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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Adeus ao Flash nos dispositivos móveis

Os efeitos do suporte a conteúdo em Flash sobre os navegadores de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, são bastante conhecidos – e criticados há anos.



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Questões como o impacto sobre o desempenho, a duração da bateria ou até mesmo a temperatura dos aparelhos são comuns, embora isso não tenha impedido determinados fabricantes destes dispositivos – em especial entre os tablets Android - de anunciar o suporte a Flash como um diferencial positivo de seus produtos.

Mas a realidade da existência de aparelhos que rejeitaram a inclusão deste plugin e acabaram respondendo por uma fatia considerável do tráfego web gerado por dispositivos móveis é inescapável, e certamente ajudou a moldar o planejamento dos desenvolvedores de conteúdo e de aplicações web, a ponto de tornar evidente uma tendência de adoção de tecnologias alternativas, como o HTML 5, que além de não criarem os mesmos problemas ainda contam com a vantagem de serem baseadas em especificações abertas e acessíveis por todos os interessados.

Mais do que isso: a nova geração de sites e apps em HTML5 e similares tem a vantagem de rodar em navegadores comuns, sem precisar instalar ou manter atualizados plugins de terceiros, e com compatibilidade plena e nativa nas principais plataformas: até mesmo aquelas que destacavam em comerciais de TV o seu suporte a Flash.

Este movimento em direção a padrões e ferramentas abertos me parece positivo para todos os envolvidos. Aliás, quase todos: as empresas que tinham no Flash em si o seu ganha-pão, ou ao menos que o tratavam como um elemento central de seu negócio, certamente tinham razões para tentar evitar, ou até mesmo para negar a existência, desta reação que se desencadeou ao longo dos anos recentes.

Mas na última quarta-feira o último bastião de negação se rendeu: a própria criadora e fornecedora do Flash capitulou no campo de batalha móvel e anunciou que esta tecnologia vai passar a se concentrar no mercado desktop.

No anúncio, a empresa reconhece que o suporte a HTML5 nos navegadores de todas as principais plataformas móveis faz dele o melhor suporte para criar e entregar conteúdo nos navegadores móveis, e assim decidiu passar a contribuir mais intensamente com este padrão.

Os desenvolvedores Flash para navegadores móveis não ficarão completamente órfãos, entretanto: antes de se retirar, a empresa pretende oferecer uma forma de os desenvolvedores empacotarem seus produtos na forma de apps para inclusão nas lojas e repositórios das principais plataformas.

Fica, portanto, o convite aos desenvolvedores web acostumados a tantos anos de dominância do Flash: não façam como a desenvolvedora da plataforma, que insistiu nela até não ser mais possível continuar, e agora vai ter de realizar esforço extraordinário para aderir aos padrões abertos.

Abracem o HTML5 desde já, em todas as plataformas suportadas, e conquistem não apenas a sua independência, mas também um novo grau de liberdade que só os padrões abertos podem oferecer.


Este material está disponível em www.IBM.com/DeveloperWorks.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dilma sanciona incentivos fiscais à produção de tablets


Apartir de Quinta-feira, 13/10 os Tablets produzidos no Brasil serão mais baratos.
Por: Hugo Bachega


BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta terça-feira a concessão de incentivos fiscais para a produção de tablets no Brasil, informou a Casa Civil da Presidência da República. Os incentivos foram propostos pelo governo em medida provisória aprovada pelo Congresso.

A medida zera a alíquota de PIS/Pasep (Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre os tablets - computadores de mão que possuem telas sensíveis ao toque - feitos no país.
Segundo a Casa Civil, Dilma concordou com um veto do Ministério da Fazenda a artigo que previa a retroatividade da medida até 20 de maio.
Com a decisão, de acordo com a Fazenda, os incentivos só passam a valer a partir da publicação no Diário Oficial, o que deve ocorrer na quinta-feira.
Com o objetivo de incentivar a produção de tablets em território nacional, o Executivo enviou medida provisória depois da visita da presidente Dilma Rousseff à China no começo do ano.
Na ocasião, a Foxconn, fabricante terceirizada do iPad, da Apple, apresentou um plano de investimentos no país e pediu apoio do governo por meio de incentivos fiscais.
Além dos incentivos à produção dos tablets, o texto aprovado pelo Senado e sancionado por Dilma aumenta o prazo para que administradoras de Zonas de Processamento de Exportações (ZPEs) criadas a partir de 23 de julho de 2007 iniciem suas obras de implantação. O tempo permitido passa de 12 para 24 meses.
Matérias relacionadas:

Este material está disponível em BR.Reuters.com/Article

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O futuro do iPad brasileiro está ameaçado


BNDES pode deixar parceria com a Foxconn, o que acabaria com os planos da fabricação nacional dos tablets da Apple.

Por Thiago Szymanski

(Fonte da imagem: Divulgação Apple)
A produção do iPad brasileiro foi anunciada pela presidente Dilma Roussef no começo do ano, com previsão de início ainda em 2011. Contudo, as negociações não têm avançado e anúncios de adiamento são constantes.
Entretanto, segundo a Folha.com, a situação agora pode ficar ainda mais complicada. O BNDES teria recuado da ideia de injeção de dinheiro federal (US$ 12 bilhões) no estabelecimento da fábrica da Foxconn no Brasil. Tal fábrica seria a responsável pela produção dos iPads.
Segundo técnicos do BNDES, após análise, foi notado que a fábrica taiwanesa não faria nenhum investimento, portanto é importante que haja um sócio estratégico nacional no negócio. Porém, o próprio ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, afirmou anteriormente que as empresas brasileiras não possuem “musculatura financeira” para entrar na parceria.
Sem tal parceria com o BNDES, a fábrica de 12 bilhões de dólares e 100 mil funcionários parece uma fantasia distante, uma promessa que dificilmente sairá do papel.

Este material está disponível em: www.TecMundo.com.br/iPad

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Aprovada MP que permite redução no preço dos 'tablets'

Medida provisória 534/11 zera a alíquota de PIS e Cofins.

Paola Lima / Agência Senado
O Senado aprovou nesta quarta-feira (21) o Projeto de Lei de Conversão 23/11, decorrente da Medida Provisória 534/11, que isenta do pagamento de PIS e Cofins os tablets produzidos no Brasil. A proposta também amplia o prazo de implantação de Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), normatiza a contribuição previdenciária de contribuintes individuais e facultativos e prorroga a isenção do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) para navegação fluvial e lacustre que tenham saída ou destino em portos do Norte e do Nordeste. Aprovado por unanimidade, o projeto segue agora para sanção presidencial.
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O PLV 23/11 inclui os tablets na Lei 11.196/05, conhecida como Lei do Bem, reduzindo a zero as alíquotas da contribuição para o PIS e Cofins incidentes sobre a receita bruta da venda a varejo desses produtos. Com sua inclusão nos incentivos fiscais do Programa de Inclusão Digital (PID), o governo federal pretende reduzir em mais de 30% o preço final do produto ao consumidor.
Relator da proposta no Senado, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) defendeu que os tablets possuem "grande potencial de venda, tanto no mercado interno quanto no externo", o que justifica a exigência de fabricação do produto no Brasil.
- A medida melhorará o perfil das exportações brasileiras, ainda fortemente calcadas em produtos primários, e contribuirá para o equilíbrio do balanço de transações correntes. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2010, os bens de tecnologia da informação e comunicação (TIC) apresentaram déficit na balança comercial de 18,9 bilhões de dólares - afirmou.
Senador do Amazonas, Eduardo Braga também foi autor da emenda aprovada na Câmara que alterou as especificações do produto,incluindo a ressalva de que os aparelhos não podem possuir "função de controle remoto". Com a mudança, os tablets passam a ser classificados como "máquinas de processamento de dados, portáteis, sem teclado, que tenham uma unidade central de processamento com entrada e saída de dados por meio de uma tela sensível ao toque de área superior a 140 e inferior a 600 cm² e que não possuam função de comando remoto".  
Zona Franca de Manaus
O detalhamento das especificações era uma preocupação dos parlamentares da região Norte. Eles lutaram para evitar a ampliação do benefício fiscal às telas de celulares e de televisores fabricadas em outras regiões do país, assegurando assim a competitividade das indústrias instaladas no Pólo Industrial de Manaus, que fabricam esses produtos e já recebem outros incentivos.
Outra emenda incluída na Câmara foi o aumento em um ponto percentual do crédito da Cofins recebido pela pessoa jurídica que adquirir tablets fabricados na Zona Franca de Manaus. A intenção é incentivar o comércio de produtos fabricados na Zona Franca e impedir que a região seja preterida em favor de áreas mais desenvolvidas e bem localizadas, como o interior de São Paulo. Segundo o relator da proposta, a compensação pela renúncia fiscal decorrente do aumento do crédito da Cofins virá da receita oriunda da venda dos tablets pela própria Zona Franca.
- Nossa preocupação maior, da bancada do Amazonas, que tem um importante pólo industrial de eletroeletrônicos, era não permitir que a Zona Franca de Manaus fosse prejudicada, perdesse a competitividade e a oportunidade de participar, ao lado de outros estados brasileiros, do processo de produção de tablets no Brasil - afirmou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), defendendo que o Senado conseguiu um equilíbrio entre os interesses dos estados e os interesses do país.
O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) também elogiou o PLV 23/11 que, ao incentivar o desenvolvimento da indústria de ponta no país, contribui para a preservação de florestas. O senador alertou, no entanto, para a necessidade de se evitar que o Brasil seja apenas um montador de equipamentos, defendendo o desenvolvimento de tecnologia de ponta no país. 
Ação retroativa
O PLV 23/11 determina que a desoneração de PIS/Pasep e Cofins sobre a venda a varejo dos tablets retroagirá a 20 de maio de 2011, data da assinatura da MP 534/11. O projeto prevê ainda que a isenção de impostos não se aplica aos produtos comercializados por empresas optantes do Simples Nacional, que já possuem outros incentivos fiscais.

Este material está dispoinível em www.Senado.Gov.br/Noticias