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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

5 pecados empresariais mortais

A recomendação é aprender com os erros, porque o futuro do seu negócio pode depender da capacidade de fazer isso

Por Alfredo Passos do Administradores.Com

Há alguns anos, Peter Drucker escreveu um artigo descrevendo "cinco pecados empresariais mortais*" que levaram muitas empresas a ter sérios problemas estratégicos e financeiros. Sua caracterização desses "pecados" incluía:

Adoração de altas margens de lucros e preços excessivos;
Dar preço errado a um novo produto cobrando o que o mercado suportar;
Determinar preços em função do custo;
Destruir a oportunidade de amanhã baseado na alteração de ontem;
Alimentar problemas e ignorar oportunidades.


De muitas maneiras, estes são os tempos mais difíceis para negócios em uma geração. Todos fomos despertados para a necessidade de olhar para além do conforto de nossas vidas cotidianas, para a necessidade de sintetizar as implicações de eventos externos, incluíndo o aumento da concorrência. Isso, por sua vez, leva à necessidade de focar não só na execução, mas na execução sem falhas. Não existe meio-termo, afirma Mittelstaedt Jr. (2006).
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O caso da Enron é um dos mais clássicos e
virou até filme/ Imagem: divulgação
 
Segundo esse autor, estudos revelam que, apesar de dados específicos poderem ser diferentes entre setores e situações distintos, os padrões de erros anteriores a acidentes são bastante semelhantes.

E ainda reforça: "o aprendizado nem sempre provém das fontes que você espera, com sua própria experiência, seu próprio setor ou empresas muito parecidas. É necessário um pouco mais de esforço, mas você pode aprender mais observando exemplos num setor ou numa situação marcadamente diferentes e reconhecer que há grandes semelhanças nos padrões de ações e de comportamentos".

Certas situações parecem evidenciar que o erro estratégico irá causar mais impacto do que se pensa:
Eles não sabiam que os clientes iam querer uma substituição de um chip defeituoso? (Intel)
Eles não sabem que os clientes costumam ser mais fiéis se você admite um erro e o conserta? (Firestone)
Eles não sabiam que a alavancagem financeira e/ou fraude poderia acabar com a empresa? (Enron, WorldCom, HealthSouth)

Existem padrões comuns nestes casos, segundo Mittelstaedt Jr.:
Um problema inicial, que geralmente seria secundário se fosse isolado, mas que não é corrigido
Um problema subsequente que se une ao efeito do problema inicial
Uma correção ineficiente
Descrença na seriedade crescente da situação
Geralmente, uma tentativa de esconder a verdade sobre o que está acontecendo, enquanto se faz uma tentativa de remediar o problema
Súbito reconhecimento de que a situação está fora de controle ou "in extremis"
Finalmente, o cenário máximo de desastre envolvendo perda de vidas e/ou de recursos financeiros; e, por fim, as recriminações.

Por isso, algumas questões são fundamentais, para obter-se respostas antecipadas:
Há um desastre prestes a acontecer em minha empresa?
Nós veremos os sinais?
Vamos pará-lo a tempo?
Temos habilidades para enxergar os sinais e a cultura para "quebrar a seqüência"?
Somos inteligentes o suficiente para entender que tem sentido econômico preocupar-se em reduzir ou estancar erros?

É recomendado, aprender com os erros dos outros e imaginar o sucesso empresarial sem erros, porque seu futuro pode depender da capacidade de fazer isso.

Referências:

*DRUCKER, Peter. The Five Deadly Business Sins. The Wall Street Journal, October 21, 1993.

MITTELSTAEDT JR., Robert E. Seu próximo erro será fatal. Os equívocos que podem destruir uma organização. Porto Alegre : Bookman, 2006.


Este material está disponível em www.Administradores.com.br/Informe-se.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

10 erros que podem detonar o seu negócio antes mesmo de ele nascer

Pular o mais básico dos pré-requisitos, o plano de negócio, pode comprometer todo o esforço para tornar um negócio viável

Por Redação, www.administradores.com.br

De acordo com a última pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), o Brasil tem a maior taxa empreendedora do G20 e dos Bric. Por outro lado, o país tem ainda um índice muito alto de falência entre os pequenos negócios. Nesse cenário, a estrutura macroeconômica e as dificuldades regionais podem, sim, ter uma boa parcela de culpa nos insucessos. Afinal, nosso ambiente não é dos mais propícios para quem quer fazer negócios: impostos altos, burocracia excessiva, baixa qualificação dos profissionais etc. Mas erros simples cometidos pelos empreendedores também podem ser fatais.

Pular o mais básico dos pré-requisitos, o plano de negócio, pode comprometer todo o esforço para tornar um negócio viável. Além disso, entrar num mercado sem conhecê-lo também é arriscado e frustrante.

Como explica a empreendedora e consultora Ana Lúcia Pedro Fontes, "misturar as finanças da empresa com as pessoais, Fazer sociedade por amizade e não por competência e entrar num negócio com o qual não se identifica simplesmente porque acha que vai dar dinheiro" também podem ser garantias de fracasso.

Para ajudar os novos empresários, Ana Lúcia levantou os 15 principais erros cometidos na hora de abrir um negócio. Confira:

terça-feira, 5 de julho de 2011

Três erros na gestão de conteúdo para marcas

Não conversar com as pessoas, não ter visibilidade e começar pela plataforma são os principais

Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing

É uma realidade sem volta: as marcas viraram mídia e algumas delas estão desenvolvendo conteúdo para se aproximar de seus clientes e potenciais consumidores. Já é um grande passo, mas é preciso ir além. Principalmente no ambiente digital. A cada dia que passa há novos sites, blogs, twitters, fanpages, aplicativos, perfis com vídeos no YouTube e comunidades. E a cada hora nascem novos erros. Muitos. Todos com relevância e que, juntos, são responsáveis por projetos que acabam não cumprindo seu objetivo principal: vender.
O primeiro erro é começar o desenvolvimento de conteúdo pela plataforma. “Vamos fazer um blog? Uma fanpage? Criar vídeos? Temos que entrar no Twitter”. Sim, mas qual é o objetivo estratégico da empresa que será contemplado com esta ferramenta? A que ele vai servir? Como será a mensuração? A quem será dirigido, especificamente? Para toda mídia criada é preciso ter claro o objetivo dela, que deve estar – direta ou indiretamente – atrelado a vendas.
Muitos projetos focam apenas no branding e/ou no relacionamento. Sim, sem dúvidas eles são importantes e devem ser contemplados. Mas é preciso retornar o investimento da marca e fazer as vendas crescerem. Esta é a medida de sucesso dos canais da marca e que fará com que eles sejam sustentáveis e se desenvolvam cada vez mais.

Não adianta ser legalzinho

O segundo grande erro é desenvolver um belo projeto, mas que não tem visibilidade. Perdi a conta de quantos sites, blogs, vídeos, aplicativos e perfis no Twitter de pequenas, médias e grandes empresas estão às moscas, com meia dúzia de gatos pingados acessando. Ok, quantidade não significa qualidade, diria o professor do primário. Sim, em alguns casos pode haver uma pequena comunidade em volta da marca que é super ativa e traz retorno. Mas estou falando realmente de pouquíssimos views, seguidores, conversas etc.
Não citarei nomes para não ser injusto, mas recentemente uma empresa desenvolveu um projeto interessante que se perdeu no objetivo e na visibilidade. Começou com uma ideia diferente, mas quando olhamos quantas pessoas viram, não passava de uma média de 100 views nos vídeos. Muito pouco pelo investimento e pelo tempo gasto. É preciso criar barulho.
E esse barulho se faz com o básico que é, sim, utilizar os meios tradicionais e digitais para chamar para o conteúdo e, principalmente, além de dar voz ao consumidor, conversar com ele.
E este é o terceiro erro mais comum. As marcas que produzem conteúdo, munição para desencadear um diálogo, não conversam com seus consumidores. Viram mídia de 15 anos atrás. Seus conteúdos não são relevantes ao ponto das pessoas compartilharem, se engajarem, participarem, comentarem sobre eles. Fica tudo restrito ao mesmo grupinho de sempre. Sem resultado para a empresa. Antes de começar a desenvolver conteúdo para a marca no ambiente digital, portanto, é preciso planejar. Elementar, mas pouco, muito pouco praticado.

Este material está disponível em www.MundoDoMarketing.com.br