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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Banda larga ganha um novo assinante por segundo, diz Telebrasil


Acessos a internet de alta velocidade passaram de 53 milhões em outubro

Do R7

móvel celular
ThinkStock
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A quantidade de assinantes de banda larga no Brasil chegou a 53,9 milhões em outubro deste ano, com ritmo de crescimento de mais de um novo acesso por segundo, de acordo com dados da Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações). Somente em outubro, foram 3,2 milhões de novos assinantes de banda larga fixa ou móvel. Esse mês teve 2,67 milhões de segundos. Cruzando os dados chega-se a uma razão de cerca de 1,2 novo assinante por segundo.

Desde janeiro deste ano foram 19,5 milhões de novos usuários, um crescimento de 64% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2010, o total foi de 11,9 milhões de novos clientes.

O crescimento foi puxado pela banda larga móvel, que já tem o dobro de acessos que a banda larga fixa. Dos 53,9 milhões de acessos à banda larga, 16,3 milhões são de conexões fixas e 37,6 milhões em móvel (3G).

Há mais de três prestadoras de serviços de banda larga móvel em 50,5% das cidades brasileiras, onde vivem 96,4 milhões de pessoas, segundo a Telebrasil.

Censo

Os dados da Telebrasil reafirmam o crescimento da tecnologia no Brasil. Dados do Censo divulgados recentementeo apontam que o número de domicílios com computador mais que triplicou no Brasil nos últimos dez anos.

Outra pesquisa, da Fecomércio-RJ, indicou que o percentual de brasileiros conectados à internet aumentou de 27% para 48% entre 2007 e 2011.
Este material está disponível em www.Noticias.R7.com/Tecnologia-e-Ciencia.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Intel investe para massificar banda larga pré-paga no Brasil

A ideia da fabricante é replicar modelos já utilizados em países como Índia, Turquia e Paquistão, revela John Davies, diretor geral do programa Intel World Ahead.

Em entrevista exclusiva ao portal Convergência Digital, o executivo se mostrou um entusiasta do potencial do mercado brasileiro para o consumo de PCs e de Internet.
Interessada em ampliar o consumo de PCs e dispositivos no Brasil, a Intel negocia com o governo, operadoras e fabricantes de modems e microcomputadores um acordo inédito para ampliar a base de PCs conectados à Internet rápida no país. O objetivo é massificar a oferta de banda larga pré-paga por meio do modem de acesso pelas teles fixas e móveis..
"O Brasil está em terceiro lugar no ranking de PCs – superando o Japão no segundo trimestre – e deverá manter essa posição por muito tempo. O mercado aqui cresce solidamente e há ainda muito espaço para oportunidades", ressalta Davies.
O desafio agora, estabelece o vice-presidente da Intel, é ampliar o consumo de banda larga. "Há muitos PCs desconectados e o modelo do pré-pago, que tanto sucesso fez na telefonia móvel, é uma oportunidade de ouro para geração de novos clientes e consumo", sustenta o executivo da Intel, que nesta semana esteve no Brasil para uma rodada de negociação do projeto.
De acordo com o levantamento da Telebrasil, entidade de classe das operadoras no Brasil, o número de conexões fixas subiu 26,3% nos últimos doze meses, passando de 12,6 milhões em julho de 2010 para 16 milhões no mês passado. Mas esse número ficou abaixo das conexões móveis – somando modens e browsers com Internet –, que chegaram a 29,7 milhões.


Mãos à obra
O modelo pré-pago de acesso à banda larga é pouco utilizado no Brasil. As teles móveis – depois de apostarem suas fichas no modelo – recuaram em função da alta demanda e da baixa capacidade de suas redes 3G de suportarem o tráfego gerado. A mobilização pela Internet foi desviada para o acesso via browser – com consumo menor de banda e de tráfego. As teles fixas, por sua vez, também não investem no modelo. Elas estão costurando a adesão ao PNBL – com preço de R$ 35,00 (com impostos) para a conexão de 1MB. Mas para Davies, o pré-pago é absolutamente rentável.
"Na Índia, o modelo pré-pago, com custo em torno de US$ 2 para o consumidor, trouxe um incremento de quase 30% na receita das teles que investem em banda larga em áreas rurais do país", exemplifica o vice-presidente da Intel. Estratégia semelhante foi adotada na Tailândia e na Turquia.
"Para emergentes é um modelo vencedor", decreta Davies. A experiência bem-sucedida do pré-pago no celular – responde por mais de 80% da base – respalda a ideia que o Brasil pode vir a aderir ao modelo de negócio com sucesso.
Aumentar o consumo de banda larga e, por tabela, incrementar a aquisição de PCs e dispositivos é estratégico para o negócio da Intel. Para isso, Davies se reuniu com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e também manteve contatos com executivos do setor de telecom e fabricantes.
"Para dar certo, o ecossistema precisa estar formado", assume. Sem revelar detalhes dos encontros e também sobre o montante a ser investido pela Intel - mas confirmando que uma verba exclusiva foi destinada para a inicitiva em prol da banda larga pré-paga no Brasil - Davies garante que a empresa está bastante disposta a ter papel crucial nessa aliança. "Posso dizer que queremos investir em ações de marketing, de fomento e fazer acontecer o uso da banda larga no país", resume.

Este material está disponível em www.CorreioDoEstado.com.br/Noticias