Mostrando postagens com marcador Tecnológias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tecnológias. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de julho de 2011

6 tecnologias que ainda vão revolucionar esta década

Construções que voam, turismo espacial e roupas invisíveis. O que ainda vamos ver até 2020?

Por Eduardo Vieira Karas

A década mal começou e já são grandes as expectativas sobre o que a tecnologia poderá nos oferecer durante os próximos anos. Pensando nisso, a equipe do TecMundo selecionou, e Blog David-Invictus mostra para vocês, seis prováveis inovações que devem alterar a maneira que vivemos ou marcar a evolução da humanidade. Confira a seguir o que pode (ou não) revolucionar o seu futuro.

1. Carros do Google sem motorista


Segundo dados da Organização Mundial de Saúde publicados em 2011, o trânsito é responsável por mais de 1 milhão de mortes todos os anos no mundo. Agora, você deve estar se perguntando: essa estatística é culpa dos motoristas ou dos automóveis?
Infelizmente, o fator de risco está muito mais associado à pecinha que se encontra atrás do volante do que propriamente à engenharia dos carros. Para o bem da humanidade e para tentar dar um basta nessa situação, adivinhe quem resolveu comprar essa briga: ninguém menos do que o Google.
Os carros sem motorista já vêm sendo testados — e com sucesso — desde 2010 nos Estados Unidos. Atendendo pelo nome de Google Cars, os veículos rodaram mais de 1,5 mil km sem nenhuma intervenção humana e cerca de 230 mil km (o suficiente para dar quase cinco voltas em torno do raio da Terra) com eventuais participações do motorista.
Todo esse percurso foi feito de maneira segura, graças a um software de inteligência artificial capaz de detectar toda a área em volta do carro e copiar as decisões feitas por um ser humano. Ironicamente, o único acidente foi culpa de um motorista de outro carro, que atingiu o Google Car na traseira quando este parou em um semáforo.

Segundo os engenheiros responsáveis pelo projeto, robôs reagem mais rápido do que humanos, têm percepção de 360º, não ficam com sono nem embriagados.  Além disso, a câmera integrada consegue captar movimentos de pedestres, ciclistas ou o que mais estiver no caminho, ajudando assim a esquiva do veículo.
No final de junho de 2011, o Estado de Nevada, nos Estados Unidos, foi o primeiro a regulamentar a circulação de carros com piloto automático e sem condutor — um grande passo para o início do comércio desse tipo de automóvel. Será que até 2020 vai ser comum olhar para o lado e não ver ninguém na boleia?
Se depender do Google, no futuro cada um terá seu próprio motorista... Ou, bem, quase isso.

2. Construções que voam

Direto da Austrália, em meio a cangurus e coalas, vem surgindo uma nova tecnologia que promete revolucionar o fluxo aéreo. Um balão gigantesco, em formato de disco, foi projetado para transportar até 150 toneladas de uma vez só — para se ter uma ideia, o peso suportado seria capaz de mover mansões, hospitais, estátuas ou até uma centena de carros.
Inflado com hélio (mesmo composto usado em dirigíveis), o objeto tem 150 metros de circunferência trefega a até 83 km/h, com autonomia para cruzar até 2 mil km — o que equivale a mais ou menos uma viagem entre São Paulo e Salvador.

Com a evolução da tecnologia, poderia ser possível transportar edifícios, teatros e estruturas inteiras pelos céus, sem a necessidade de construir ou reconstruir nada — uma verdadeira maravilha para o show business e construção civil.
Outra aplicação interessante para o Skylifter seria na questão de ajuda humanitária. Hoje, um helicóptero consegue carregar 20 toneladas de suprimentos, 7,5 vezes menos do que o balão conseguirá comportar
.A diferença entre o protótipo australiano e os clássicos dirigíveis está justamente na forma como o disco consegue elevar os compartimentos. Através do guindaste e cordas externas, edificações ou reservatórios enormes podem ser alçados, mais ou menos da forma como acontece com um container em um caminhão.
A área de turismo é outra que deve se beneficiar. Sobrevoos na selva amazônica ou no safári africano a bordo de um hotel de luxo móvel com certeza seriam experiências desejadas por quem pudesse pagar por elas.
Detalhes da estrutura do Skylifter. (Fonte da imagem: Skylifter.com)

Entretanto, pelas expectativas, ainda não veremos os megainfláveis tão cedo. Os primeiros testes já foram realizados com miniaturas, e o Skylifter em tamanho integral deve estar pronto somente em 2013. Bem que um teste poderia ser realizado aqui no Brasil na abertura da Copa do Mundo em 2014, não é mesmo?

3. Telas estilo pergaminho

Se você acompanha o TecMundo, e Blog David-Invictus, sabe que esse tipo de tecnologia, apesar de ainda não ter chegado ao mercado, não é novidade (confira aqui, aqui e aqui). Depois da corrida pela tela mais fina, várias empresas vêm se empenhando em desenvolver telas flexíveis e mais resistentes.
Imagine quando você puder pegar uma TV de 32 polegadas, enrolá-la e colocá-la na mochila para levar até a casa de um amigo. Chegando lá, é só desenrolar, ligar e aproveitar. Provavelmente você também estará conectado à internet e terá canais de TV fechada sem precisar de cabos — mais prático impossível.
Isso será possível graças à tecnologia OLED, que consegue exibir imagens de alta qualidade em superfícies com apenas 0,1 mm de espessura. Claro que algo tão fino não poderia ser totalmente rígido. Por isso, as telas poderão ser dobradas e enroladas.
Tela enrolável. (Fonte da imagem: CharterWorld)

Como se pode esperar, os monitores desse tipo devem fazer parte de vários dispositivos, como smartphones, tablets e video games portáteis. No entanto, outra ideia que circula é a de combinar o conceito touchscreen com OLED para recriar páginas impressas — o que poderia sepultar, aos poucos, jornais e revistas.
Até 2020, é quase garantido que veremos displays animados em OLED estampando paredes, prédios, lojas, outdoors, veículos e onde mais a criatividade humana conseguir colocá-los.

4. Turismo espacial

O homem foi pela primeira vez ao espaço há mais de 50 anos. Naquela época, as projeções do futuro apontavam que até a virada do milênio existiriam bases na Lua e o ser humano estaria conquistando todo o espaço. Como você e eu sabemos, a história não foi bem assim.
Desde os anos 90, algumas pessoas comuns tiveram a oportunidade de ir ao espaço para contemplar a Terra enquanto estavam em órbita. Quer dizer, na verdade os psuedoastronautas nem eram tão “comuns” assim — o ticket de cada um custou ente US$ 20 e US$ 30 milhões.
Projeto de "espaçoporto". (Fonte da imagem: Virgin Galactic)

Quem pretende mudar essa realidade é o multiempresário Sir Richard Branson. O proprietário da Virgin Galactic foi responsável pelo primeiro voo comercial realizado no mundo, em 2004. Ao contrário do que acontece com os projetos da NASA, a nave da Virgin é mais simples e não tem seu lançamento feito a partir de uma plataforma.
A SpaceShipTwo levanta voo desligada, acoplada a um avião carregador. A dupla segue até uma altura de 15 km quando, subitamente, a nave se solta e cai. Depois de alguns segundos de queda livre, os propulsores são ligados e a SpaceShipTwo segue até uma altura de mais de 100 km do solo, entrando em subórbita.
Quando a nave deixa a atmosfera terrestre, seus motores são desligados, deixando os passageiros à vontade para aproveitar uma sensação de gravidade zero e contemplar a imensidão da Terra lá do alto.
Já estão sendo construídos locais especiais (“espaçoportos”) para pouso e decolagem espacial nos Estados Unidos, Dubai e Suécia. Enquanto isso, os 300 primeiros bilhetes para viajar através da SpaceShipTwo já foram pré-vendidos a US$ 200 mil — 1% do que a NASA cobrou em suas operações.

O próprio Branson acredita que, até 2020, com outras companhias operando voos desse tipo e o interesse maior do público, será possível a realização de viagens ao espaço pelo custo de US$ 20 mil. Nada exorbitante, quando se comparado ao preço atual e outros destinos terrenos.
Daqui a dez anos, talvez, a dúvida sobre o que fazer para comemorar a lua de nel poderá girar em torno de sete dias no Caribe ou uma viagem inesquecível ao espaço.

5. Edifícios de 1 km de altura

No começo de 2011, na cidade de Dubai, foi inaugurado o edifício Burj Khalifa. O gigante de 828 m de altura ganhou o posto de estrutura mais alta já construída pelo homem, ao mesmo tempo em que também impressionou pela rapidez com que foi erguido: apenas cinco anos.
Se faltou pouco para os árabes atingirem 1 km de altura com o seu monumento, isso não deverá ser problema para outros engenheiros nessa década.  Hoje, já existem mais de 20 prédios sendo construídos que excederão a barreira de 500 m de altura e quase uma dezena de projetos para edifícios que superarão os 1000 m.
Quem deve iniciar essa era é o Mubarak al-Kabir, que tem sua inauguração planejada para 2016. O colossal prédio será levantado no Kuwait em uma grande área de 250 km² e terá 1001 m de altura, em homenagem à lenda das mil e uma noites — se tudo ocorrer bem, o mundo ganhará um novo topo daqui a cinco anos.
Futuros maiores arranha-céus do mundo. Na foto não consta o Dubai City Tower. (Fonte da imagem: NextBigFuture)
Também em Dubai, está projetado um arranha-céu de fazer sombra ao Burj Khalifa. Em sua planta, o Dubai City Tower conta com a incrível estatura de 2,4 mil metros — é como se empilhássemos os quatro maiores prédios de hoje um em cima do outro.
O design, inspirado na Torre Eiffel, prevê 400 andares e elevadores que imitarão trens verticais, podendo chegar à velocidade máxima de 200 km/h. Junto a tudo isso, os arquitetos ainda têm a intenção de transformar a construção em sinônimo de sustentabilidade, garantindo que o suprimento de energia venha de fontes solares, termais e eólicas.
Outra edificação que deve literalmente cutucar o céu é o Kingdom Tower (anteriormente Mile High Tower), na Arábia Saudita. Com sua construção já autorizada pelo governo, ele deve ter uma milha de altura (1,6 km). A pretensiosa obra deve ficar pronta antes de 2020, enquanto a Dubai City Tower está prevista apenas para 2025. Pelo visto, o futuro vai ser vertiginoso.

6. Roupas invisíveis

Eis aqui uma tecnologia que, ao mesmo tempo em que é legal, também preocupa. O que fazer quando as pessoas e coisas conseguirem ficar invisíveis? Quando saber se você está sozinho? E se essa inovação cai nas mãos de ladrões e gente mal-intencionada?
A verdade é que, querendo ou não, as capas de invisibilidade podem sair do mundo de ficção de Harry Potter e fazer parte do nosso dia a dia daqui a alguns anos. Vários testes vêm sendo realizados por diferentes grupos de cientistas ao redor do mundo e os resultados têm sido bastante animadores.

Apesar das imagens do vídeo mostrarem um efeito de transparência, foram necessários vários aparatos (câmeras, projetores e computadores) para tornar a experiência possível — o que se vê realmente é uma distorção das imagens (o que também não deixa de ser um princípio da invisibilidade).
Ainda estamos engatinhando nesse quesito, mas os cientistas japoneses (da Universidade de Tóquio) e americanos (das universidades de Duke e Berkeley) garantem que uma boa evolução deve acontecer nos próximos dez anos, tornando possível o desenvolvimento de uma roupa invisível portátil e funcional.
Se isso de fato acontecer, também vamos precisar de cercas com radares e câmeras com detectores para proteger nossas residências.
...
E você, o que pensa de tudo isso? Preparado para as inovações desta década? Também sabe de algo novo que vai chegar para mudar totalmente nossas vidas? Conte para gente no espaço abaixo.

Este material está disponíve em: www.TecMundo.com.br

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Tecnologias inacreditáveis que já são realidade

Apresentamos uma série tecnologias surgidas na ficção que já fazem parte de nossas vidas, mesmo que não tenhamos consciência disso. 



Teletransporte, campos de força, ciborgues – obras de ficção são responsáveis por difundir muitas ideias que, infelizmente, parecem longe de se tornar realidade. Porém, como prova a história, muitas vezes é uma simples questão de tempo até que aquilo que se imaginou impossível comece a fazer parte de nossas vidas.
Podemos ainda não ter os carros voadores nem as máquinas de preparar comida a partir do nada, presentes em desenhos como “Os Jetsons”, mas muitas tecnologias que antes eram mera ficção já se tornaram rotineiras. Exemplo disso são os smartphones atuais, que não só reproduzem voz, como permitem a comunicação por vídeo com usuários localizados em qualquer parte do mundo.
Neste artigo reunimos algumas das tecnologias surgidas na ficção que, se já não estão disponíveis em larga escala, parecem muito próximas disso. Por questões de espaço, deixamos de fora algumas das invenções mais conhecidas (como o submarino), para nos focar naquelas que têm tudo para mudar a forma como interagimos com o mundo nos próximos anos.
Depois de ler a seleção feita, não deixe de acessar nossa seção de comentários para deixar sua opinião.

Teletransporte

Já imaginou não ter mais que se preocupar com horários, tampouco gastar longos períodos do dia em meio ao trânsito confuso de uma grande cidade? Não é à toa que a tecnologia do teletransporte é algo tão desejado – afinal, poucas coisas seriam mais convenientes que transpor grandes distâncias de forma instantânea.
Fonte da imagem: CBS
Embora ainda esteja longe o dia em que você vai poder acordar em São Paulo, almoçar em Paris e terminar a noite em uma boate de Tóquio, a tecnologia de teletransporte já é realidade. Em 2009, pesquisadores da Universidade de Maryland conseguiram transportar um átomo para uma cerca de um metro de distância do ponto inicial.
O feito pode não parecer impressionante, mas foi responsável por um grande avanço no campo da física quântica. Além de permitir no futuro o transporte de moléculas complexas e vírus, a tecnologia já demonstra seu potencial no campo da computação.
Em vez de usar cabos e fios para o transporte de informações, cientistas pretendem criar máquinas ainda mais poderosas e velozes que as atuais. Infelizmente, pesquisas indicam que deve demorar alguns anos até surgirem as primeiras máquinas operando a partir da computação quântica – clique aqui para conferir mais detalhes sobre a tecnologia. Quanto ao transporte imediato de pessoas, tudo indica que isso será algo que nunca passará de mera ficção.

Carros voadores

Como infelizmente parece que nunca será possível simplesmente se teletransportar para o trabalho, nada melhor para escapar do trânsito do que voar sobre ele. Carros voadores e jetpacks parecem ser a alternativa ideal para se locomover mais rapidamente, com o bônus de oferecer uma visão mais agradável da cidade.


Por módicos US$ 200 mil, qualquer pessoa pode adquirir uma unidade do Terrafugia, um veículo híbrido que reúne as melhores características de carros pessoais e aviões. Caso não disponha de tanto dinheiro, a opção é entrar para o exército e esperar que um dia sua unidade conte com ao menos um dos Humvees blindados desenvolvidos pela DARPA.
Fonte: Dvice
Porém, quem espera por um cenário mais próximo ao mostrado em desenhos como “Os Jetsons” ou filmes como “Minority Report” e “Eu, Robô”, vai ficar decepcionado. Não só o uso de carros voadores em grande quantidade aumentaria o risco de acidentes, como exigiram a construção de cidades totalmente novas. Afinal, não só os edifícios teriam de ser mais espaçados entre si, como seria necessário construir uma quantidade imensa de pistas de pouso.

Jetpacks

Uma opção mais viável parecem ser os jetpacks, uma espécie de mochila gigantesca acoplada às costas do usuário capaz de propulsioná-lo pelos ares. Mencionados pela primeira vez durante a década de 1920, a tecnologia teve os primeiros protótipos desenvolvidos nos anos 60 e está disponível em modelos das mais diversas fabricantes.

Quem tiver cerca de US$ 86 mil sobrando na conta pode investir na compra do Martin Jetpack, desenvolvido pela neozelandesa Martin Aircraft Company. Com autonomia de 30 minutos e paraquedas balístico incluso, o preço cobrado inclui as aulas de pilotagem necessárias para operar o aparelho.
Fonte da imagem: Divulgação/Martin Aircraft Company
Porém, o uso de jetpacks sofre com os mesmos obstáculos dos carros voadores – cidades pouco adequadas e grandes riscos de acidentes. Embora a FAA (Federal Aviation Administration) tenha planos para desenvolver rodovias elevadas nos Estados Unidos, deve demorar ao menos 10 anos até que o uso de máquinas voadoras em larga escala seja possível de forma segura.

Telepatia

Por mais adaptados que estejamos aos teclados atuais, o modo ideal de escrever um texto seria simplesmente sentar em frente à tela e começar a pensar. Além de evitar dores por causa de esforços repetitivos, esse processo iria aumentar significativamente a produtividade mundial – e, quem sabe, ajudá-lo a finalmente escrever aquele romance épico que sempre sonhou.
Ao menos se depender de invenções como a de Justin Williams, estudante da Universidade de Wisconsin, transformar pensamentos em textos não deve demorar. Usando um capacete com eletrodos, ele foi capaz de postar a seguinte mensagem no Twitter: “USING EGG TO SEND TWEET” (usando o egg para mandar um tweet). Pena que, no estágio atual, o ritmo de digitação é de somente 8 caracteres por minuto.

Ciborgues

Devido a um terrível acidente de trânsito, uma pessoa sofre ferimentos que obrigam os médicos a tomar medidas drásticas: amputar a mão. Porém, isso não significa que a pessoa vá ficar marcada pelo resto da vida – afinal, já está agendada uma cirurgia para a implantação de um membro mecânico com aparência e comportamentos idênticos à do original.
Embora cenários do tipo pareçam improváveis em longo prazo, pesquisadores da Universidade de Utah já mostraram que não são exatamente impossíveis. Um estudo de 2009 mostrou que eletrodos colocados na superfície do cérebro são capazes de controlar máquinas de forma precisa, em um processo considerado pouco invasivo quando comparados a outras técnicas.
Segundo Bradley Greger, professor assistente de bioengenharia e coautor do estudo, os avanços obtidos permitem se comunicar com áreas sensíveis do cérebro, como aquelas que controlam a fala, memoria e funções cognitivas. Espera-se que, em alguns anos, isso signifique o desenvolvimento de próteses mais eficientes e interfaces de comunicação que facilitem a vida de quem perdeu a fala.
Com isso, não parece mais tão distante o dia em que militares vão desenvolver supersoldados com partes inorgânicas. Ou, se você prefere um cenário menos agressivo, a tecnologia pode ajudar muita gente a voltar a ter uma vida normal, sem depender de ajuda para realizar nenhuma tarefa.

Adamantium

Mesmo quem não é fã de quadrinhos conhece o mutante baixinho e invocado conhecido como Wolverine. Além de um fator de cura que o torna praticamente invulnerável e imortal, o canadense é conhecido pelo conjunto de garras capazes de rasgar qualquer coisa – também pudera, todos seus ossos são revestidos de adamantium, um metal inquebrável e que permanece afiado para sempre.
Fonte da imagem: Marvel
Através de um processo conhecido como nanolaminação, a empresa norte-americana Modumetal foi capaz de desenvolver um metal com propriedades semelhantes. Através de um processo eletroquímico que rearranja os átomos, a companhia foi capaz de desenvolver um produto mais resistente, livre de corrosão e praticamente indestrutível.
Porém, mais do que revestir ossos, a invenção deve interessar mesmo aos governos. Afinal, construções com tais propriedades não só seriam mais duradouras, como poupariam milhões de dólares em manutenção, compensando em muito a elevação no preço das construções.

Escravos em escala nanométrica

Há tempos a nanotecnologia já faz parte de nosso dia a dia. E não é preciso ir muito longe para ver a aplicação prática que a técnica possui: provavelmente o processador de seu computador e o monitor que exibe este texto possuem algum tipo de nanotecnologia em sua construção, seja para aumento de desempenho ou diminuição do tamanho final do produto - clique aqui para conferir 11 fatos curiosos sobre a tecnologia.
Porém, por mais avanço que a área tenha visto nos últimos anos, o cenário não é exatamente aquele visto na ficção. Em vez de termos robôs inteligentes capazes de se reproduzir infinitamente, ainda são necessários laboratórios especializados e o uso de mecanismos delicados para criar objetos em escala nanométrica.
Fonte da imagem: io9
Tudo isso tende a mudar nos próximos anos, ao menos se depender de uma pesquisa publicada em maio de 2010 na revista científica Nature. Nela, cientistas descrevem o processo de criação de uma verdadeira linha de montagem em escala manométrica em que, a partir de partículas de DNA, são criadas novas máquinas de forma totalmente autônoma.
Atualmente, a técnica só é capaz de construir robôs responsáveis por reunir partículas de ouro em oito formatos diferentes. Porém, a pesquisa abre precedentes importantes, e não é exagero imaginar uma verdadeira explosão de nanomáquinas sendo empregadas nas mais diferentes indústrias.
Além de diminuir os custos de produção e aumentar a segurança de trabalhos, o uso de máquinas nanométricas que se reproduzem automaticamente também pode representar avanços para a medicina. Embora ainda pareça algo restrito a um futuro distante, fica mais fácil imaginar o dia em que pequenas máquinas vão percorrer nossos corpos e nos livrar imediatamente de doenças perigosas como a AIDS e o câncer – ou simplesmente eliminar de vez as gordurinhas que acumulamos diariamente.

Campos de força

Embora ainda esteja longe o dia em que poderemos contar com uma aura de proteção digna dos melhores episódios de Star Trek, a Boeing já desenvolveu tecnologias que podem ser consideradas como uma espécie de campo de força. A diferença é que, em vez de assumir a posição defensiva da ficção científica, a tecnologia da vida real foi desenvolvida para o ataque.
Fonte da imagem: Boeing
Batizada com o sugestivo nome MATRIX, a tecnologia se trata de um laser altamente concretado capaz de detectar e atacar qualquer objeto que se aproxime. O que realmente impressiona é o tamanho relativamente pequeno dos aparelhos que tornam isso capaz, podendo ser carregados sem problemas por um grupo pequeno de soldados.
Contando com o financiamento da Força Aérea Norte-Americana, não é de se espantar se a Boeing consiga desenvolver nos próximos anos unidades de uso pessoal para cada soldado. Embora seja totalmente invisível e silenciosa quando comparada com os campos de força da ficção, a tecnologia cumpre o mesmo papel: proteger o usuário de qualquer coisa que se aproxime.

Somente uma pequena amostra

As tecnologias mostradas neste artigo são somente alguns exemplos de como a ficção científica se torna, a cada dia, mais próxima da realidade. A velocidade com que acontecem os avanços científicos atuais é tão grande que não será exatamente surpreendente se muitos dos exemplos citados sofrerem diversas mudanças nos próximos anos.
E você, o que pensa destas tecnologias surgidas na imaginação que a cada dia se tornam mais próximas de fazer parte do cotidiano? Acredita que tudo isso vai ajudar a vida humana ou vai criar mais problemas do que soluções? Não deixe de registrar sua opinião em nossa seção de comentários.

Este material está disponível em: www.TecMundo.com.br