quarta-feira, 30 de março de 2011

Dell e HP criticam estratégia da Apple e duvidam do sucesso do iPad em negócios

Por Silvio Sousa Cabral

Na mente dos usuários comuns, o interesse do iPad como tablet está bem claro — não é à toa que o lançamento da sua segunda geração foi um sucesso nos primeiros 26 países onde ela já entrou. Entretanto, ainda está sendo difícil para a Apple convencer empresas de que um dos seus principais gadgets pode oferecer enormes ganhos no ambiente corporativo, mesmo afirmando que existem alguns projetos ambiciosos com ele na maioria das 100 maiores multinacionais.
Entretanto, fora do contexto das empresas ricas do mundo, alguns duvidam da capacidade da Apple de se tornar bem-sucedida nas empresas com o iPad. Para Andy Lark, chefe de marketing da Dell (que pretende competir com ela no segmento), não são produtos totalmente proprietários como ele que ganharão força no mercado corporativo, sem falar que a estratégia da Maçã pode ser considerada mais cara em função da necessidade de acessórios para a tablet.
“Um iPad com teclado, mouse e uma case significa que você deverá arcar com US$1.500, US$1.600”, disse Lark, que certamente não fez as contas direito — uma projeção feita pelo AppleInsider sugere que os três acessórios custariam menos de US$250, enquanto própria tablet sai por no máximo US$830 (nos Estados Unidos). Por outro lado, é fato que algumas empresas darão preferência a aparelhos adaptados aos sistemas que já possuem em funcionamento, de forma que a Dell poderá fazer algum sucesso no futuro oferecendo tablets baseadas no Android e no Windows 7.
Já a HP acredita que a Apple perderá a chance de ficar ao lado das empresas devido à falta de uma política uniforme para atendê-las. De acordo com Stephen DeWitt, executivo da empresa em relações empresariais, o relacionamento da Maçã com parceiros é “completamente transacional”, sem esperanças de fidelidade. “A Apple não possui uma filosofia inclusiva de recursos para parceiros, e isso é um absurdo”, disse DeWitt.
Esses fatores aparentam ser pouco importantes, mas é normal que corporações deem o devido valor a eles na tomada de decisões — o que é normal; afinal de contas, é necessário justificar cada investimento em equipamentos com o devido retorno, na estratégia de qualquer um. Mas há de se questionar quem acredita que o problema da Apple com pequenas e médias empresas está no iPad em si: pode ser que a sua estratégia esteja mesmo errada, mas é uma questão de tempo até que isso fique de fato evidente.
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TiltPad transforma o seu iPhone num controle para jogos sensível a movimentos

Por: Rafael Fischmann

Recentemente o site MacMagazine falou sobre o Joypad, e parece que apps do tipo estão na moda, na App Store: o mais novo deles é o TiltPad, da Appnea.
A ideia é muito parecida: transformar o iPhone num controle para jogos sensível a movimentos, graças aos diversos sensores presentes no aparelho e à sua conectividade Wi-Fi.
O TiltPad possui um app “servidor” para Mac OS X que permite ao usuário mapear e configurar os comandos da forma que melhor lhe convier. Assim, ele promete funcionar com praticamente todo tipo de game.
A má notícia, para brasileiros, é que o TiltPad foi colocado na App Store [~600KB] dentro da categoria Games — ou seja, ele está indisponível no nosso país. O aplicativo custa US$2 e requer o iOS 4.0 ou superior.
[via Gizmodo]
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São Paulo F.C. faz festa para Luis Fabiano, O FABULOSO


Rival é muito lembrado na apresentação do atacante no Morumbi, com mais de 45 mil pessoas. Fogos, música e entrada triunfal marcam o evento


Por: Julyana Travaglia, Cássio Barco e Sergio GandolphiSão Paulo


luis fabiano são paulo apresentação morumbi (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Luis Fabiano cumprimenta a torcida em sua apresentação no Morumbi (Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Quando as luzes do Morumbi se apagaram, às 19h13m desta terça-feira, a torcida tricolor não se conteve nas arquibancadas. Estava próximo o momento do reencontro. Depois de sete temporadas na Europa, Luis Fabiano vestiria novamente a camisa do São Paulo. E com direito a uma grande festa e provocações ao arquirrival Corinthians. Mais de 45 mil pessoas, segundo a organização do evento, estiveram presentes.
- Estou feliz por estar aqui para receber o Luis Fabiano. Na verdade, queria estar aí com vocês para gritar o 100º gol do Rogério Ceni, justo em cima deles - disse o apresentador César Filho, antes de puxar um grito em homenagem ao goleiro-artilheiro recheado de palavrões, para delírio dos torcedores.
Max BO e Jairzinho se apresentaram antes do momento máximo, com músicas referentes ao goleiro Rogério Ceni e ao festejado atacante, sem causar muito entusiasmo na torcida. O grupo de reggae Planta e Raiz, que cantou com as luzes do Morumbi apagadas, animou mais o público. Mas nada se comparou à apresentação de Andreas Kisser, que puxou o hino tricolor ao som de sua guitarra e foi acompanhado pelas arquibancadas.
  Com uma música da banda australiana AC/DC, às 19h30m, e iluminado somente por tochas de fogos, Luis Fabiano pisou novamente no Morumbi, onde foi recebido pelo goleiro Rogério Ceni no meio do gramado. Foi a senha para os gritos de “o Fabuloso voltou”. Em disparada, os dois partiram para o escudo do São Paulo, que fica em uma das laterais do gramado, e o beijaram.
 - Que noite única! Que registra a grandeza do futebol e registra a grandeza do São Paulo. Marca uma data histórica no futebol nacional, até mundial, na apresentação de um atleta que reingressa nas cores tricolores. Será um fato absolutamente marcante não só no Morumbi, mas além das fronteiras do país. Dizia, Rogério Ceni, que quando fizesse 100 gols, comentava aos pares, o que vai ficar marcado não será a vitória, ainda que o adversário tenha sido quem foi. O que vai marcar definitivamente é o ato maiúsculo de um atleta que foi contratado para jogar com as mãos e faz 100 gols com os pés. Dizia ao Rogério, vamos lá, vamos recepcionar o Luis Fabiano. Ele teria de estar no Recife (onde o time joga nesta quarta pela Copa do Brasil diante do Santa Cruz), mas vai estar esta noite. Luis dizia que queria voltar e eu falei que não, que cumprisse seu contrato. Mas ele insistia que estava triste. E aqui está Luis Fabiano. Esta homenagem que ele presta é uma coisa consagradora - discursou o presidente são-paulino Juvenal Juvêncio.
 Quando recebeu o microfone das mãos do presidente, Luis Fabiano puxou um canto em homenagem a Rogério Ceni, que começa com um palavrão. E logo teve a companhia da torcida, que reforçou o coro:
 - PQP! É o melhor goleiro do Brasil!
 Depois de inflamar o torcedor, o atacante falou como jogador tricolor. Inquieto e sorridente, ressaltou o quanto estava impressionado com a recepção em grandes proporções.


 -É uma emoção muito grande estar aqui, é um sonho. Quando fui vendido para o Porto, dei uma entrevista chorando e disse que voltaria porque aqui é a minha casa. Estou realizando isso. Desde o aeroporto (no domingo) recebi o carinho do torcedor na rua, e espero corresponder a tudo isso com dedicação e gols. Agradeço isso, vai ficar marcado para sempre. Agora é só alegria! - disse o atacante são-paulino.
 Em seguida, Rogério Ceni, o outro homenageado da noite, falou já como um certo tom de presidente. E não deixou de cutucar o Corinthians e o fato de o rival não ter estádio.
 - Fico feliz pelo Luis estar voltando, mais feliz ainda por nunca ter deixado vocês, que amo de coração. Tenho hoje aqui as duas coisas mais importantes, minha família e vocês, que são o grande fato de tudo isso existir. Hoje vocês são os maiores. O fato que acontece aqui hoje jamais acontecerá novamente, primeiro porque temos casa para que isso aconteça, um lugar para receber a imensa nação. Obrigado por tudo - disse o capitão, que recebeu uma placa cravada em uma guitarra como homenagem pelo gol 100.
 A provocação ao rival rendeu mais um canto da torcida; uma sátira a uma das músicas cantadas pelos próprios torcedores do Corinthians.
 - Galinha... Galhinha sem historia, galinha sem estádio, freguês do tricolor...
 No fim, o hino puxado por Nando Reis e um entusiasmado Rogério Ceni fecharam a festa. Mas não as provocações ao Alvinegro“Libertadores o Corinthians nunca viu”, diziam os torcedores. 

Apresentação Luis Fabiano (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Rogério Ceni como mestre de cerimônia da chegada de Luis Fabiano (Marcos Ribolli / Globoesporte.com
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#Matéria original alterada