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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Google abandona planos de produzir energia renovável barata

Companhia afirmou que acredita que tenham outras instituições para assumir o projeto

Por: Reuters

O Google abandonou um projeto ambicioso para produzir energia renovável a preços inferiores aos do carvão, como mais recente passo nos esforços do presidente-executivo, Larry Page, para concentrar os esforços do gigante da Internet em um número menor de projetos.
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Reuters

Os planos, anunciados no blog da empresa, representam a terceira etapa na "faxina geral" que a companhia vem promovendo desde que Page assumiu como presidente-executivo, em abril.

As mudanças surgem em um momento no qual o Google enfrenta forte concorrência na computação móvel e redes sociais, de parte da Apple e Facebook, e depois que investidores se queixaram da alta dos gastos na maior companhia mundial de buscas na Internet.

Urs Holzle, vice-presidente sênior de operações do Google, escreveu no blog da empresa que "para recapitular, estamos em meio a um processo de cancelamento de certos produtos que não tiveram o impacto esperado, integração de outros a esforços mais amplos e encerramento de alguns projetos que nos ajudaram a divisar um caminho diferente".

O Google afirmou que acreditava haver outras instituições em melhor condição de conduzir os esforços de desenvolvimento da energia renovável a "um novo patamar".

O Google começou a realizar investimentos e a fazer pesquisas sobre tecnologia que reduziria preço da energia renovável em 2007, com especial atenção à tecnologia de energia solar.

Em 2009, Bill Weihl, o "czar da energia ecológica" na empresa, disse que esperava demonstrar em poucos anos uma tecnologia funcional capaz de produzir energia renovável a preço inferior ao do carvão.

- "As chances são de 50/50, eu diria", afirmou Weihl em 2009. "Dentro de três anos, teremos instalações gerando múltiplos megawatts em operação".

Um porta-voz do Google informou que Weihl deixou a empresa no começo deste mês.

Copyright Thomson Reuters 2011

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Android detém mais da metade do mercado de smartphones

60,5 milhões de telefones foram vendidos no terceiro trimestre de 2011

Por: AFP

Mais da metade dos smartphones vendidos no mundo no terceiro trimestre do ano são equipados com o sistema operacional Android do Google, disse nesta terça-feira (15/11/11) a empresa Gartner, dedicada a pesquisas sobre tecnologia.

No terceiro trimestre de 2011, foram vendidos cerca de 60,5 milhões de telefones que funcionam com Android, o que supõe que esse sistema operacional possui 52,5% do mercado, contra 25,3% no mesmo período de 2010, afirmou a Gartner.

A Nokia vendeu 19,5 milhões de smartphones equipados com o sistema operacional Symbian no terceiro trimestre do ano, mas sua fatia parcela de mercado caiu de 36,3% há um ano para 16,9% atualmente.

A Apple vendeu 17,3 milhões de iPhones com o sistema operacional iOS. A empresa tem uma fatia de mercado de 15% contra 16,6% um ano atrás.

A BlackBerry foi a marca que teve a maior queda. Apesar de suas vendas terem subido no período para 12,7 milhões de unidades de seu smartphone, sua fatia de mercado caiu de 15,4% há um ano para 11%.

- O Android se beneficiou de uma maior oferta de produtos de massa, de uma competição mais fraca e da menor espectativa por novos produtos com sistemas operacionais alternativos.

#Copyright AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados

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Google lança serviço de música para brigar forte com a Apple

Concorrente do iTunes, Google Music disponibiliza banco de 20 mil canções gratuitas

Do R7

O Google lançou nesta quarta-feira (16/11/11) um serviço que permite que os usuários baixem músicas e ouçam canções no computador ou em outros aparelhos, como celulares e tablets. O Google Music vai funcionar integrado ao sistema operacional Android e terá um banco de 20 mil canções gratuitas. Mas, por enquanto, o serviço só estará disponível nos EUA. O produto chega para competir com o iTunes, serviço da concorrente Apple que tem uma função parecida, e é apontado como responsável por uma revolução na venda de músicas digitais.

Com o Google Music, o internauta poderá ouvir músicas de qualquer banda na internet ou em aparelho eletrônico com apenas um download. Já que, o serviço permite acessar sua lista de músicas de qualquer mídia sem precisar transferir o arquivo.

Dentro do banco de 20 mil canções disponibilizadas gratuitamente estão bandas como Coldplay, Rolling Stones e Shakira. Além disso, o cliente poderá comprar outras músicas que vão custar entre U$ 0,99 (R$ 1,74)* e U$ 1,29 (R$ 2,27)*. No entanto, esta não é a única forma de acessar o conteúdo.

O Google Music também permite compartilhar músicas com amigos, inclusive por meio do Google +, rede social da mesma empresa. Assim, se um amigo do usuário comprar uma música e recomendar aos colegas, estes poderão ouvi-la de graça uma única vez.

Para o lançamento do produto, o Google anúncio parceria com três gravadoras norte-americanas. De acordo com o anunciado hoje, o Google Music vai vender músicas da Universal Music, da Sony Music Entertainment e da EMI. Além disso, a empresa diz ter feito contrato com várias gravadoras independentes.

* Cotação do dia 16/11/2011.

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Manuscritos do Mar Morto disponibilizados na Internet

Um projeto que envolve o Museu de Israel (Jerusalém) e a Google permitiu colocar na Internet os Manuscritos do Mar Morto.

Por: RTP

O Livro de Isaías (125 aC) pode ser pesquisado por coluna, capítulo e verso

Museu de Israel/Google

Conhecida como a mais antiga versão das escrituras hebraicas - estes escritos são da autoria de uma seita de judeus essénios que se isolou no deserto -, a coleção de textos contém originais com milhares de anos, que estavam preservados em vasos nas cavernas de Qumra, até à primeira descoberta por um grupo de pastores em 1947. Posteriores explorações permitiriam reunir até 1954 à volta de 900 textos, parte deles agora na rede.

"Ali estão partes dos livros do Antigo Testamento, à exceção do Livro de Ester e do Livro de Neemias, textos apócrifos e livros de regras da própria seita."

A digitalização dos escritos está a ser desenvolvida através de uma parceria entre o Museu de Israel – que encerra grande parte dos Manuscritos do Mar Morto – e a Google, uma empresa que envolve custos na ordem dos 2,5 milhões de euros. 

Novecentos manuscritos foram encontrados entre 1947 e 1956 nas grutas de Qumra, nas margens do Mar Morto. Os textos foram escritos em rolos de papiro e pergaminho. Dos oito textos estão já disponíveis cinco manuscritos: Livro de Isaías, Livro das Regras da Comunidade, Comentário sobre (o profeta) Habakkuk, Livro do Templo e Livro da Guerra.

Redigidos em hebreu antigo e aramaico, estes manuscritos foram fotografados página a página com uma câmara especial de alta resolução e posteriormente processados e editados até a imagem repor a sua forma original.

O museu explica que "os internautas podem descobrir com precisão pormenores até agora difíceis de conseguir. Pormenores invisíveis a olho nu podem ser ampliados até 1200 megapixels, ou seja, com uma resolução 200 vezes superior à de uma máquina fotográfica comum".
De momento apenas está disponível a tradução para o inglês do manuscrito atribuído a Isaías, mas está prevista a tradução para outras línguas. O rolo que contém o Livro de Isaías (125 aC), aquele a que é atribuída maior importância, pode ainda ser pesquisado por coluna, capítulo e verso.

"O Museu de Israel conseguiu adquirir oito dos manuscritos encontrados em Qumra, mas existem outros originais na posse da Autoridade de Antiguidades de Israel e nas mãos de colecionadores privados."

“Temos o privilégio de guardar aqui no Santuário do Livro do Museu de Israel o mais completo e mais bem preservado conjunto de Manuscritos do Mar Morto jamais descoberto. (…) Agora, através desta parceria com a Google, podemos levar estes tesouros à maior audiência pensável”, assinalaram os responsáveis máximos do museu, no que foram secundados pelo chefe do departamento de Investigação e Desenvolvimento da Google Israel: "A Internet rompeu barreiras que havia entre as fontes de informação e as pessoas", apontou Yossi Matias.

Os Manuscritos do Mar Morto

O Museu de Israel foi fundado em 1965 e desde então que guarda os Manuscritos do Mar Morto. Os rolos essénios são mostrados ao público no Santuário do Livro, da autoria de Armand Bartos e Frederic Kiesler: o projeto evoca as tampas dos vasos em que os textos foram encontrados nas grutas do deserto de Qumra.

Tidos como um dos maiores achados da história da arqueologia, os Manuscritos do Mar Morto permitiram um olhar renovado sobre a sociedade judaica em Israel na época judaica no Período do Segundo Templo, quando surge Cristo, o cristianismo e o judaísmo rabínico (tradicional).

"Os Manuscritos do Mar Morto estão disponíveis em http://dss.collections.imj.org.il/"

Trata-se de uma valiosa coleção de centenas de fragmentos escritos em hebreu antigo e aramaico. É visto como o conjunto de textos bíblicos mais antigo que se conhece.


Remontando ao século terceiro antes da nossa era (os últimos escritos estão datados à volta do ano 70 dC), os rolos terão sido escritos por uma seita de judeus que se retirou para o deserto de Qumra, nas margens do Mar Morto, e que é apontada nos próprios manuscritos como “
A Comunidade”.

Desde a enunciação de princípios espirituais até ao estabelecimento de regras de limpeza, de convivência ou alimentares, os manuscritos estabelecem os princípios de vida deste grupo de judeus que se afasta da religiosidade sacerdotal e escolhe o deserto para esperar a vinda de um messias.

Este material está disponível em www.RTP.pt/Noticias