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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

5 dicas para fazer o seu negócio bombar na web

Uma boa estratégia de marketing em plataformas como Facebook e Twitter gera ainda mais oportunidades para empresas

Por Mayara Emmily, www.administradores.com.br

As redes sociais, inicialmente utilizadas apenas por usuários e voltadas para o entretenimento ou discussões, atualmente são ferramentas fundamentais para o empresário que quer dar visibilidade e fazer com que seu negócio cresça. É nas redes que uma empresa interage com o consumidor rapidamente, "ouvindo" elogios ou queixas em primeira mão e, assim, adquirindo parâmetros para melhorar ou manter o padrão de um produto.

Por isso mesmo, as redes sociais são um meio muito mais eficiente que os velhos "Fale conosco", que não acompanham a rapidez das informações e das interações na internet. Assim, muitas empresas já passam a utilizar as redes, fato que há algum tempo deixou de ser tendência. "As redes são um veículo poderosíssimo de comunicação das empresas. O consumidor tem nas redes a forma mais rápida para se comunicar", diz Ivan Martinho, diretor da Bookstore Media.

A troca entre consumidor e empresa se tornou muito mais satisfatória e dinâmica para ambos e esse é um dos motivos para os empresários investirem fortemente nestas mídias, que são várias. Apesar disso, não é escolhendo aletoriamente as redes em que vai se atuar que se consegue bons retornos. É preciso conhecer o universo de cada empresa, gestor e público alvo, o que é uma premissa para o desenvolvimento de projetos para redes sociais, de acordo com Marcelo Abdo, CEO da agênciapic. "Não adianta oferecer uma determinada rede a uma empresa, sem antes entender qual é o seu público, onde este público está e o que ele quer consumir", afirmou.

Uma boa estratégia de marketing em plataformas como Facebook e Twitter gera ainda mais oportunidades para empresas (Imagem: Thinkstock)
As redes mais populares entre as empresas

No Brasil, as redes sociais mais populares entre organizações e usuários são Facebook, LinkedIn, YouTube, Twitter e o Orkut, de acordo com Fernando Neves, diretor da Ketchum Digital no Brasil. Já em escala mundial, ele afirma existirem cerca de 30 redes sociais que recebem de um milhão de visitas diárias. No entanto, é preciso haver atenção em relação à utilização dessas ferramentas. "As empresas precisam analisar em qual das redes sociais os seus consumidores estão e a melhor forma de engajá-los nos assuntos de interesse", ressaltou.

Um exemplo é o do Hotel Urbano, que tem mais força no Twitter (com 8 mil seguidores) e, principalmente, no Facebook (onde conta com mais de 1 milhão de fãs), de acordo com Roberta Oliveira, diretora de marketing da empresa. "No Facebook a resposta é mais imediata. A vantagem do twitter é que o seu usuário é formador de opinião", comparou Roberta.

Mas existem outras redes que são populares em grupos mais segmentados. Eduardo Shuto, gerente geral da Ananke - empresa especializada em hosting gerenciado de alta disponibilidade para campanhas de marketing digital -, afirma que têm uma grande força redes "como blogs, LinkedIn e Reddit (fórum) que também podem ser relevantes dependendo do segmento", explicou.

5 passos para fazer com que sua empresa faça sucesso nas redes
Apesar de ser fundamental saber que para cada empresa existe uma rede social mais indicada, ainda é preciso saber como utilizar essa ferramenta de maneira correta para que não traga, ao invés de soluções, dores de cabeça. Cláudio Coelho, presidente da Associação Paulista das Agências Digitais (Apadi), sugere 5 passos para quem quer elaborar uma estratégia linear e de fluxo constante, fundamental nas redes sociais.

1º- Pensar: o primeiro passo é entender que as redes sociais são mais um canal de comunicação assim como os tradicionais mas, por serem um meio público e instantâneo, nessas plataformas as informações devem ser dinâmicas e as respostas rápidas. Qualquer demora pode gerar uma crise. O ideal é que nesta fase participe alguém que conheça profundamente a empresa e alguém que entenda a linguagem das redes sociais;

2º- Planejar: é a lição de casa. Os canais devem falar a mesma língua, com linguagens diferentes adequadas a cada público. O público web é curioso, está acostumado a procurar tudo sobre algo que lhe interessa , e conferir em canais independentes se o que a empresa comunica condiz com qualidade do serviço prestado e do produto entregue. O planejamento vai nortear o resto do processo;

3º- Executar: o responsável por postar deve possuir familiaridade com as redes sociais, conhecer as ofertas e ter suporte dos profissionais da empresa. É importante ter cautela na seleção deste profissional/empresa porque é ele que transmitirá a palavra oficial da corporação na rede. De qualquer forma, todo o fluxo deve ser pensado de maneira que não perca a velocidade;

4º- Monitorar: toda ação deve ser monitorada para saber o retorno que proporciona. A vantagem da internet perante as outras mídias é a possibilidade de testar a eficiência antes. O monitoramento é o termômetro que vai direcionar investimentos e ajudar a definir os próximos passos;

5º- Avaliar: saber ler os números é fundamental. Um grande número de seguidores no Twitter ou fãs no Facebook ou integrantes na comunidade do Orkut não são garantia de sucesso da ação. Os resultados práticos vem com a priorização das vendas e do ganho do valor de marca.

Cláudio Coelho ainda cita cases como da Fiat, que criou o modelo de carro Mio a partir das opiniões dos usuários da web, e do Bradesco que recebeu em seu SAC online uma reclamação em forma de poema e respondeu também em poema no mesmo dia. Neste último caso, Coelho afirma que a atitude do banco foi correta e ele acabou saindo na frente de empresas que não são rápidas para responder aos seus clientes.

É por isso que as empresas devem estar atentas. Atitudes como fazer um perfil em uma rede sem pensar em uma estratégia, ou ainda subestimar os efeitos que uma reclamação (ou o contrário) pode ter nesta plataforma, não dando um constante feedback ao usuário, podem causar sérios problemas a uma organização, como a queda na sua popularidade e até na sua reputação.

Este material está disponível em www.Administradores.com.br/Informe-se.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O Facebook pode derrubar o Google?

Entenda como a rede social com maior número de usuários no planeta pode desbancar a gigante das buscas e conquistar uma hegemonia nunca vista na história da internet.

Porém, o monopólio cada vez mais amplo da Google pode estar com os dias contados. A mais nova sombra da empresa de Larry Page e Sergey Brin atende pelo nome de Facebook, a poderosa rede social que, em 2011, pode atingir a expressiva marca de 1 bilhão de usuários, um sétimo da população do planeta Terra.
Embora os objetivos das empresas possam parecer distintos, o modelo de negócio adotado por ambas é o mesmo. Todas obtêm a maior parte de suas receitas graças à publicidade. E, um dos maiores triunfos das duas corporações é o fato de conseguirem direcionar, da forma mais eficiente possível, quem verá exatamente o que na internet.

Mas o que aconteceria se o Facebook decidisse incorporar o papel do Google? Será que a rede social de Mark Zuckerberg é capaz de ser mais eficiente para os usuários, apresentando resultados mais relevantes e precisos, sem que, para isso, seja preciso sair das páginas do Facebook? Ao que parece, o cenário não é tão improvável assim.

Mais um entra na briga

Relevância. Essa é a palavra-chave para determinar quem será ou não bem-sucedido na internet. E em se tratando de sites de buscas, ninguém havia conseguido ser mais eficiente do que o Google até então. Seu algoritmo de busca, aliado a uma série de padrões de indexação adotados pela maioria dos sites, fizeram com que a ferramenta se tornasse referência.
Entretanto, ocupar uma posição de destaque no Google está, aos poucos, deixando de ser a única forma de ganhar destaque. Serviços como o Twitter, por exemplo, ou a ferramenta “Curtir”, disponível no Facebook, podem tornar uma página muito mais relevante e acessada, ainda que ela não ocupe uma posição de destaque nas buscas.
Assim, com uma verdadeira avalanche de páginas tornando-se populares sem sequer passar pela busca do Google, o conceito de relevância ganha outro significado. Em vez de o algoritmo determinar o que deve ser listado por primeiro, o papel de ordenação e visibilidade de um tipo de conteúdo passa diretamente às mãos do usuário.
Para tentar conter o avanço das alternativas ao buscador, a Google decidiu implementar em seu principal serviço o “+1”, uma espécie de “Curtir” que impacta diretamente na relevância  dos resultados exibidos na busca. Assim, além do resultado tradicional listado pelo algoritmo, o usuário passar a ser um editor de conteúdo, já que os mais clicados são destacados nos resultados.

Diga-me com quem andas e te direi quem és

Se para um usuário anônimo é possível encontrar resultados bem próximos do que se espera numa pesquisa, imagine o quão eficiente pode ser um buscador que incorpore em seu algoritmo os gostos e as preferências de quase 1 bilhão de pessoas. Por enquanto, não há nenhuma confirmação que o Facebook entrará para valer na briga nesse terreno.
(Fonte da imagem: Facebook / Reprodução)
Entretanto, a possibilidade de explorar esse grande potencial da rede social estimula não só os especialistas do setor, como também muitos anunciantes. A lógica é simples. Para que você compreenda melhor o poder que uma nova ferramenta de busca que agregue os dados dos usuários pode ter, leve em consideração o seguinte exemplo.
Ao procurar no Google pelo filme “Flores Partidas”, repare nos anúncios que são exibidos na barra lateral. Embora estejamos falando de um filme, o termo “flores” acaba se sobressaindo e a maior parte dos resultados direciona o usuário para floriculturas. É pouco provável que quem está procurando por um filme decida comprar flores. Dessa forma, são menores as chances de venda do anunciante e maiores as possibilidades de você ficar frustrado com a sua busca.
Agora imagine que, além dessa busca, o sistema do Facebook possa cruzar dados pessoais seus e dos seus amigos. Se em seu perfil o cinema é uma atividade de destaque, possivelmente você tenha amigos que também se interessem bastante pelo assunto. Levando em conta isso, é muito mais provável que os resultados de anúncios direcionados exibam filmes em vez de flores como opção de compra. Ou seja, mais eficiência para quem pesquisa quanto para quem anuncia.

Duelo de gigantes: vitória dos usuários?


Com duas empresas gigantescas brigando palmo a palmo por atenção, os grandes beneficiados dessa disputa passam a ser os usuários. Em termos de pesquisa, contar com uma ferramenta ainda mais eficiente do que o Google pode parecer um sonho, mas de fato existe a possibilidade de ele ser realizado.
Entretanto, a maior eficiência nas buscas pode ter um preço alto, e que muitas pessoas talvez não estejam dispostas a pagar: falta de privacidade. Para que uma busca como essa seja possível, é necessário que os dados pessoais das contas dos usuários estejam  disponíveis para o cruzamento. Ainda que o processamento seja centralizado nos servidores do Facebook, cada vez mais você se torna uma vitrine para anunciantes e para outras pessoas.
Para quem argumenta que um sistema como esse é injusto, vale lembrar que a participação em uma rede social é opcional e, ao entrar nela, todos estão sujeitos às políticas de privacidade definidas pelo Facebook.

Outro ponto interessante a ser debatido é a criação de uma nova “rivalidade” entre os usuários. Assim como temos as disputas da Apple contra a Microsoft e do Orkut contra o Facebook, é bem provável que a adoção de um sistema como esse possa criar uma terceira via, colocando em lados opostos Google e Facebook.
(Fonte da imagem: HTC)
A briga pode sair dos limites da internet e ganhar também as lojas. Com seus sistemas operacionais, a Google cada vez mais pretende se fazer presente em desktops, notebooks e smartphones, todos vinculando o usuário a uma única conta de email que acaba se tornando peça-chave para acesso total e irrestrito a todos os seus serviços.
Em se tratando de produtos, o Facebook ainda dá os seus primeiros passos no mercado.  No início do ano a HTC apresentou dois modelos de smartphone que ficaram conhecidos como “o celular do Facebook”. Rodando Android 2.4, os modelos têm como principal diferencial integração total com a rede social e trazem a marca do Facebook estampada no produto.

O Facebook pode derrubar a Google?

Sim, a possibilidade é remota, mas existe. Entretanto, é pouco provável que uma empresa que detém 90% da fatia de mercado dos buscadores perca, da noite para o dia, sua posição confortável. Um bom exemplo é a guerra dos navegadores. Há alguns anos, o Internet Explorer liderava absoluto, com mais de 70% dos usuários.
Com a chegada de novos concorrentes, como o Mozilla Firefox e o Google Chrome, a participação do IE no mercado caiu, mas nem por isso ele deixou de ser líder ou perdeu a sua influência. Resta saber até que ponto a cutucada do Facebook pode incomodar a hegemonia da Google.


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