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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Estação de trem em Londres deve se tornar maior 'ponte solar' do mundo

A ponte de Blackfriars, está prestes a se tornar a maior 'ponte solar' do mundo

Por: 

Uma estação de trem construída sobre o rio Tâmisa, em Londres, está prestes a se tornar a maior 'ponte solar' do mundo, com a instalação de 4,4 mil painéis solares em seu telhado.

A ponte de Blackfriars, construída em 1886, tem 281 metros de comprimento e serve de fundação para a estação de trem de mesmo nome, que está sendo reformada.

Seu novo telhado, que será adicionado à estrutura original da ponte, terá mais de 6 mil m² de painéis solares, criando o maior sistema de captação de energia do sol em Londres.

A previsão é que os painéis solares, que começaram a ser instalados em outubro, gerem em torno de 900 mil kWh por ano, fornecendo 50% da energia consumida pela estação e reduzindo as emissões de gás carbônico em cerca de 511 toneladas anuais.

Além dos painéis solares, outras medidas de economia de energia adotadas na nova estação incluem sistemas para coleta de água da chuva e o uso de 'canos solares' para aproveitar a luz natural.

"A ponte férrea vitoriana em Blackfriars é parte da história de nosso sistema ferroviário. Construída na 'idade do vapor', nós estamos a atualizando com uma tecnologia solar do século 21 para criar uma estação icônica para a cidade", diz o diretor do projeto, Lindsay Vamplew.

A obra de instalação dos painéis solares em Blackfriars deve terminar em 2012. Além dela, a única 'ponte solar' conhecida no mundo é a ponte de Kurilpa, em Brisbane, na Austrália, construída em 2009.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Camisetas GIMP + Moda sustentável

Camisas feitas a partir de garrafas PET poderam ser a nova tendência nas ruas do mundo:

Por Tales A. Mendonça

A Mr. Fly Moda Sustentável em parceria com O Gimp produziu camisetas com a malha feita a partir de garrafas pet, para cada camisa produzida são menos 2 garrafas no meio ambiente, além de diminuir a emissão de Co² e a utilização de água na produção. Apesar de utilizar material reciclado, a malha possui um toque agradável e maior durabilidade. Assim você ajuda o meio ambiente e ainda ajuda o projeto.

Confira:
Masculino:                                            Feminino:
Evolution?
Divulgação














#Alterado do original

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Coleta de neblina garante água limpa para cidade sul-africana


África do Sul tem um índice pluviométrico anual de 490 milímetros

Por: AFP
água
AFP
Homem demonstra sistema de coleta de água de neblina
Quando a neblina se concentra sobre as montanhas no entorno de uma remota cidade da Áfrida do Sul, as crianças olham para o alto com excitação, sabendo que terão água limpa na escola.

Assim como ocorre em muitas áreas rurais do país, a água corrente na cidade de Tshiavha, província de Limpopo, é escassa, mas redes de coleta de neblina, montadas nas escolas, trazem algum alívio.

Paisagens montanhosas e o clima úmido fazem da cidade de Tshiavha uma das poucas regiões na seca África do Sul onde a neblina pode ser coletada com um sistema usado nos Andes e no Himalaia e que ainda é uma novidade por ali.

Mas com a previsão dos especialistas de que a África Austral ficará mais seca e mais quente nas próximas quatro décadas, estratégias como esta têm atraído novos olhares, enquanto a África do Sul se prepara para sediar a próxima rodada de negociações climáticas da ONU, no final do mês.

Montadas em 2007, com a ajuda de uma universidade local, as redes coletoras de neblina garantem até 2.500 litros de água em um dia bom.

Lutanyani Malumedzha, diretor da escola fundamental de Tshiavha, afirma que a "água é limpa e segura, e não contém produtos químicos".

Segundo Malumedzha, o acesso à água limpa melhorou significativamente a saúde das crianças da escola e reduziu o surto de doenças hídricas.

As crianças costumavam levar suas próprias garrafas d'água para a escola, durante os meses secos e quentes. A água, retirada de poços lamacentos, era inadequada ao consumo humano.

Em algumas áreas, comunidades compartilham a água potável com o gado.

Embora a qualidade da água na África do Sul seja considerada uma das melhores do mundo, comunidades rurais estão muito atrasadas quando se trata de água corrente.

Aprendemos a valorizar a água e a tratá-la como uma commodity preciosa. Nenhuma gota é desperdiçada. Parte dela vai para lá.

Ele apontou para uma horta que abastece a escola com alimentos.

A malha de quatro metros de altura, montada no playground da escola, lembra uma rede de vôlei, exceto pela canaleta que conduz as gotas para um tanque construído a alguns metros dali.

Malumedza explicou que o requer dispensa equipamentos eletrônicos e requer pouca manutenção.

Como se trata de um país relativamente seco, a água é escassa na África do Sul e áreas remotas sem infraestrutura são as mais afetadas pelas mudanças no padrão climático.

Liesl Dyson, pesquisadora da Universidade de Pretória, comentou o caso.

Esta é uma alternativa com boa relação custo-benefício, que pode ser explorada de forma eficiente, em vista dos desafios hídricos que o país enfrenta.

A província de Limpopo, ao norte, na fronteira com Botsuana, Zimbábue e Moçambique, onde fica o famoso Parque Nacional Kruger, é uma das regiões mais quentes do país.

Mas este é um dos poucos lugares do país com um clima propício para a coleta de neblina.

A neblina apenas não é suficiente, também é necessário vento para soprá-la. Não ajuda muito se a neblina apenas se concentrar nas montanhas, sem se mover.
Segundo ela, o sistema foi usado em algumas áreas na costa oeste e no Transkei, província do leste do Cabo.

De acordo com o Conselho para a Pesquisa Industrial e Científica, a África do Sul tem um índice pluviométrico anual de 490 milímetros, a metade da média mundial.

Mesmo sem considerar os efeitos das mudanças climáticas, espera-se que a África do Sul enfrente escassez hídrica em 2025 e há planos de construir uma nova represa em Lesoto para levar mais água ao país.

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sábado, 29 de outubro de 2011

Gás metano é transformado em energia elétrica em aterros sanitários


Em São Paulo, vendem créditos de carbono para empresas estrangeiras
Por Globo Universidade

Globo Universidade: Energia do lixo (Foto: Divulgação)
Flare: queima o biogás e transforma o metano em
CO2 (Foto: Divulgação)
Em 2005, um grupo de pesquisa do Centro Nacional de Referência em Biomassa (Cenbio), do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP (Universidade de São Paulo) enviou uma proposta ao Ministério de Minas e Energia para testar a capacidade de produção de energia elétrica a partir do lixo. No ano seguinte, eles deram início ao projeto buscando um aterro onde já houvesse o processo de captação de biogás, ou seja, tubulações perfuradas capazes de captar o gás metano emitido pelo lixo. A equipe acabou escolhendo o aterro da cidade de Caieiras, para fazer a pesquisa.
O aterro possui mais ou menos 50 metros de altura. Conforme ele vai crescendo, a tubulação que capta o gás metano tem que ir acompanhando sua altura. Há diversos pontos de captação, todos individuais, que são ligados a uma única tubulação transportadora de gás. Esta é ligada a um equipamento que aspira o metano vindo do aterro. O gás captado é direcionado para ser queimado em um aparelho chamado flare, um cilindro que queima o biogás e transforma o metano em dióxido de carbono (CO2). Isto porque o metano é vinte e uma vezes mais prejudicial ao meio ambiente que o CO2.
Globo Universidade: Energia do lixo (Foto: Divulgação)
Vista aérea do aterro sanitário de Caieiras
(Foto: Divulgação)
Pesquisadora do Cenbio, Vanessa Pécora Garcilasso explica porque o Aterro Caieiras foi escolhido para abrigar a pesquisa. “Nem todos os aterros tinham esse procedimento. A maioria dos aterros tinha apenas drenos individuais feitos com tubulação de concreto. Além disso, a eficiência de queima também era muito menor. Para a transformação acontecer com bom aproveitamento, a temperatura do gás tem que ser controlada pelo flare. Na maioria dos aterros o índice de transformação era de 20% apenas. Atualmente, no Aterro Caieiras 99% do gás transformado é aproveitado”, explica Vanessa.
O grupo implantou um sistema de 200 kw de potência, em caráter demonstrativo. Como o objetivo era fazer um estudo da tecnologia nacional, eles compraram o motor de maior potência fabricado no Brasil, disponível na época, e fizeram uma derivação da tubulação para alimentar o motor. O biogás entra como combustível e transforma a energia mecânica em energia elétrica acionando um gerador.
Globo Universidade: Energia do lixo (Foto: Divulgação)
Vanessa Pécora é pesquisadora do Cenbio
(Foto: Divulgação)
“A princípio, como a gente não sabia como utilizar a energia, pensamos em oferecer para a rede da cidade. Mas a quantidade era pouca. Depois, pensamos em utilizar para o consumo do próprio aterro. No entanto, fazer esta ligação de energia demandaria um custo alto e muito tempo. Por isso, resolvemos conectar a um dos sopradores, que tem a função de aspirar o biogás do aterro. Então, o que temos é o gasto de energia com o equipamento anulado” conta Vanessa.
O projeto foi encerrado em dezembro de 2009. Após o término, a equipe do Cenbio treinou os trabalhadores do aterro para operar o sistema. E, embora os resultados finais ainda estejam em análise, a equipe acredita que teve uma resposta positiva. “Apesar do alto investimento de um processo de captação, que demandou aquisição de equipamento, nós temos um tempo de retorno curto. Entre 3 e 5 anos conseguimos ter um resultado. A finalidade da pesquisa foi demonstrar que é possível utilizar a energia do lixo e nós conseguimos. Fica comprovado que os aterros localizados nos interiores dos estados brasileiros podem, sim, investir nesses sistemas, que eles terão retorno”, finaliza Vanessa.
Um dos benefícios que o aterro ganhou com a implantação do sistema foi participar da venda de créditos de carbono. Dentro do Protocolo de Kyoto há uma norma em que os países têm uma cota máxima de gases que podem emitir. Quando ultrapassam a cota permitida, compram créditos de países que estão com emissão mais baixa. É comum o fato de várias empresas norte-americanas, por exemplo, comprarem créditos brasileiros, que custam em torno de 16 euros a tonelada. No caso do Aterro de Caieiros, quando o grupo começou a implantar a planta, os locais venderam créditos de carbono de 200 milhões de toneladas. Agora têm que esperar atingir essa cota para venderem mais créditos.
Globo Universidade: Energia do lixo (Foto: Divulgação)
Anderson Alves: coordenador de aterro da Biogás
(Foto: Divulgação
Também em São Paulo, foi inaugurada em 2004, no Aterro Bandeirantes uma planta em com potencial de 20.000 kw. A ideia surgiu em 1996, quando uma empresa holandesa investiu na área de resíduos no Brasil. Em parceria com uma construtora paulista, ela criou a Biogás e participou de uma licitação para explorar o gás do Aterro Bandeirantes. Anderson Alves da Silva, coordenador do aterro da Biogás, explica como funciona o sistema:
“A gente tem uma oficina de captura do metano para transformá-lo em CO2 (dióxido de carbono). Após este tratamento, o gás é enviado para uma termoelétrica, onde é colocado a uma temperatura acima de mil graus célsius. Após a transformação, o metano é enviado para o motor, gerando uma energia mecânica, que é levada para um transformador onde se torna energia elétrica. Há uma ligação que transfere 100% da energia para a concessionária de energia de São Paulo (Eletropaulo)”.
Há um medidor de vazão e alertadores de gases que indicam quanto de metano o aterro deixou de emitir e esse volume também é codificado como crédito de carbono. Metade do valor da venda fica para a Prefeitura de São Paulo e os outros 50% para a Biogás. Segundo Anderson, o aterro já deixou de emanar 1000 toneladas de metano por dia, atingindo sua capacidade máxima de 200 MW por hora. Atualmente o lixo do aterro produz 8 MW por hora. “É natural esta queda. Porque há degradação do lixo e ele passa a emitir menos gás. O percentual de matéria orgânica vai diminuindo e, consequentemente, o volume de gás também”, explica Anderson.
Segundo ele, em escala brasileira, 20 MW por hora é pouca energia, levando-se em conta que a usina de Itaipu consome 12 mil MW por hora para funcionar. No entanto, mesmo produzindo pouca energia, o ganho ambiental é muito grande. “Você transforma o passivo ambiental em uma fonte rentável, ganhando energia, e ajuda a minimizar a poluição”, conclui.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Lojas montadas em containers faturam R$ 12 milhões por ano

Criada no Brasil, rede de franquias Container Ecology Store reúne sustentabilidade, mobilidade e design moderno
Por: Fernanda Salem, do Mundo do Marketing

fernanda@mundodomarketing.com.br

Transformar lixo em pontos de venda de sucesso, com base na sustentabilidade, apresentando ainda design moderno e mobilidade. Esta é a proposta da empresa Container Ecology Store, que, seguindo tendências mundiais, utiliza containers abandonados e transforma-os em lojas de roupas multimarcas. O negócio criado há dois anos já tem 40 franquias em todo país, além de contratos assinados para mais de 100 lojas só no ano que vem. A loja reúne produtos de 500 marcas, entre elas Coca-Cola Clothing, Triton, Abercrombie & Fitch, Pólo Ralph Lauren, Lacoste, Hollister e Aéropostale.
A ideia surgiu de uma necessidade. “Eu queria abrir uma rede de lojas no sul do país, mas os alugueis de terreno e em shoppings eram muito caros. Então pensei em adaptar um projeto que vi em Cingapura, de lojas em caixas de metal”, diz André Krai (foto), fundador da rede de franquias Container Ecology Store, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Cada container custa cerca de R$ 10 mil, mas o valor mais alto vai para a reforma, que não sai por menos de R$ 20 mil. O maior investimento, portanto, é na estruturação, no suporte e na decoração. “Custa caro transformar lixo em algo útil”, conta Krai.
Mas dá resultado. O faturamento anual da empresa foi de R$ 12 milhões este ano e as perspectivas são de triplicar este valor com a ampliação da rede planejada para os próximos anos. Cada franquia paga à Container royalties de cerca de R$ 1,5 mil por mês. “O maior obstáculo para o empreendimento é encontrar terrenos livres em bons locais, principalmente na zona sul do Rio de Janeiro e em São Paulo”, diz Krai.
Chave na Mão
O modelo de negócios da Container Ecology Store, chamado Sistema Franquia Chave na Mão, provém diversos serviços para o franqueado. “A empresa busca o terreno que será o ponto comercial, instala a loja em uma semana com tudo pronto para o cliente e faz a gestão do negócio dele. O franqueado está comprando um pacote”, explica Krai.
Outra facilidade é a lista de 500 marcas, nacionais e internacionais, que já vêm como opção com a loja, disponíveis para o franqueado vender, como a Coca-Cola Clothing, a Fórum e a Abercrombie & Fitch. Todas voltadas para a moda jovem, que se relacionam com o target da empresa.
“O modelo exige um operador moderno devido ao tipo de loja, que é diferente. Podemos treinar qualquer um para o perfil, mas o franqueado precisa ter, acima de tudo, garra e tino para inovação”, diz Krai, explicando que para adquirir uma loja da Container o valor mínimo a ser investido é de R$ 100 mil.
Conquistando clientes
Uma das franquias de maior sucesso, segundo Krai, é a da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O empreendimento tem dois containers e vende sete marcas: Abercrombie & Fitch, Hollister, Adidas Originals, Calvin Klein, Lança Perfume, Coca-Cola Clothing e Labellamafia, algumas delas conquistadas pelos próprios franqueados.
“O maior benefício que tirei com essa franquia é um aluguel muito mais barato do que em shoppings, então dá para vender os produtos a um preço mais acessível, além de poder remover o container para outro ponto, se achar necessário”, diz Luiz Otavio de Azevedo, dono da loja na Barra da Tijuca (foto), em entrevista ao Mundo do Marketing.
A unidade foi inaugurada em setembro de 2010 e o faturamento mensal é de cerca de R$ 45 mil. “O valor ainda não pagou o investimento inicial. Estamos fazendo clientes neste primeiro ano. Acredito que a partir do ano que vem já ultrapassaremos o investimento inicial”, diz. “A previsão para 2012 é faturar de R$ 60 mil a R$ 70 mil por mês com a loja”.
Solução ambiental
Um dos grandes trunfos do negócio é seu apelo ambiental e ecológico, tendência mundial que a rede aproveita na divulgação da empresa desde o nome até o texto no site, dizendo ser a única franquia totalmente sustentável do mundo e chamando os clientes a participar do movimento para salvar o planeta.
Efetivamente, a utilização de materiais reciclados como containers com mais de 20 anos de uso já é uma ação que contribui para o meio ambiente. Além disso, as lojas contam com itens como araras feitas de corrimão de ônibus e decks de casca de arroz na decoração. A rede também não usa nenhum produto que polua o meio ambiente e 50% do ponto de venda é reciclado.
Modelos internacionais
A inovação já existe internacionalmente, com algumas lojas feitas em containers de navios. Nos Estados Unidos, a incubadora de design 3rd Ward criou em agosto deste ano uma loja utilizando o objeto, que foi chamado de Shopbox (foto).
Os produtos, como mochilas e objetos de decoração, ficam expostos no container e os consumidores podem escolher o produto desejado, sem a ajuda de um vendedor, e se cadastrar utilizando um iPad disponível no local. O cliente então envia uma mensagem de texto e a mercadoria é entregue em seu endereço.
No Canadá, a Nescafé fez recentemente uma ação de loja pop-up em um container para divulgar a linha Dolce Gusto. A instalação fez uma turnê pelos locais mais movimentados de Toronto e Montreal como uma cafeteria itinerante.
Lojas viajam pelo mundo
A agência de design LOT-EK tem um histórico em trabalhar com projetos criados a partir de container abandonados, de instalações de arte a lojas. Há dois anos, a empresa criou um ponto de venda para a Uniqlo em Nova York, nos Estados Unidos, pequeno e eficiente.
Seu case de maior sucesso, no entanto, foi para a Puma, chamado de Puma City. O espaço de 24 containers criado em 2008 tem escritórios, área para a imprensa, um bar, local para eventos e ainda uma grande varanda aberta no teto. A loja é móvel, passando por algumas cidades dos Estados Unidos, e já foi até a Espanha e África do Sul, vendendo os produtos da marca durante a Copa do Mundo de 2010.

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Descubra as vantagens dos carros híbridos

Veículos com motores a combustão e elétrico podem ser a solução para diminuir a emissão de poluentes

Por Marisa Silva do Olhar Digital


As marcas apostaram, e investiram alto, nos híbridos. Híbridos são veículos com dois motores: um a combustão, como já estamos acostumados, e outro elétrico; aí a novidade que já é realidade. Mas, qual a diferença e como funciona isso?!
Hoje, o motor elétrico dos carros híbridos serve principalmente para diminuir a emissão de poluentes. Ele atua em duas fases: na ignição e quando o automóvel está em baixa velocidade. Este é um exemplo com motorização híbrida, apresenta uma emissão de CO² 19% menor que um carro comum do mesmo porte e potência. Se estiver a menos de 15 quilômetros por hora, como muitas vezes acontece nos congestionamentos, ele desliga o motor a combustão automaticamente e passa a funcionar apenas através das baterias.
Existe outro híbrido é um dos mais vendidos fora do Brasil. Segundo a fabricante, em apenas três horas em 110 volts e uma hora e meia em 220, o carro está pronto para rodar até 21 quilômetros sem a necessidade de combustível. O motor elétrico de 60 kw gera até 80 cavalos de potência. E com a propulsão exclusivamente elétrica, ele pode chegar a 100 quilômetros por hora.
Muitas marcas apresentaram carros com os dois motores. Este deve estar circulando nas ruas brasileiras já em novembro. Com tecnologia avançada, ele além de ser carregado na tomada convencional, utiliza a energia gerada cada vez que o motorista pisa no freio para recarregar as baterias. Com o motor elétrico, ele chega até 75 quilômetros por hora. E o mais surpreendente; com uma potência combinada de 191 cavalos, tem o mesmo consumo de um carro um ponto zero.
Em uma categoria acima dos híbridos, estão os carros 100% elétricos. Diferente dos híbridos, a emissão de CO² é zero. Ou seja, os elétricos não poluem nada. Este ainda é apenas um carro conceito, desenvolvido para rodar até 80 quilômetros por dia em perímetro urbano. Mas a velocidade máxima é boa: 112 quilômetros por hora.
Também existe o primeiro carro 100% elétrico produzido em grande escala no mundo, como conta Carlos Murilo Moreno, diretor de marketing da Nissan. "As empresas que fazem o híbrido, partem do que existe e colocam a parte elétrica. Mas com este [o primeiro carro 100% elétrico produzido em larga escala] a empresa precisou parar, esquecer tudo o que ela sabia a respeito de combustão e realmente recriar todo o processo", diz.
Fugindo um pouco deste conceito de híbridos e elétricos, a Fiat inovou. Apresentou entre os mais de 30 modelos do estande, o protótipo Fiat Mio, construído a partir da colaboração de milhares de internautas do mundo inteiro. Sabe como?
"A gente teve mais de dois  milhões de visitantes no projeto, 17 mil pessoas cadastradas e participando efetivamente em mais de 160 países, contribuindo com diferentes ideias", conta Cláudio Souza, vice-presidente de negócios e operações da Agência Click.
O Mio tem as rodas cobertas por grandes calotas, o que melhoraria a aerodinâmica. E a cabine foi inspirada em um lounge. "Nós recebemos ideias que foram pra frente. Usamos tecnologias, conteúdos e componentes para fazer um carro que eles desejavam para o futuro", comenta Peter Fassbender, gerente do Centro Estilo da Fiat América Latina.
A idéia era criar um veículo urbano, compacto e econômico e, além disso, usar energia limpa e materiais ecologicamente corretos. Mas quem escolheu tudo isso não foi a montadora, pelo contrário, eles apenas fizeram o que os consumidores pediram.
"As pessoas levaram muito a sério a questão e discutiram efetivamento o carro e tudo o que tinha a ver com ele: o design, a propulsão", explica Maria Lúcia Antônio, gerente de publicidade da Fiat.
Como deu para notar, nao foi à toa que o tema do Salão do Automóvel desse ano foi tecnologia: ela deu o tom dos corredores e das principais atrações da feira.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Elemento radioativo pode substituir gasolina no futuro

Empresa planeja desenvolver veículos baseados em tório que nunca precisariam ser reabastecidos.

Por Felipe Gugelmin


A companhia norte-americana Laser Power Systems afirma que está próxima de encontrar uma fonte de energia para automóveis que dispensa o uso de combustíveis fósseis e baterias. Segundo o CEO da companhia, Charles Stevens, o plano é utilizar uma combinação de tório e lasers para proporcionar energia limpa para qualquer tipo de automóvel.
(Fonte da imagem: Geek.com)
Segundo Stevens, pequenos blocos de tório aquecidos por lasers geram grande quantidade de energia, que é utilizada para aquecer miniturbinas de água e gerar vapor. A partir disso, é produzida eletricidade suficiente para movimentar um veículo que se prova muito mais econômico do que as opções disponíveis atualmente no mercado.
O CEO da Laser Power Systems afirma que uma unidade de produção de 250 MW possui dimensões reduzidas o bastante para permitir seu uso em veículos domésticos. Ao todo, a invenção pesaria aproximadamente 227 quilos, o que eliminaria qualquer tipo de impedimento para o uso em larga escala.

Radioatividade

(Fonte da imagem:WardsAuto.com)
O tório é um elemento ligeiramente radioativo que ocorre de forma natural na Terra e pode ser encontrado na maioria dos tipos de rocha e solos, sendo cerca de três vezes mais abundante que o urânio. Descoberto em 1828 pelo químico suíço Jons Jakob Berzelius, o nome do elemento tem origem em Thor, o deus do trovão nórdico.
O uso do elemento como fonte de energia é controverso, já que é uma das opções normalmente utilizadas por usinas nucleares. Segundo Jim Hedrick, especialista em metais industriais, o uso do elemento é “ao mesmo tempo plausível e sensato”.
Devido à sua densidade, o material é considerado como uma ótima fonte de energia: um grama de tório é capaz de produzir energia semelhante a 28391 litros de gasolina. Ao utilizar 8 gramas do elemento em um veículo, isso significa que o motorista nunca teria que reabastecê-lo.
Stevens afirma que a radioatividade natural do elemento poderia ser bloqueada facilmente, através do uso de uma caixa de aço inoxidável com 7,6 centímetros de espessura. Além disso, será usada uma cobertura de folhas de alumínio para evitar a propagação de qualquer isótopo potencialmente prejudicial.

Desafios a superar

O maior desafio enfrentado pela Laser Power Systems atualmente é conseguir construir um motor funcional que siga o projeto proposto. A expectativa é de que a companhia, que atualmente conta com 40 empregados, consiga produzir um protótipo funcional nos próximos dois anos.
Segundo Stevens, a falta de investimento no elemento se deve a uma decisão estratégica tomada após a Segundo Guerra Mundial. Na ocasião, a energia produzida pelo urânio foi priorizada devido ao seu subproduto – o plutônio –, que poderia ser usado no desenvolvimento de armas. Em contrapartida, é praticamente impossível construir uma bomba a partir do tório.
O CEO da Laser Power System afirma que, apesar do elemento produzir urânio 233 como subproduto, é necessária uma quantidade muito grande de trabalho e energia para transformá-lo em armamento. Dessa forma, o produto poderia ser utilizado sem qualquer problema por automóveis, já que o calor produzido pelos veículos estaria longe de ser suficiente para provocar uma reação de fissão.

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Cientistas criam energia elétrica a partir de fotossíntese

Colaboração entre designers e cientistas da Universidade de Cambridge e Bath para o desenvolvimento de tecnologias biofotovoltaicas com algas e musgo cria soluções práticas para problemas cotidianos.

Por Alexandre Guiss


A colaboração entre os times de cientistas de diversos departamentos relacionados às áreas de química, biotecnologia e design das universidades de Cambridge e Bath está resultando em tecnologias inovadoras para a produção de eletricidade.
Captação de energia da fotossíntese (Fonte da imagem: London Design Week)
Enquanto os cientistas desenvolvem uma forma de capturar a energia da fotossíntese das plantas e transformá-la em energia elétrica, designers imaginam e contribuem para o experimento com ideias e soluções que utilizam as novas possibilidades fornecidas.
As ideias consistem em estações de energia aquáticas utilizando algas, mesas de centro com iluminação própria alimentada por musgo, torres de captura de energia que utilizam água da chuva para alimentar as algas e um dessalinizador para a água do mar que utiliza a energia delas para produzir água potável.
A tecnologia biofotovoltaica (biophotovoltaic) está em fase inicial de desenvolvimento e pode levar anos para que seja uma opção economicamente viável para a produção de energia em larga escala. A expectativa dos cientistas é conseguir produzir painéis solares biofotovoltaicos entre cinco e dez anos, com custo e conversão energética igual ou superior aos dos painéis solares atuais (feitos com base de silício).

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Tecnologia permitirá que luz de telas LCD seja transformada em energia para o próprio gadget

Pesquisa utiliza um processo que opera como um filtro de luz capaz de usar iluminação interna, raios do sol e luz artificial para recarregar a bateria dos eletrônicos.

Por Fernando Daquino

Engenheiros da Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles, desenvolveram uma tecnologia capaz de transformar a luz do sol, a luminosidade artificial de ambientes e até mesmo a iluminação interna de aparelhos eletrônicos em energia para os próprios gadgets.
Isso é possível graças a um processo denominado polarização fotovoltaica orgânica, saiba mais, o qual consiste em um filtro de luz que é capaz de transformá-la em energia. Dessa forma, a energia desperdiçada pelas telas de LCD pode ser reaproveitada, sendo utilizada para recarregar a bateria do dispositivo.
(Fonte da imagem: Inhabitat)
De acordo com a publicação do site da instituição de ensino, esse método pode coletar até 75% dos fótons eliminados pelas telas. "Além disso, esses polarizadores também podem ser usados como células solares para a coleta de luz interior ou exterior. Então, na próxima vez em que você estiver na praia, poderá carregar seu iPhone através de luz solar", comentou Yang Yang, responsável pela pesquisa. Por enquanto, a tecnologia funciona apenas com displays de LCD. Apesar de ainda não existir uma previsão de comercialização da técnica, os pesquisadores estão esperançosos com os resultados do estudo.
"No futuro próximo, nós gostaríamos de aumentar a eficiência da energia de polarização fotovoltaica orgânica e, eventualmente, esperamos trabalhar com fabricantes de eletrônicos para integrar a nossa tecnologia a produtos reais", explicitou Yang.

#Texto alterado do original

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Piscina sustentável simula paisagens naturais

Ecológico e inteligente, espaço personalizado quebra visual padrão e deve virar moda.

Por Nilton Kleina

(Fonte da imagem: KB Custom Pools)
Quando alguém fala que tem uma piscina em casa, logo você imagina aquele retângulo decorado com azulejos brancos e uma água misturada com vários componentes químicos, certo? Pensando em quebrar esse conceito, a KB Custom Pools entrou no ramo da sustentabilidade, aproveitando também para criar designs únicos para esses espaços. A série EcoSmart consiste em modelos personalizados de piscinas que, inicialmente, parecem apenas reproduzir paisagens naturais, com destaque para os azulejos, que simulam pedras, além do piso, que confere um ar de lago natural. Cada modelo feito pela empresa é único, pois segue a encomenda do cliente e o estilo de produção da companhia.
Mas o grande trunfo é mesmo a preocupação ecológica. O sistema de filtragem e limpeza da água utiliza o ozônio, eliminando a necessidade de produtos químicos. Há ainda um sistema de controle digital que pode reduzir o bombeamento de água e a iluminação, cortando gastos de eletricidade. Se o dono preferir, painéis de captação de luz solar ainda podem servir como fonte de energia alternativa. Não dá vontade de dar um mergulho?


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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Panasonic planeja construção de uma cidade inteligente e sustentável

Projeto deve ser colocado em prática até 2014 e deve abrigar cerca de 1 mil residências .

A Panasonic, em parceria com outras oito companhias, planeja a construção de uma cidade inteligente e sustentável no Japão até 2014. A proposta é que o local abrigue o que há de mais moderno em tecnologia e sirva como base para futuros experimentos das empresas.
(Fonte da imagem: Panasonic)
A empresa apresentou algumas imagens conceituais do projeto, que deve abrigar uma fábrica da companhia e cerca de 1 mil residências. Toda a região será construída levando-se em consideração as possibilidades de energias autossustentáveis.
A “Cidade Inteligente e Sustentável de Fujisawa” terá, em cada uma das residências, painéis solares instalados no teto, além de combinar outras tecnologias ainda em desenvolvimento, como casas mantidas por baterias de armazenamento.
A proposta de Fujisawa é de se tornar uma referência em termos de uso eficiente de energia. Caso o projeto seja um sucesso, a ideia é viabilizar os aspectos tecnológicos em outras cidades do país. A cidade deverá começar a receber os seus primeiros moradores em 2014, com previsão de entrega de todas as residências para 2018.

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