sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O novo Supersimples contra a crise econômica mundial

Desde que foi instituído pela Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, o Simples Nacional ou Supersimples, criado com base na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, surgiu para unificar a cobrança de alguns impostos federais, estaduais e municipais em um só sistema

Por Mario Felipe Filho, www.administradores.com.br

Sancionada pela presidente Dilma Rousseff a nova lei que amplia os limites do Simples Nacional. O limite de enquadramento no regime simplificado de tributação subirá de R$ 240 mil para R$ 360 mil para as microempresas e de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões para as pequenas empresas, trouxe mais uma melhoria para os empreendedores inseridos nesse regime de tributação.

Desde que foi instituído pela Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, o Simples Nacional ou Supersimples, criado com base na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa surgiu para unificar a cobrança de alguns impostos federais, estaduais e municipais em um só sistema.

A praticidade de cobrança de oito impostos todos em uma mesma data e boleto trouxe comentários positivos dos empreendedores acostumados a dividir o pagamento desses tributos ao longo dos meses e dias.

Contudo toda lei ou sistema tributário tem arestas a serem aparadas para que ela se adapte melhor aos que participam dela e também ao cenário da economia nacional e mundial.

Dentro do contexto da discussão em que a Supersimples era envolvido, o principal ponto tocado por especialistas, empresários e governantes foi à ampliação nos limites de participação de micro e pequenas empresas no regime de tributação.

Meses se passaram debatendo a regulação correta a ser aplicada, com frentes políticas apoiando e pressionando por um novo enquadramento que se beneficia um número ainda maior de micro empreendedores trazendo mais estímulos para o crescimento econômico e social no país.

Passada a expectativa na sanção da lei, o novo limite de enquadro pode ser comemorado por micro e pequenos empresários, principalmente em um país onde a tributação foi e é uma barreira para o crescimento e devida legalização das empresas de pequeno porte.

Dentro do pacote de novas medidas sancionadas pela presidente Dilma Rousseff há estímulos também para as micro empresas exportadoras, que terão sua receita bruta anual duplicada, dando fortalecimento ao crescimento e inserção no mercado internacional.

Na cerimônia de sanção da lei a presidenta destacou em seu discurso a importância das regulações no Supersimples para que a economia continue aquecida e fortalecida para combater a crise mundial.

"Damos hoje uma demonstração de que estamos preocupados com a economia real do país, com aquilo que gera riqueza para esse país e com o que vai assegurar que tenhamos todas as condições [para crescer e enfrentar a crise]. Porque depende de nós ter uma atitude em relação a essa turbulência internacional, uma atitude de sobriedade. Temos que continuar investindo, consumindo, o governo fazendo projetos de infraestrutura e o microempreendedor continuar produzindo".

As novas medidas ficaram muito aquém do esperado e não irão aglutinar outras atividades, principalmente de prestação de serviços profissionais. Os novos valores não representarão efetivamente uma ampliação, mas tão somente uma atualização, deixando de fora uma enorme gama de medias empresas, que poderiam estar empregando mais e burlando menos.

Mario Felipe Filho é diretor da Rede Nacional de Contabilidade

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Energia eólica coloca o Brasil pela primeira vez entre os 10 países mais atrativos para investimentos em fontes renováveis

O relatório afirma que o terceiro trimestre de 2011 foi um bom momento para desenvolvedores da energia eólica no Brasil, com a realização de quatro leilões que forneceram oportunidades para remodelar o mercado de energético do país


O Brasil entrou, pela primeira vez, par ao ranking dos dez países mais atrativos para receber investimentos em energias renováveis. A constatação é do Renewable energy country attractiveness indices, lista trimestral elaborada pela Ernst & Young. Segundo a consultoria, o país ocupa agora a 10ª posição – uma acima da registrada no trimestre anterior e oito acima na comparação com o terceiro trimestre de 2010.

A melhora da posição brasileira deve-se, sobretudo, à energia eólica. O relatório – que fornece scores em 40 países para mercados nacionais de energias renováveis, infraestrutura e sua adequação para tecnologias individuais – afirma que o terceiro trimestre de 2011 foi um bom momento para desenvolvedores desse modelo no Brasil, com a realização de quatro leilões que forneceram oportunidades para remodelar o mercado de energético do país. A energia eólica chamou a atenção porque, pela primeira vez, seu preço caiu abaixo do da eletricidade gerada pelo gás natural.

"O ranking mostra o amadurecimento do segmento eólico dentro da matriz energética brasileira", avalia Luiz Claudio Campos, sócio de Transações da Ernst & Young Terco. "Há exatamente um ano, o Brasil estava na 18ª posição no ranking. Em um futuro próximo, o País pode ocupar uma posição de ainda mais destaque, provavelmente devido ao setor eólico."

Os recentes leilões provaram que, por aqui, gás natural e energia eólica podem competir diretamente no mercado. Analistas de mercado sugerem diversas razões para o bom resultado do País, incluindo a recente chegada de fornecedores chineses de equipamentos, o que pode levar fornecedores locais a reduzirem seus preços para continuar competitivos. O baixo custo alcançado nos leilões também pode ser o resultado de um número crescente de fabricantes de turbinas no Brasil.
A melhora da posição brasileira deve-se, sobretudo, à energia eólica (Imagem: Thinkstock)
"Além disso, a desaceleração econômica causou a paralisação de diversos projetos na Europa, o que pode ter movido investidores para outros mercados com potencial de crescimento, como o Brasil", afirma o sócio da Ernst & Young Terco.

Outros mercados

Enquanto os países desenvolvidos continuam focados em cortar custos e com problemas de dívida, países emergentes – e sua insaciável busca por energia – aparecem como a força por trás dos investimentos em energias renováveis.

A balança de poder está claramente mudando, com o Leste Europeu, o Oriente Médio, o Norte da África, o Sudeste da Ásia e a América Latina agora representando o futuro para a energia renovável, enquanto a indústria se adapta a um mundo em transformação. Países como Argentina, Hungria, Israel, Tunísia e Ucrânia aparecendo pela primeira vez nos índices, com todos compartilhando uma necessidade por mais energia renovável.

"A maturidade dos mercados de energia renovável na Europa Ocidental e nos EUA sofreram um golpe com a redução dos incentivos do governo, acesso restrito a capital e competição crescente de outros países", diz Luiz Claudio Campos. "Ao mesmo tempo estamos vendo um forte apoio para energias renováveis em países emergentes. Esses mercados, com uma crescente demanda por energia, estão aproveitando a oportunidade para garantir um futuro com baixa emissão de carbono e eficiência de recursos. Nos últimos dois anos, 15 países emergentes foram adicionados ao ranking da Ernst & Young", completa.

A China continua no topo do ranking geral. No entanto, o potencial de crescimento anterior diminuiu, e um processo rígido de aprovação de novos projetos de energia eólica está gerando um excesso de oferta de turbinas e fabricantes estão procurando agora por novos mercados para exportar.

Os EUA também caíram um ponto devido à expiração do programa nacional de garantia de crédito e à continuada incerteza a respeito do futuro do programa de subvenções do Tesouro e créditos fiscais de produção. Também houve uma queda na confiança do investidor no setor solar após a falência de três grandes fabricantes. Os EUA estão agora quatro pontos atrás da China e apenas um ponto à frente da Alemanha. No Reino Unido, a confiança do investidor sofreu um golpe com a forte queda nas taxas da chamada feed-in-tariff (FIT).
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5 dicas para fazer o seu negócio bombar na web

Uma boa estratégia de marketing em plataformas como Facebook e Twitter gera ainda mais oportunidades para empresas

Por Mayara Emmily, www.administradores.com.br

As redes sociais, inicialmente utilizadas apenas por usuários e voltadas para o entretenimento ou discussões, atualmente são ferramentas fundamentais para o empresário que quer dar visibilidade e fazer com que seu negócio cresça. É nas redes que uma empresa interage com o consumidor rapidamente, "ouvindo" elogios ou queixas em primeira mão e, assim, adquirindo parâmetros para melhorar ou manter o padrão de um produto.

Por isso mesmo, as redes sociais são um meio muito mais eficiente que os velhos "Fale conosco", que não acompanham a rapidez das informações e das interações na internet. Assim, muitas empresas já passam a utilizar as redes, fato que há algum tempo deixou de ser tendência. "As redes são um veículo poderosíssimo de comunicação das empresas. O consumidor tem nas redes a forma mais rápida para se comunicar", diz Ivan Martinho, diretor da Bookstore Media.

A troca entre consumidor e empresa se tornou muito mais satisfatória e dinâmica para ambos e esse é um dos motivos para os empresários investirem fortemente nestas mídias, que são várias. Apesar disso, não é escolhendo aletoriamente as redes em que vai se atuar que se consegue bons retornos. É preciso conhecer o universo de cada empresa, gestor e público alvo, o que é uma premissa para o desenvolvimento de projetos para redes sociais, de acordo com Marcelo Abdo, CEO da agênciapic. "Não adianta oferecer uma determinada rede a uma empresa, sem antes entender qual é o seu público, onde este público está e o que ele quer consumir", afirmou.

Uma boa estratégia de marketing em plataformas como Facebook e Twitter gera ainda mais oportunidades para empresas (Imagem: Thinkstock)
As redes mais populares entre as empresas

No Brasil, as redes sociais mais populares entre organizações e usuários são Facebook, LinkedIn, YouTube, Twitter e o Orkut, de acordo com Fernando Neves, diretor da Ketchum Digital no Brasil. Já em escala mundial, ele afirma existirem cerca de 30 redes sociais que recebem de um milhão de visitas diárias. No entanto, é preciso haver atenção em relação à utilização dessas ferramentas. "As empresas precisam analisar em qual das redes sociais os seus consumidores estão e a melhor forma de engajá-los nos assuntos de interesse", ressaltou.

Um exemplo é o do Hotel Urbano, que tem mais força no Twitter (com 8 mil seguidores) e, principalmente, no Facebook (onde conta com mais de 1 milhão de fãs), de acordo com Roberta Oliveira, diretora de marketing da empresa. "No Facebook a resposta é mais imediata. A vantagem do twitter é que o seu usuário é formador de opinião", comparou Roberta.

Mas existem outras redes que são populares em grupos mais segmentados. Eduardo Shuto, gerente geral da Ananke - empresa especializada em hosting gerenciado de alta disponibilidade para campanhas de marketing digital -, afirma que têm uma grande força redes "como blogs, LinkedIn e Reddit (fórum) que também podem ser relevantes dependendo do segmento", explicou.

5 passos para fazer com que sua empresa faça sucesso nas redes
Apesar de ser fundamental saber que para cada empresa existe uma rede social mais indicada, ainda é preciso saber como utilizar essa ferramenta de maneira correta para que não traga, ao invés de soluções, dores de cabeça. Cláudio Coelho, presidente da Associação Paulista das Agências Digitais (Apadi), sugere 5 passos para quem quer elaborar uma estratégia linear e de fluxo constante, fundamental nas redes sociais.

1º- Pensar: o primeiro passo é entender que as redes sociais são mais um canal de comunicação assim como os tradicionais mas, por serem um meio público e instantâneo, nessas plataformas as informações devem ser dinâmicas e as respostas rápidas. Qualquer demora pode gerar uma crise. O ideal é que nesta fase participe alguém que conheça profundamente a empresa e alguém que entenda a linguagem das redes sociais;

2º- Planejar: é a lição de casa. Os canais devem falar a mesma língua, com linguagens diferentes adequadas a cada público. O público web é curioso, está acostumado a procurar tudo sobre algo que lhe interessa , e conferir em canais independentes se o que a empresa comunica condiz com qualidade do serviço prestado e do produto entregue. O planejamento vai nortear o resto do processo;

3º- Executar: o responsável por postar deve possuir familiaridade com as redes sociais, conhecer as ofertas e ter suporte dos profissionais da empresa. É importante ter cautela na seleção deste profissional/empresa porque é ele que transmitirá a palavra oficial da corporação na rede. De qualquer forma, todo o fluxo deve ser pensado de maneira que não perca a velocidade;

4º- Monitorar: toda ação deve ser monitorada para saber o retorno que proporciona. A vantagem da internet perante as outras mídias é a possibilidade de testar a eficiência antes. O monitoramento é o termômetro que vai direcionar investimentos e ajudar a definir os próximos passos;

5º- Avaliar: saber ler os números é fundamental. Um grande número de seguidores no Twitter ou fãs no Facebook ou integrantes na comunidade do Orkut não são garantia de sucesso da ação. Os resultados práticos vem com a priorização das vendas e do ganho do valor de marca.

Cláudio Coelho ainda cita cases como da Fiat, que criou o modelo de carro Mio a partir das opiniões dos usuários da web, e do Bradesco que recebeu em seu SAC online uma reclamação em forma de poema e respondeu também em poema no mesmo dia. Neste último caso, Coelho afirma que a atitude do banco foi correta e ele acabou saindo na frente de empresas que não são rápidas para responder aos seus clientes.

É por isso que as empresas devem estar atentas. Atitudes como fazer um perfil em uma rede sem pensar em uma estratégia, ou ainda subestimar os efeitos que uma reclamação (ou o contrário) pode ter nesta plataforma, não dando um constante feedback ao usuário, podem causar sérios problemas a uma organização, como a queda na sua popularidade e até na sua reputação.

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