quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Senado vota nesta quarta mínimo de R$ 545,00


Valor foi aprovado na semana passada pelo deputados federais; parlamentares querem valor fixado em R$ 560


Agência Brasil

Nelson Barbosa em reunião com líderes no Senado
(Foto: Agência Brasil)
As lideranças políticas do governo votarão nesta quarta-feira, no plenário do Senado, a proposta de reajuste do salário mínimo para R$ 545, conforme aprovou a Câmara dos Deputados, na semana passada. Para evitar surpresas, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, fez ampla explanação para os senadores, na tarde de terça-feira, para justificar o reajuste aprovado pelos deputados. Se nenhuma mudança for feita no texto original, a proposta será enviada para sanção da presidente Dilma Rousseff.
A exemplo do discurso feito para os deputados, Barbosa disse que aprovar um valor acima de R$ 545, como defendem as centrais sindicais e os partidos de oposição, “causaria dificuldades orçamentárias e insegurança fiscal”, além de incongruência com a determinação de corte de R$ 50 bilhões no Orçamento deste ano. Como exemplo, ele disse que um salário de R$ 560 como querem alguns parlamentares custaria R$ 3,5 bilhões a mais para os cofres da União.

O secretário centrou sua fala na evolução que o salário mínimo teve nos dois últimos governos, sob o guarda-chuva do Plano Real. Ele mostrou que o salário mínimo cresceu 44,7% nos oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso, e aumentou 57,3% nos oito anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. “É uma política consistente de recuperação salarial, principalmente de 2006 para cá, que é referência mundial de inclusão social, mesmo no período recente de crise”.
A exposição de Nelson Barbosa ganhou reforço com a participação do ministro de Assuntos Institucionais, Luiz Sérgio, que fez o contraponto político com cerca de 20 senadores da base do governo, que se revezavam na acanhada sala da Comissão de Educação do Senado.
O ministro falou da necessidade de o Congresso Nacional reafirmar a política de recuperação salarial, expressa no acordo com as centrais sindicais, de conceder a inflação do ano anterior mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. “Essa é uma regra que veio para ficar”, segundo ele, “e precisamos reafirmá-la como instrumento de recuperação do salário mínimo, consistente com as taxas de inflação”.

Este material está disponível em www.Rac.com.br/Noticias

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Oprah dá US$ 250 mil para pais de sêxtuplos nos EUA


Apresentadora os levou a seu programa depois de ver foto no Facebook.
Presente inclui também uma lua-de-mel para o casal em Las Vegas.


Do G1, em São Paulo

Fotos dos sêxtuplos com seus pais no site oficial do programa de Oprah Winfrey (Foto: Reprodução/oprah.com)Foto dos sêxtuplos com seus pais no site oficial do programa de Oprah Winfrey
(Foto: Reprodução/oprah.com)

A apresentadora Oprah Winfrey presenteou nesta segunda (21), em seu programa, o casal Rozonno e Mia McGhee, pais de gêmeos sêxtuplos nascidos nos Estados Unidos. Oprah lhes deu um crédito de US$ 250 mil em compras na rede Wal-Mart e lua-de-mel em Las Vegas.
A viagem inclui passagens aéreas, hospedagem em um hotel de luxo na cidade e ingressos para assistir ao novo show da cantora canadense Celine Dion. Celine também participou do programa e se comoveu com a história dos gêmeos.

Os sêxtuplos de oito meses se tornaram um hit na web depois de sua mãe ter postado uma foto no Facebook. Segundo o casal, eles gastam cerca de 50 fraldas por dia. Em viagem de dois dias a Chicago, levaram 150 delas.
Este material está disponível em www.G1.Globo.com/Pop-Arte

Indústria está preocupada com compra da Quattor pela Braskem

Com a operação, a Braskem torna-se detentora de praticamente 100% do mercado de resinas brasileiro


Célia Froufe, da Agência Estado

BRASÍLIA - O tema mais importante da próxima sessão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) será a compra do Quattor pela Braskem. Com a operação, a Braskem torna-se detentora de praticamente 100% do mercado de resinas brasileiro, o que tem preocupado a indústria de transformação de plásticos, que já alega sofrer pressão atualmente pelo grande porte da empresa no mercado doméstico. O argumento da Braskem é de que o setor precisa ser avaliado no âmbito internacional. Por isso, a sua necessidade de crescer para não ser engolida por outras empresas do setor no exterior.
O ato de concentração não agrada a toda cadeia produtiva. O advogado contratado pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Ricardo Inglez de Souza, por exemplo, teve hoje reunião com o relator do processo, Vinícius Carvalho, para expor mais detalhadamente os argumentos do setor. Ele explicou que não é contra a operação, mas gostaria que o Cade aproveitasse a oportunidade para ampliar a rivalidade no setor. A Abiplast representa 11,6 mil empresas.
"A operação pode trazer eficiências - como redução de custos, aumento de escala, maior poder de barganha. Não nego os benefícios da operação, mas nossos pedidos não comprometem essas eficiências", disse Inglez à Agência Estado. "A Abiplast não se opõe à aprovação do caso Quattor/Braskem, o que ela quer é aumentar o grau de rivalidade do produto internacional, retirando as proteções solicitadas ou concedidas pela Braskem", continuou.
Há uma discussão sobre se o negócio tem impactos domésticos ou internacionais. As empresas alegam que a necessidade da operação se dá por conta da concorrência externa. As empresas da chamada "segunda geração", no entanto, estão preocupadas com o monopólio na oferta de resinas termoplásticas. Por isso, solicitam que algumas medidas acompanhem a decisão do órgão antitruste.
Entre elas estão a retirada dos direitos antidumpings, a redução de imposto de importação e que a Braskem pare de comprar resina importada. Inglez observa que essas medidas não necessariamente aumentarão o volume das importações. Até porque, segundo ele, grande parte das empresas representadas pela Abiplast é de pequeno ou médio porte e têm dificuldade de acessar o mercado internacional individualmente. Se atuarem em conjunto, podem infringir alguma lei, como a formação de cartel.
A principal intenção é reduzir os preços da resina praticados no mercado doméstico, tornando-os mais compatíveis com os vistos lá fora. Além de alegarem a possibilidade de acelerar o processo de desindustrialização do setor no País, os advogados que querem atenuantes para a aprovação, lembram que materiais plásticos estão presentes em vários setores da atividade brasileira.
"Isso sem contar que 70% das embalagens dos produtos do Bolsa Família são plásticas e que a construção civil também tem contado cada vez mais com esse tipo de material", considerou. "Não se trata de um caso trivial. É aumento de custo na veia na classe C e D. Alguém vai pagar essa conta e não vai ser só o transformador do plástico", previu.
Os advogados da Braskem alegam que os preços praticados hoje já têm base internacional, onde a petroquímica possui uma participação ainda pequena - de cerca de 5%. Por isso, eles trabalham para que o caso seja aprovado sem restrições.
Este material está disponível em www.Economia.Estadao.com.br/Noticias