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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pesquisadores afirmam que energia solar já é opção super viável economicamente para as massas

Pesquisadores defendem que custo por watt da energia solar é de menos de US$ 1, diferente do que afirmam analistas que a consideram cara

Por Olhar Digital

Um estudo recente feito na Queen University, no Canadá, mostra que a energia solar é mais viável atualmente como nunca foi, contrariando analistas que afirmam que o uso dela para massas não é uma opção realista para as necessidades atuais, segundo o TGDaily.
Energia solar
Reprodução
"Muitos analistas projetam um custo maior para a energia solar porque não consideram os recentes avanços tecnológicos e reduções de preço", afirma Joshua Pearce, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo.

De acordo com Pearce, já existem maneiras de gerar energia solar com o mesmo custo das fontes tradicionais usadas pelo mundo. Ele afirma que os analistas não consideram uma redução de 70% no preço dos painéis solares nos últimos dois anos. Ele também diz que a produtividade dos novos painéis cai entre 0.1% e 0.2% a cada ano, e não 1% como afirmam alguns analistas.

O custo dos equipamentos de energia solar são definidos pela eletricidade produzida, usando a escala dólar por watt. Em 2010, um estudo estimou o custo em US$ 7,61 por watt, mas, de acordo com pearce, em 2011 esse valor já é inferior a US$ 1 por watt. Outra questão a ser considerada é o sistema e instalação, além da manutenção, que tornam a energia solar um pouco mais cara.

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Estação de trem em Londres deve se tornar maior 'ponte solar' do mundo

A ponte de Blackfriars, está prestes a se tornar a maior 'ponte solar' do mundo

Por: 

Uma estação de trem construída sobre o rio Tâmisa, em Londres, está prestes a se tornar a maior 'ponte solar' do mundo, com a instalação de 4,4 mil painéis solares em seu telhado.

A ponte de Blackfriars, construída em 1886, tem 281 metros de comprimento e serve de fundação para a estação de trem de mesmo nome, que está sendo reformada.

Seu novo telhado, que será adicionado à estrutura original da ponte, terá mais de 6 mil m² de painéis solares, criando o maior sistema de captação de energia do sol em Londres.

A previsão é que os painéis solares, que começaram a ser instalados em outubro, gerem em torno de 900 mil kWh por ano, fornecendo 50% da energia consumida pela estação e reduzindo as emissões de gás carbônico em cerca de 511 toneladas anuais.

Além dos painéis solares, outras medidas de economia de energia adotadas na nova estação incluem sistemas para coleta de água da chuva e o uso de 'canos solares' para aproveitar a luz natural.

"A ponte férrea vitoriana em Blackfriars é parte da história de nosso sistema ferroviário. Construída na 'idade do vapor', nós estamos a atualizando com uma tecnologia solar do século 21 para criar uma estação icônica para a cidade", diz o diretor do projeto, Lindsay Vamplew.

A obra de instalação dos painéis solares em Blackfriars deve terminar em 2012. Além dela, a única 'ponte solar' conhecida no mundo é a ponte de Kurilpa, em Brisbane, na Austrália, construída em 2009.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Energia eólica coloca o Brasil pela primeira vez entre os 10 países mais atrativos para investimentos em fontes renováveis

O relatório afirma que o terceiro trimestre de 2011 foi um bom momento para desenvolvedores da energia eólica no Brasil, com a realização de quatro leilões que forneceram oportunidades para remodelar o mercado de energético do país


O Brasil entrou, pela primeira vez, par ao ranking dos dez países mais atrativos para receber investimentos em energias renováveis. A constatação é do Renewable energy country attractiveness indices, lista trimestral elaborada pela Ernst & Young. Segundo a consultoria, o país ocupa agora a 10ª posição – uma acima da registrada no trimestre anterior e oito acima na comparação com o terceiro trimestre de 2010.

A melhora da posição brasileira deve-se, sobretudo, à energia eólica. O relatório – que fornece scores em 40 países para mercados nacionais de energias renováveis, infraestrutura e sua adequação para tecnologias individuais – afirma que o terceiro trimestre de 2011 foi um bom momento para desenvolvedores desse modelo no Brasil, com a realização de quatro leilões que forneceram oportunidades para remodelar o mercado de energético do país. A energia eólica chamou a atenção porque, pela primeira vez, seu preço caiu abaixo do da eletricidade gerada pelo gás natural.

"O ranking mostra o amadurecimento do segmento eólico dentro da matriz energética brasileira", avalia Luiz Claudio Campos, sócio de Transações da Ernst & Young Terco. "Há exatamente um ano, o Brasil estava na 18ª posição no ranking. Em um futuro próximo, o País pode ocupar uma posição de ainda mais destaque, provavelmente devido ao setor eólico."

Os recentes leilões provaram que, por aqui, gás natural e energia eólica podem competir diretamente no mercado. Analistas de mercado sugerem diversas razões para o bom resultado do País, incluindo a recente chegada de fornecedores chineses de equipamentos, o que pode levar fornecedores locais a reduzirem seus preços para continuar competitivos. O baixo custo alcançado nos leilões também pode ser o resultado de um número crescente de fabricantes de turbinas no Brasil.
A melhora da posição brasileira deve-se, sobretudo, à energia eólica (Imagem: Thinkstock)
"Além disso, a desaceleração econômica causou a paralisação de diversos projetos na Europa, o que pode ter movido investidores para outros mercados com potencial de crescimento, como o Brasil", afirma o sócio da Ernst & Young Terco.

Outros mercados

Enquanto os países desenvolvidos continuam focados em cortar custos e com problemas de dívida, países emergentes – e sua insaciável busca por energia – aparecem como a força por trás dos investimentos em energias renováveis.

A balança de poder está claramente mudando, com o Leste Europeu, o Oriente Médio, o Norte da África, o Sudeste da Ásia e a América Latina agora representando o futuro para a energia renovável, enquanto a indústria se adapta a um mundo em transformação. Países como Argentina, Hungria, Israel, Tunísia e Ucrânia aparecendo pela primeira vez nos índices, com todos compartilhando uma necessidade por mais energia renovável.

"A maturidade dos mercados de energia renovável na Europa Ocidental e nos EUA sofreram um golpe com a redução dos incentivos do governo, acesso restrito a capital e competição crescente de outros países", diz Luiz Claudio Campos. "Ao mesmo tempo estamos vendo um forte apoio para energias renováveis em países emergentes. Esses mercados, com uma crescente demanda por energia, estão aproveitando a oportunidade para garantir um futuro com baixa emissão de carbono e eficiência de recursos. Nos últimos dois anos, 15 países emergentes foram adicionados ao ranking da Ernst & Young", completa.

A China continua no topo do ranking geral. No entanto, o potencial de crescimento anterior diminuiu, e um processo rígido de aprovação de novos projetos de energia eólica está gerando um excesso de oferta de turbinas e fabricantes estão procurando agora por novos mercados para exportar.

Os EUA também caíram um ponto devido à expiração do programa nacional de garantia de crédito e à continuada incerteza a respeito do futuro do programa de subvenções do Tesouro e créditos fiscais de produção. Também houve uma queda na confiança do investidor no setor solar após a falência de três grandes fabricantes. Os EUA estão agora quatro pontos atrás da China e apenas um ponto à frente da Alemanha. No Reino Unido, a confiança do investidor sofreu um golpe com a forte queda nas taxas da chamada feed-in-tariff (FIT).
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Google abandona planos de produzir energia renovável barata

Companhia afirmou que acredita que tenham outras instituições para assumir o projeto

Por: Reuters

O Google abandonou um projeto ambicioso para produzir energia renovável a preços inferiores aos do carvão, como mais recente passo nos esforços do presidente-executivo, Larry Page, para concentrar os esforços do gigante da Internet em um número menor de projetos.
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Reuters

Os planos, anunciados no blog da empresa, representam a terceira etapa na "faxina geral" que a companhia vem promovendo desde que Page assumiu como presidente-executivo, em abril.

As mudanças surgem em um momento no qual o Google enfrenta forte concorrência na computação móvel e redes sociais, de parte da Apple e Facebook, e depois que investidores se queixaram da alta dos gastos na maior companhia mundial de buscas na Internet.

Urs Holzle, vice-presidente sênior de operações do Google, escreveu no blog da empresa que "para recapitular, estamos em meio a um processo de cancelamento de certos produtos que não tiveram o impacto esperado, integração de outros a esforços mais amplos e encerramento de alguns projetos que nos ajudaram a divisar um caminho diferente".

O Google afirmou que acreditava haver outras instituições em melhor condição de conduzir os esforços de desenvolvimento da energia renovável a "um novo patamar".

O Google começou a realizar investimentos e a fazer pesquisas sobre tecnologia que reduziria preço da energia renovável em 2007, com especial atenção à tecnologia de energia solar.

Em 2009, Bill Weihl, o "czar da energia ecológica" na empresa, disse que esperava demonstrar em poucos anos uma tecnologia funcional capaz de produzir energia renovável a preço inferior ao do carvão.

- "As chances são de 50/50, eu diria", afirmou Weihl em 2009. "Dentro de três anos, teremos instalações gerando múltiplos megawatts em operação".

Um porta-voz do Google informou que Weihl deixou a empresa no começo deste mês.

Copyright Thomson Reuters 2011

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Água doce, água salgada e uma bactéria podem ser uma fonte de energia renovável

Pesquisadores desenvolvem sistema eficiente que envolve o líquido e uma bactéria para criar uma fonte ilimitada de energia renovável
Por Olhar Digital

A maior parte das fontes de energia renovável hoje em dia envolvem luz, calor ou movimento. Mas existe uma alternativa, que utiliza uma bactéria e a diferença entre água doce e salgada para criar eletricidade.
Divulgação
O processo é fundamentalmente eletroquímico. A água salgada e a doce são colocadas em lados opostos de uma membrana que permite que íons sejam trocados, mas não moléculas de água. Os íons se movem em direção à água doce para balancear forças osmóticas, que criarão uma diferença de carga que pode ser colhida para diversos fins. A voltagem produzida em uma dessas células é pequena, mas a força conjunta é ilimitada e disponível 24 horas por dia.

No experimento, cinco células de troca entre água doce e salgada foram colocadas em série, com uma delas sendo usada para hospedar a bactéria. Essa pequena sequência de células não é suficiente para gerar uma corrente capaz de movimentar algum objeto, mas, ao ser ligada diretamente ao sistema de bactérias, consegue liberar hidrogênio e, assim, gerar uma corrente mais forte de energia.

A eficiência do sistema é impressionante. 36% da energia gerada é disponibilizada para uso externo. O restante é utilizado pela própria bactéria para sobreviver e crescer.

O problema é que, para funcionar, o sistema exige elementos bem caros. Este é o desafio atual: buscar soluções mais baratas para que a pesquisa se sustente.

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