terça-feira, 20 de setembro de 2011

Por que o Linux como você conhece hoje vai desaparecer


Desenvolvido para mudar o mundo. Open source, simples, funcional e perfeito para qualquer usuário. Mas o Linux está morrendo (ou apenas mudando). Como e por quê?

Por Alexandre Guiss

Quando o Linux foi criado, em meados de 1991, a ideia era apenas um projeto paralelo feito em casa, para fins recreativos. Nada de um sistema operacional completo como o que hoje temos. Na realidade, o primeiro anúncio do Linux, em 25 de agosto de 1991, foi feito na Usenet, em um post com a seguinte frase: “Olá pessoal que usa o minix. Eu estou fazendo um sistema operacional (gratuito) (é só um passatempo, não vai ser nada grande e profissional como o gnu) para 386 (486) AT clones”. Assinado por Linus Torvalds.
K Computer: o supercomputador mais rápido do mundo roda Linux (Fonte da imagem: Riken.jp)
Todos sabemos que o Sr. Torvalds estava errado, e o Linux entrou para a história como o sistema operacional livre mais amado que existe. Mas sua forma, sua ideia central – um sistema operacional para computadores pessoais – está morrendo. Grandes distribuidoras, como Fedora, Debian, Mandriva e Slackware, têm, ano após ano, diminuído suas participações relativas de mercado. A única distribuição de grande porte que parece ter invertido suas chances é o Ubuntu.
Participação de buscas no Google das distribuições citadas (Fonte da imagem: Google Trends)

O que está acontecendo? O Linux está morrendo? O Linux vai virar o Ubuntu (ou o contrário)? Não é bem assim, minha gente. O Linux está morrendo sim, mas apenas como nós o conhecemos. Sistemas operacionais para dispositivos móveis como o Android e o WebOS são baseados na plataforma Linux.
Muitos projetos científicos, como o Grande Colisor de Hádrons, por exemplo, têm suas bases de programação e softwares de interpretação de dados e interface construídos sobre o kernel do Linux.
Com relação ao Linux virar o Ubuntu, existe um gráfico que fala por si só.
Em algumas ocasiões, Ubuntu já foi mais procurado que Linux no Google (Fonte da imagem: Google Trends)

O Linux está mudando, e seu sistema de distribuição vai mudar também. Segundo o NetMarketShare.net, a porcentagem de usuários acessando a internet atualmente em desktops e laptops com Linux é apenas 1,07% do total.
Se alterarmos para acessos à internet em dispositivos móveis, a porcentagem de usuários com Linux passa para mais de 16% (lembrando que Android, MeeGO, WebOS e Bada são baseadas no kernel do Linux e, portanto, entram nessa conta).

Mercado de Sistemas Operacionais conectados na internet (Fonte da imagem: NetMarketShare)

Mas smartphones e tablets não são as únicas aplicações do sistema operacional do pinguim. Ou ao menos de partes do sistema. Em um artigo de janeiro de 2010, chamado Observações sobre o futuro do Linux (em inglês), o usuário do sistema operacional Mark Jansen lista algumas possíveis aplicações para o sistema no futuro: navegadores GPS, roteadores, gravadores de TV Digital, servidores e supercomputadores.
E de 2010 para os dias de hoje a lista aumentou. Há até mesmo geladeiras rodando Linux no mercado, como a do vídeo abaixo (e sim, ela é brasileira, desenvolvida pela Electrolux e a ProFUSION).



Já citamos inclusive 10 coisas que não existiriam sem o Linux, de submarinos nucleares a carros inteligentes. A diferença é que a utilização do Linux está passando a ser, cada vez mais, integrada a produtos já existentes, de forma mais desenvolvida. Até mesmo o aumento de vendas de computadores pessoais com Linux pré-instalado pode ser contestado.
Uma pesquisa de 2004 da Gartner revelou que quatro entre cada cinco computadores comprados com Linux acabam com uma versão não genuína do Windows instalada no sistema.
É de se esperar, no entanto, que o aumento de vendas de dispositivos móveis mude drasticamente essa balança para o futuro. Em outra pesquisa (mais recente) da Gartner, no segundo trimestre de 2011 quase 45% de todos os dispositivos móveis vendidos no mundo utilizavam alguma variante do Linux (novamente, Android, WebOS e Bada, entre outros).
Para efeitos de comparação, a venda de dispositivos com iOS no período ficou em 18,2% do total. Pelas estimativas, aproximadamente 50% dos dispositivos em circulação no mundo estarão rodando a plataforma Android até o fim de 2012.
Parcela de mercado 2010 2011 2012 2015
Symbian 37,6% 19,2% 5,2% 0,1%
Android 22,7% 38,5% 49,2% 48,8%
RIM (Blackberry) 16,0% 13,4% 12,6% 11,1%
iOS (Apple) 15,7% 19,4% 18,9% 17,2%
Microsoft 4,2% 5,6% 10,8% 19,5%
Outros 3,9% 3,9% 3,4% 3,3%
Previsão de mercado para os principais sistemas operacionais móveis (fonte: Gartner – com adaptações)
É claro que as distribuições de Linux não vão simplesmente desaparecer de centenas de milhares de computadores ao redor do mundo. Iniciativas como a Computador para todos, do Governo Federal, utilizam o Linux como forma de barateamento dos dispositivos para aumentar o alcance da inclusão digital. Além disso, muitos computadores de órgãos públicos (e muitas iniciativas privadas) também usam distribuições do software.
No entanto, a forma com que o Linux está sendo usado está mudando. O que está morrendo é a forma de distribuição do sistema. Em breve, teremos centenas de milhares de dispositivos rodando esse maravilhoso software livre sem que seus usuários saibam que o estão fazendo. Sejam eles celulares, tablets, aviões, geladeiras, navegadores GPS ou o que mais a mente dos desenvolvedores conseguir imaginar

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Brasília terá cobertura de Wi-Fi em toda a cidade para a Copa de 2014

Governador do Distrito Federal já fez a inauguração de três pontos da rede.

Por Ana Paula Pereira

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz afirmou que Brasília terá cobertura de Wi-Fi em toda a cidade para a Copa do Mundo. O investimento para isso será de aproximadamente R$ 80 milhões e o alcance estará presente tanto nas áreas urbanas quanto nas rurais. O projeto, chamado de Conecta DF, já inaugurou três pontos: o Estádio Nacional de Brasília, a Rodoviária do Plano Piloto e o Parque da Cidade.
Cobertura total de Wi-fi em Brasília até a Copa
O evento de inauguração aconteceu no Estádio Nacional de Brasília, no dia 16 de setembro, que é a data que marcou os mil dias até o início da Copa de 2014. Para marcar a ocasião, o governador incentivou os participantes a enviar uma mensagem no Twitter de forma a testar o funcionamento da rede.
Para oferecer essa cobertura, o governo fez uma parceria com a Telebrás, e tanto o posicionamento das antenas quanto a velocidade da rede ainda estão em testes. Até o momento, ainda não foi informada qual serão os termos de uso para o serviço, e nem qual será o total de banda que poderá ser atingida.
Segundo Agnelo Queiroz, essa é uma maneira de facilitar o acesso aos serviços públicos, utilizando a internet para fins de cidadania (como efetuar matrículas nas escolas da rede pública online). De acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia, Gastão Ramos, o novo serviço vai garantir igualdade de pesquisas escolares para crianças de todas as classes sociais.
Além da já citada parceria com a Telebrás, houve também reuniões com a União Internacional de Telecomunicações (UIT) para a implantação do projeto.

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Google e Visa fazem parceria para pagamentos móveis

Sistema permite pagamentos via celular.

Por Alexandre Campos


Reuters. Por Edwin Chan - O Google angariou a Visa em seu esforço para impulsionar o pagamento via celular com um acordo que permite aos clientes Visa pagar compras em lojas com seus celulares.
(Fonte da imagem: Divulgação/Google)

A Visa passa a participar de um projeto batizado de "Google Wallet" (Carteira do Google), do qual já fazem parte Citigroup, MasterCard, Sprint Nextel e First Data. Em maio, o grupo anunciou o início da etapa de testes de um sistema que permite que consumidores armazenem dinheiro em telefones e paguem a conta.

A concorrente Isis, joint-venture entre Verizon Wireless, AT&T e T-Mobile USA, já assinou parcerias com todas as grandes operadoras de cartões, incluindo MasterCard e Visa.

Mas enquanto a Sprint anunciou o lançamento do Google Wallet nesta segunda-feira, a Isis disse que seu serviço rival não será inaugurado até o início do ano que vem.

O sistema do Google concorre com planos de outros grandes bancos norte-americanos e companhias de telefones móveis e emprega a tecnologia NFC (near-field communication), usada amplamente na Ásia.

O Google e a Visa afirmaram que a líder de buscas na Internet recebeu uma licença mundial para o serviço "paywave", da Visa - semelhante ao "PayPass", da MasterCard - que permite sua instalação em telefones com Android. Clientes podem ligar suas contas bancárias de débito ou crédito a aparelhos com o aplicativo Google Wallet instalado


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