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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

História dos sistemas operacionais: Linux

Conheça a história do software com código livre que vem conquistando fãs, usuários e programadores desde 1991

Por: Marisa Silva do Olhar Digital
Antes de contar mais uma história, vale explicar um detalhe neste capítulo. Como existem diversos sistemas desenvolvidos nessa plataforma, Linux é o nome usado para qualquer sistema operacional que utilize o núcleo Linux.O Linux nasceu como um projeto de um estudante finlandês chamado Linus Torvalds. Aliás, o nome Linux surgiu da mistura de Linus com Unix, um sistema operacional de grande porte dos anos 70. A primeira versão oficial do Linux foi lançada em 1991 e, desde então, o número de desenvolvedores e usuários cresceu rapidamente.


No início, o Linux era usado apenas por programadores ou por aqueles que entendiam muito de computação; tudo funcionava apenas em modo de texto e linhas de comando. Mas, isso começou a mudar a partir de 1994, quando diversas empresas criaram ambientes gráficos para a plataforma. Hoje o Linux é um sistema estável e fácil de ser usado. A distribuição Ubuntu é a versão mais popular; além de ser bastante simples de usar ela não requer qualquer conhecimento técnico do sistema.Ainda hoje, o que mais chama a atenção no Linux é o fato de ser um código livre, ou seja, qualquer pessoa pode personalizá-lo ou adaptá-lo as suas necessidades sem ter que pagar nada por isso. Esse conceito vem de Torvalds que, quando desenvolveu o Linux, não tinha a intenção de ganhar dinheiro, mas sim, criar um sistema que atendesse suas necessidades. Atualmente, milhares de pessoas contribuem gratuitamente com o desenvolvimento do Linux, simplesmente pelo prazer de fazê-lo um sistema operacional melhor.
Claro, a popularidade do Linux não chega perto da distribuição do Mac OS, ou, muito menos do Windows. Mas, o sistema operacional é muito usado por governos, grandes empresas e uma legião de seguidores. E antes de acabar essa história, uma curiosidade. Você sabe porque o símbolo do Linux é um pinguim?
Em 1996, muito se discutia sobre um mascote para o Linux. Algumas sugestões da equipe foram de animais agressivos ou paródias de logotipos de sistemas concorrentes. Mas, Linus afirmou que adorava pinguins. Ele declarou que queria uma imagem do animal "gordinho" e com cara de satisfeito.
Não havia razão especial para a escolha. Linus somente os achava engraçados e declarou que, na Austrália, foi mordido por um. O desenho de Larry Ewing foi o escolhido. Mas, e o nome "Tux"? Essa é fácil: vem da junção de Linus Torvalds com Unix. Torvalds UniX.
Se você quiser conhecer mais sobre o Ubuntu, junto a esta matéria separamos um link em que você encontra todos os detalhes sobre a versão mais popular do Linux. Ah, e se você perdeu, conheça um pouco mais da história dos outros sistemas operacionais que dominam o mercado: Windows e Mac OS.

LINKS RELACIONADOS:

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Juramento do Imperador Dom Pedro II

Transferência do Castelo d’Eu em 1975.

A Sagração e Coroação de D. Pedro II ocorreu em 18 de julho de 1841, na Capela Imperial, no Rio de Janeiro.

*Juramento do Imperador
Auto de Juramento
          Saibam quantos este público instrumento virem, que no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1840, 19º. Da Independência e do Império do Brasil, aos 23 dias do mês de julho, nesta Leal e Heróica Cidade do Rio de Janeiro, no paço do Senado, onde se reuniram as duas câmaras legislativas, estando presentes 33 Senadores e 84 Deputados, sob a presidência do Exmo. Sr. Marquês de Paranaguá, para o fim de se dar execução ao Art. 103 da Constituição, estando presente S.M.I. o Senhor d. Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bebiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, segundo Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil, filho legítimo e primeiro varão existente do falecido senhor d. Pedro Primeiro, Imperador e Defensor Perpétuo, que foi do Brasil, e da falecida Senhora D. Maria Leopoldina Josefa Carolina, Imperatriz, sua mulher, Arquiduquesa da Áustria, lhe foi apresentado pelo Exmo. Presidente o missal, em que o mesmo augusto Senhor pôs a sua mão direita; e, sendo por mim lida a fórmula determinada no Art. 103 da Constituição, pronunciou S.M.I., em alta voz, o seguinte juramento: “Juro manter a religião católica apostólica romana, a integridade e indivisibilidade do Império, observar e fazer observar a Constituição política da nação brasileira, e mais leis do império, e prover o bem geral do Brasil, quanto em mim couber.”
         E para perpétua memória se lavrou este auto em duplicata, que vai assinado pelo mesmo augusto Senhor, pelo Presidente e dois primeiros secretários de uma e outra câmara.
         E eu Luis José de Oliveira, 1º. Secretário do Senado, a escrevi.
D. PEDRO SEGUNDO
MARQUÊS DE PARANAGUÁ, Presidente
LUIS JOSÉ DE OLIVEIRA, 1º. Secretário do Senado.
ANTÔNIO JOAQUIM ÁLVARES DO AMARAL, 1º. Secretário da Câmara dos Deputados
*Juramento prestado pelo Imperador em 23 de julho de 1840
pea julho 2010
“ATO DA COROAÇÃO DE SUA MAJESTADE O IMPERADOR”.
François René Moreaux. Óleo sobre tela. 1842. 2,380 x 3,100m

Legenda da imagem:
Em primeiro plano, da esquerda para a direita:
Bispo de Cuiabá – D. José Antônio dos Reis
Bispo do Rio de Janeiro – D. Manuel do Monte Rodrigues Araújo, Visconde de Irajá
Arcebispo Metropolitano da Bahia – D. Romualdo Antônio de Seixas - primaz do Brasil; Imperador D. Pedro II
Marquês de Paranaguá – Francisco Vilela Barbosa, condestável
Mestre de Cerimônias - Antônio Barbosa da Silva, guarda-tapeçarias
Visconde de Sepetiba - Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho
Bispo de Crisópolis – Frei Pedro de Santa Mariana
Homem atrás do imperador: Paulo Barbosa da Silva, Mestre de cerimônias
Homem à esquerda de Aureliano Coutinho: Miguel Calmon du Pin e Almeida, Marquês de Abrantes, Ministro da Fazenda.
Na sacada:
Homem da esquerda: Barão de Caxias (futuro Duque de Caxias) – Veador das Princesas
Mulheres ao centro, da mais baixa para a mais alta: D. Mariana Carlota Verna Magalhães Coutinho; Princesa D. Januária; Princesa D. Francisca
Última mulher à direita: D. Guilhermina Adelaide Carneiro Leão, Marquesa de Maceió.

Este material está disponível em www.MuseuImperial.Gov.BR