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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Buraco negro 'mata' estrela gigante e lança raios gama na Via Láctea

Estudo foi feito por astrônomos britânicos e divulgado na revista 'Science'.

Explosão ocorrida há 3,8 bilhões de anos foi detectada só agora na Terra.

Do G1, em São Paulo

Um estudo feito por astrônomos britânicos revelou como a destruição de uma estrela pode ter causado uma das maiores explosões já registradas no Universo. A descoberta é tema da edição desta semana da revista "Science" e foi divulgada nesta quinta-feira (16/06).
Estrela é 'engolida' após contato com buraco negro. (Foto: Mark A. Garlick / Universidade de Warwick)
Estrela é 'engolida' após contato com buraco negro. (Foto: Mark A. Garlick / Universidade de Warwick)
Os cientistas da Universidade de Warmick acreditam que o astro foi aniquilado ao entrar em contato com um buraco negro há 3,8 bilhões de anos. O resultado do encontro foi a emissão de dois feixes de raios gama (veja figura abaixo), um deles liberado na direção da Via Láctea.
A explosão - que recebeu o nome de Sw 1644+57 - ocorreu no centro de uma galáxia localizado na direção da constelação do Dragão, típica nos céus no hemisfério norte da Terra.
O fenômeno só pôde ser conhecido agora pois a Via Láctea estava no caminho quando o feixe de raios gama chegou até o nosso planeta, após atravessar a distância de 3,8 bilhões de anos-luz.
Ilustração mostra como teria sido a emissão dos raios gama após a explosão da estrela. (Foto: Mark A. Garlick / Universidade de Warwick)
Ilustração mostra como teria sido a emissão dos raios gama após a explosão de uma estrela gigante.
(Foto: Mark A. Garlick / Universidade de Warwick)
Para o estudo, os astrônomos usaram informações do Telescópio Espacial Hubble, do satélite Swift, da Nasa, e do Observatório Chandra, especializado em raios x. A explosão foi detectada pela primeira vez em 28 de março e foi monitorada desde então, já que a emissão dos raios gama ainda não parou de acontecer.

Este material está disponível em www.G1.Globo.com/Ciência e Saúde

'Anel verde' em nebulosa é revelado em imagem obtida por telescópio

Região conhecida como RCW 120 possui gases quentes e poeira. Cientistas acreditam que brilho do objeto vem de estrelas gigantes.

Do G1, com informações da Associated Press

Uma foto divulgada na quarta-feira (15) pelo Telescópio Espacial Spitzer, da agência espacial norte-americana (Nasa), mostra um anel verde na região da nebulosa RCW 120, localizada a 4,3 mil anos-luz da Terra.
O objeto está dentro da Via Láctea e é feito de gases quentes e poeira. Já o brilho em cor de "esmeralda" pode ser explicado, segundo os cientistas, como um efeito de estrelas gigantes do tipo O que "habitam" aquela região do espaço.
Estrelas do tipo O são as que possuem mais massa entre todas as conhecidas. Duram apenas milhões de anos - muito menos do que astros como o Sol, que podem existir durante mais de 10 bilhões de anos.
A cor da foto é artificial, já que os olhos humanos não conseguiriam detectar o anel, que é composto por dados em infravermelho, captados pelo Spitzer e representados na imagem abaixo.
O objeto está localizado na direção da constelação de Escorpião, um dos principais símbolos do céu de inverno no hemisfério sul. Com o auxílio de instrumentos ópticos, RCW 120 pode ser vista nas proximidades da "cauda" do escorpião, representada pela estrelas Shaula e Lesath.
Cor esmeralda do anel em RCW 120 pode ter explicação no brilho de estrelas gigantes do tipo 'O'. (Foto: Nasa / via AP Photo)
Cor esmeralda em RCW 120 pode ter explicação no brilho de estrelas do tipo 'O', que podem ser vistas no centro da foto, em cor vermelha. (Foto: Nasa / via AP Photo)
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