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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Energia eólica coloca o Brasil pela primeira vez entre os 10 países mais atrativos para investimentos em fontes renováveis

O relatório afirma que o terceiro trimestre de 2011 foi um bom momento para desenvolvedores da energia eólica no Brasil, com a realização de quatro leilões que forneceram oportunidades para remodelar o mercado de energético do país


O Brasil entrou, pela primeira vez, par ao ranking dos dez países mais atrativos para receber investimentos em energias renováveis. A constatação é do Renewable energy country attractiveness indices, lista trimestral elaborada pela Ernst & Young. Segundo a consultoria, o país ocupa agora a 10ª posição – uma acima da registrada no trimestre anterior e oito acima na comparação com o terceiro trimestre de 2010.

A melhora da posição brasileira deve-se, sobretudo, à energia eólica. O relatório – que fornece scores em 40 países para mercados nacionais de energias renováveis, infraestrutura e sua adequação para tecnologias individuais – afirma que o terceiro trimestre de 2011 foi um bom momento para desenvolvedores desse modelo no Brasil, com a realização de quatro leilões que forneceram oportunidades para remodelar o mercado de energético do país. A energia eólica chamou a atenção porque, pela primeira vez, seu preço caiu abaixo do da eletricidade gerada pelo gás natural.

"O ranking mostra o amadurecimento do segmento eólico dentro da matriz energética brasileira", avalia Luiz Claudio Campos, sócio de Transações da Ernst & Young Terco. "Há exatamente um ano, o Brasil estava na 18ª posição no ranking. Em um futuro próximo, o País pode ocupar uma posição de ainda mais destaque, provavelmente devido ao setor eólico."

Os recentes leilões provaram que, por aqui, gás natural e energia eólica podem competir diretamente no mercado. Analistas de mercado sugerem diversas razões para o bom resultado do País, incluindo a recente chegada de fornecedores chineses de equipamentos, o que pode levar fornecedores locais a reduzirem seus preços para continuar competitivos. O baixo custo alcançado nos leilões também pode ser o resultado de um número crescente de fabricantes de turbinas no Brasil.
A melhora da posição brasileira deve-se, sobretudo, à energia eólica (Imagem: Thinkstock)
"Além disso, a desaceleração econômica causou a paralisação de diversos projetos na Europa, o que pode ter movido investidores para outros mercados com potencial de crescimento, como o Brasil", afirma o sócio da Ernst & Young Terco.

Outros mercados

Enquanto os países desenvolvidos continuam focados em cortar custos e com problemas de dívida, países emergentes – e sua insaciável busca por energia – aparecem como a força por trás dos investimentos em energias renováveis.

A balança de poder está claramente mudando, com o Leste Europeu, o Oriente Médio, o Norte da África, o Sudeste da Ásia e a América Latina agora representando o futuro para a energia renovável, enquanto a indústria se adapta a um mundo em transformação. Países como Argentina, Hungria, Israel, Tunísia e Ucrânia aparecendo pela primeira vez nos índices, com todos compartilhando uma necessidade por mais energia renovável.

"A maturidade dos mercados de energia renovável na Europa Ocidental e nos EUA sofreram um golpe com a redução dos incentivos do governo, acesso restrito a capital e competição crescente de outros países", diz Luiz Claudio Campos. "Ao mesmo tempo estamos vendo um forte apoio para energias renováveis em países emergentes. Esses mercados, com uma crescente demanda por energia, estão aproveitando a oportunidade para garantir um futuro com baixa emissão de carbono e eficiência de recursos. Nos últimos dois anos, 15 países emergentes foram adicionados ao ranking da Ernst & Young", completa.

A China continua no topo do ranking geral. No entanto, o potencial de crescimento anterior diminuiu, e um processo rígido de aprovação de novos projetos de energia eólica está gerando um excesso de oferta de turbinas e fabricantes estão procurando agora por novos mercados para exportar.

Os EUA também caíram um ponto devido à expiração do programa nacional de garantia de crédito e à continuada incerteza a respeito do futuro do programa de subvenções do Tesouro e créditos fiscais de produção. Também houve uma queda na confiança do investidor no setor solar após a falência de três grandes fabricantes. Os EUA estão agora quatro pontos atrás da China e apenas um ponto à frente da Alemanha. No Reino Unido, a confiança do investidor sofreu um golpe com a forte queda nas taxas da chamada feed-in-tariff (FIT).
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Wind Cube: gerador eólico para uso doméstico

Dispondo de hélices retráteis, dispositivo conceitual tem objetivo de gerar energia limpa e barata nas grandes cidades.

Por Felipe Gugelmin



Criado pelo designer Liao-Hsun Chen, o Wind Cube é um gerador eólico conceitual desenvolvido para uso na parede de qualquer casa. Dispondo de várias hélices retráteis, o projeto se destaca pelo cuidado com a parte visual, dando uma aparência mais moderna ao local onde é instalado.
Além de produzir energia de forma limpa, o Wind Cube se destaca pelo uso de tecnologias inteligentes que evitam dano ao produto. As hélices telescópicas dispõem de sensores capazes de analisar as condições do clima, entrando em ação somente quando necessário: quando o tempo está bom, as hélices entram em ação e começam a produzir energia. Já quando há tempestades ou outras condições adversas, o equipamento se retrai para evitar danos mais sérios.
A ideia por traz da invenção é a de que cada domicílio deve ser capaz de produzir a energia necessária para todas as ações feitas pelos moradores. Segundo o criador, 15 hélices são suficientes para gerar eletricidade suficiente para abastecer uma família de quatro pessoas durante um mês inteiro, com produção média de 21,6 quilowatts por hora. Não há qualquer previsão para a produção de uma versão real do projeto, que concorre ao prêmio IDEA Award 2011, focado em alternativas de design industrial que respeitam o meio ambiente.
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