescimento do produto interno bruto e crescimento do Varejo moderno. Para que o Brasil ultrapassasse o gigante asiático pesou o crescimento anual de 5% do PIB previsto para os próximos cinco anos, uma taxa não apresentada por outros mercados. A população predominantemente urbana e as crescentes vendas do Varejo também são fatores a favor do País. Segundo pesquisa do Serasa, no último mês de maio as vendas do setor avançaram 11% na comparação com 2010.

O estudo da A.T. Kearney é voltado para empresas multinacionais, por apresentar novas praças de investimento. A perspectiva de entrada de grupos internacionais no mercado brasileiro também é apontada por Olavo Henrique Furtado, professor de MBA da Trevisan Escola de Negócios. “O mercado brasileiro não foi feito só por brasileiros, no médio prazo vai ter concorrência internacional”, afirma. “A nossa vantagem é que os varejistas daqui já conhecem bem o mercado doméstico”, explica. Apesar dos reflexos que a diminuição da demanda em importantes mercados globais, como EUA e China, possam ter na economia brasileira, o País deve seguir uma trajetória positiva. “A situação brasileira é favorável economicamente, mesmo que tenha um pouco de inflação e desaceleração, passamos bem pela crise e estamos caminhando bem”, diz Furtado.

José Góes afirma que os papéis do Magazine Luiza se incluem nesse cenário e que estão bem colocados. “A empresa já usou parte do dinheiro do IPO na aquisição das Lojas do Baú e deve ampliar os pontos, aumentar o número de lojas. Com o País indo bem, existe uma perspectiva boa de crescimento, porque aumenta o número de consumidores e a expansão do crédito”. Segundo o analista, os ativos estão bem precificados e devem ser olhados como uma opção de médio prazo.

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Fiat cria filme sobre consumidor que comprou carro com moedas

Marca conta história do Seu Zio, que juntou R$ 34 mil para adquirir um Uno

Por Juliana Castro, do Mundo do Marketing 

A Fiat transforma a história de um consumidor em vídeo para reforçar o relacionamento com os clientes. A marca conta, em seu brand channel e no perfil do Facebook, o caso real do Seu Zio, que juntou R$ 34 mil moedas de R$ 1,00 para surpreender a esposa no dia do aniversário de 50 anos de casamento com um Fiat Uno 0km. O filme “Seu Zio e as 34.000 moedas” já está disponível nos canais e foi criado pela AgênciaClick Isobar.



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