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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Nasa capta movimento nas dunas de Marte

Apenas ventos de 130 km/h podem movimentar essas pequenas partículas

Por: EFE

As dunas de Marte são muito mais dinâmicas do que se imaginava e chegam a se deslocar vários metros, segundo constataram um grupo de cientistas da Nasa (agência espacial americana) graças às imagens da sonda de reconhecimento MRO que orbita o Planeta Vermelho e que foram divulgadas na quinta-feira (17/11/11).
http://i2.r7.com/marte-dunas-tl.jpg
Nasa
Segundo Bridges, que publicou suas descobertas na revista "Geology", ou Marte tem mais rajadas do que se pensava "ou os ventos são capazes de transportar mais areia".

A superposição das imagens detectadas pela sonda mostra claramente o movimento das dunas, algo que contrasta com as teorias científicas de apenas uma década atrás que apontavam que estas não se movimentavam ou faziam em um ritmo tão lento que não se podia detectar.

A sonda Mars Reconnaisance Orbiter (MRO), lançada em 2005, e as imagens captadas pela câmera de alta resolução HiRISE, permitiram documentar o movimento anual de uma dúzia de dunas e outras formações em todo o planeta.

A atmosfera de Marte é muito tênue e por isso são necessários ventos muito fortes mesmo que para movimentar um grão de areia.

De acordo com os cálculos, apenas ventos de 130 km/h podem movimentar essas pequenas partículas que na Terra se deslocariam com ventos de 16 km/h.

Os cientistas declararam que não registraram movimento em todas as dunas observadas, mas destacaram que esta descoberta ressalta a importância da vigilância a longo prazo em alta resolução.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Cientistas chineses querem estudar Marte de maneira independente


Projeto tem apoio do Ministério de Ciência e Tecnologia chinês

Por: EFE

A comunidade científica chinesa se mostrou disposta a estudar Marte de maneira independente após a decepção causada pelo fracasso do lançamento da sonda interplanetária russa Phobos-Grunt, na qual a China colaborava com o minisatélite Yinghuo-1.
Credit: NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA),
J. Bell (Cornell University), and M. Wolff (Space Science Institute, Boulder)
Esta ideia, segundo informou neste sábado (12/11/11) o jornal oficial "China Daily", retoma o projeto criado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia chinês em 2007 para conseguir a tecnologia necessária para uma missão no Planeta Vermelho.

De acordo com Jiao Weixin, cientista da Universidade de Pequim, o fracasso da missão russa "foi uma autêntica decepção", mas este fato "pode acelerar os esforços do país para desenvolver sua capacidade de pesquisa independente".

Para conseguir seu objetivo, a China deverá desenvolver um sistema efetivo de controle remoto assim como fabricar foguetes mais potentes que possam cobrir a distância entre a Terra e Marte, entre 55 milhões e 350 milhões de quilômetros, de acordo com suas órbitas.

O fracasso da sonda russa levou a comunidade científica chinesa a pedir ao Executivo que agilize os processos de aceitação dos projetos apresentados já que, segundo o plano atual, a tecnologia necessária demorará ainda cinco anos para ser desenvolvida.

O interesse dos cientistas de todo o mundo por Marte não é novo e já em 1971 a União Soviética posou um aparelho, o Mars-3, no solo deste planeta. Na atual corrida pela "conquista" de Marte, além de Rússia e Estados Unidos, a China aparece com força após desenvolver sua indústria e tecnologia espacial de maneira notável nos últimos anos.

#"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."

Este material está disponível em www.Noticias.R7.com/Tecnologia-e-Ciencia.