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terça-feira, 12 de julho de 2011

Guia de segurança digital: Saiba como se proteger dos hackers

Ramon Cardoso Da redação

A recente onda de ataques a importantes servidores no mundo – como os sites do Governo brasileiro, e a PlayStation Network, da Sony, por exemplo – fez muita gente se perguntar “será que o meu computador está protegido?”. A resposta, apesar de frustrante, é “Não!”, e seria ilusão pensar que, se até a NASA e o FBI já foram invadidos, nós, 'meros mortais', estaríamos imunes.
Em geral, o método de ataque mais comumente utilizado pelos hackers é o DoS (Denial of Service, em português, Ataque de Negação de Serviço). Ao contrário do que muitos pensam, esse tipo de ataque não utiliza diretamente os computadores utilizados pelos próprios hackers, mas servidores externos e até mesmo computadores comuns, como esse aí na sua frente.
Ameaças virtuais (Foto: Arte/TechTudo)
Ameaças virtuais (Foto: Arte/TechTudo)
Tirando o fato de que o seu computador possivelmente não seja tão interessante para os hackers quanto os da NASA ou os do FBI, existem algumas medidas que podem ser adotadas por você para dificultar uma “invasão” desse tipo e proteger o seu computador contra hackers. A principal delas é a utilização de um bom firewall, que são dispositivos responsáveis por controlar o tráfego de dados entre computadores e a rede externa.
Obviamente, a utilização de antivirus e antimalwares - além de senhas seguras e bom senso durante a “navegação” - também é um importante fator para aumentar a segurança do seu computador.
Para facilitar, o TechTudo criou este guia de segurança digital, e blog David-Invictus com importantes dicas sobre como deixar o seu computador mais seguro. Abaixo, listaremos algumas opções (gratuitas e pagas) de firewalls, antivírus e antispyware, bem como dicas para tornar seus hábitos de navegação mais seguros.
Importante: os softwares listados abaixo devem ser utilizados individualmente - apenas um antivírus, um antispyware e um firewall. A utilização simultânea de mais de um programa da mesma categoria, como dois antivirus, pode causar conflitos entre as ferramentas de proteção e impedir o correto funcionamento da mesma, reduzindo sua eficácia.
Firewall
Firewall (Foto: Reprodução)
Firewall (Foto: Reprodução)
Como explicado anteriormente, um firewall (algo como "barreira de fogo", em português) é um software responsável por criar diretivas de segurança para o tráfego de dados, criando "barreiras" às ameaças presentes na rede externa, por meio do monitoramento das portas do computador - o equivalente a uma portaria de prédio, só que no seu computador.
A não-utilização de um firewall deixa o computador desprotegido e vulnerável ao acesso de pessoas e softwares mal-intencionados, deixando as portas (de conexão do computador) livres para que qualquer um acesse.
Desde o XP, lançado em 2001, o sistema operacional Windows passou a incluir um serviço de firewall próprio em seu sistema, o Windows Firewall. Porém, muitos usuários, por motivos diversos, optam por utilizar serviços de firewall independentes, escolhendo entre as diversas opções disponíveis no mercado.
É importante lembrar que o "firewall adequado" varia de acordo com as características de navegação de cada usuário, assim como suas necessidades. O principal motivo para isso é que a maioria dos softwares necessita de configurações iniciais e de um tempo para se adaptar ao sistema e à forma de utilização do internauta.
ZoneAlarm Firewall: versão gratuita do famoso Zone Alarm Pro Firewall, considerado por muitos o melhor firewall da atualidade. Com várias ferramentas de segurança e recursos para monitoramento ativo do computador, o ZoneAlarm promete proteção total contra ataques virtuais e conteúdos maliciosos, exibindo alertas e notificações sempre que uma atividade suspeita é detectada.
ZoneAlarm (Foto: Divulgação)
ZoneAlarm (Foto: Divulgação)
Comodo Firewall: o Comodo Firewall é uma das melhores opções gratuitas do mercado. O software faz parte da suite de proteção Comodo Internet Security, composta por firewall, antivirus e software de manutenção. O firewall Comodo exige um pouco de paciência para ser configurado e para identificar, permitir ou bloquear (caso seja detecada uma ameaça) as atividades do computador, mas é muito bom.
Outpost (Foto: Divulgação)
Outpost (Foto: Divulgação)
Outpost Firewall Free: assim como o ZoneAlarm, o Outpost possui uma versão paga, o Outpost Firewall Pro. Apesar de possuir menos recursos que a versão comercial, o Outpost Free é uma ótima ferramenta de proteção e cumpre com as funções de um bom firewall. O software também possui recursos de monitoramento em tempo real e, graças ao seu banco de dados, é capaz de identificar e impedir o acesso das principais ameaças virtuais.

Antivírus

Existem diversos tipos de vírus na internet e, graças à constante produção dessas "pragas virtuais", muitos ainda não foram identificados. Suas ações variam desde simples modificações no sistema até a liberação do acesso de usuários externos (hackers), que podem utilizar seu computador como ferramenta para a realização de ataques.
Por esse motivo, mais importante do que a própria escolha de um software antivírus é a atualização constante de os bancos de dados, disponibilizados regularmente pelas empresas desenvolvedoras com as principais ameaças detectadas. Além disso, a realização de verificações periódicas também é outro fator que reduz os riscos de ataques e invasões.
Avast! Free Antivirus (Foto: Divulgação)
Avast! Free Antivirus (Foto: Divulgação)
avast! Free Antivirus: versão gratuita do famoso Avast, um dos antivírus mais utilizados em todo o mundo. Para sua nova versão, a empresa desenvolvedora promete, além de uma interface mais bonita, ferramentas mais leves e eficientes de proteção e detecção de vírus e spywares, além do tradicional superbanco de dados, atualizado regularmente com as principais pragas da internet.
Avira AntiVir Personal Free: outra excelente alternativa para internautas que desejam um antivírus gratuito, porém leve e eficaz. Com sua ferramenta de detecção em tempo real, o Avira mantém o computador constantemente protegido. O software também monitora as ações dos usuários e os sites visitados, realizando buscas por atividades suspeitas e páginas potencialmente prejudiciais.
Avira AntiVir (Foto: Divulgação)
Avira AntiVir (Foto: Divulgação)
Kaspersky: o Kaspersky é um antivírus pago, e já foi considerado o melhor do mercado por sites especializados em softwares de proteção. O aplicativo protege o computador contra vírus, worms, cavalos de troia, spywares e outros tipos de malware, baseando suas ferramentas de detecção e remoção em um banco de dados constantemente atualizado. Nesta versão para download, o Kaspersky está disponível para teste durante 30 dias.
Antispyware
Spyware (programas espiões) é um tipo de malware, responsável por invadir o seu computador e, sem o seu conhecimento ou autorização, transmitir dados confidenciais (como sua senha do banco, e-mail ou rede social) para uma rede externa. Com isso, a praga torna o sistema vulnerável e passível de ser utilizado por usuários maliciosos.
Da mesma forma que os programas antivírus, os antispywares têm a função de impedir o acesso de pragas aos dados, identificando e removendo as que, eventualmente, já tenham sido instalado. A atualização constante dos softwares e a utilização conjunta de um antivírus - alguns vírus contém spywares - são as melhores formas de aumentar a segurança do seu computador.
Ad-Aware (Foto: Divulgação)
Ad-Aware (Foto: Divulgação)
Ad-Aware: ferramenta desenvolvida pela Lavasoft e especializada na detecção e remoção de spywares presentes no sistema. O software já foi considerado o melhor de sua categoria por alguns sites especializados e ainda é uma das melhores opções gratuitas. O Ad-Aware é capaz de detectar vírus, trojans, rootkits, keyloggers e diversos outros tipos de códigos potencialmente maliciosos presentes nos computadores.
ZoneAlarm Anti-Spyware: o ZoneAlarm aparece novamente na lista, dessa vez sob a forma de uma poderosa ferramenta para detecção e remoção de spywares e outras ameaças. Além do tradicional método de identificar e remover arquivos maliciosos já instalados no sistema, o ZoneAlarm Anti-Spyware possui o diferencial de identificar ameaças antes que elas cheguem ao computador e impedir o acesso.
Spyware Doctor: assim como o Ad-Aware, o Spyware Doctor também possui ferramentas integradas para a detecção de vírus e outros tipos de códigos maliciosos. O aplicativo é uma poderosa ferramenta para proteção do computador e, no link para download acima, está disponível para teste pelo período de 15 dias.
Spyware Doctor (Foto: Divulgação)
Spyware Doctor (Foto: Divulgação)
São muitas as alternativas de softwares disponíveis no mercado, e nós listamos apenas algumas das mais famosas e conceituadas dentro de suas categorias. Por motivos óbvios, alguns bons softwares ficaram de fora da lista, o que não significa que eles sejam menos eficientes do que os escolhidos (ou que não sejam recomendados pelo TechTudo).
O objetivo desta matéria é alertar para os perigos da internet e para a importância da utilização conjunta de softwares firewall, antivírus e antispyware, ainda que não sejam os aqui listados, visto que cada usuário possui necessidades e preferências específicas. Se desejar, visite a seção de segurança do TechTudo downloads e confira outros softwares disponíveis em nosso site.

Navegação
De nada adianta possuir as melhores ferramentas de proteção do mercado se o usuário não tiver bons modos e bom senso durante a navegação. Seria o mesmo que comprar um carro super seguro e, só por isso, se expor constantemente ao perigo, realizando manobras imprudentes e dirigindo em locais que não são seguros.
Sendo assim, o internauta deve estar sempre atento aos sites que frequenta e evitar acessar páginas de procedência desconhecida ou com conteúdo suspeito. Além disso, é importante também ter cuidado com os e-mails e mensagens (spams) presentes em redes sociais e outros sites, pois muitas vezes são enviados links para páginas falsas (phishing) ou mesmo contendo spywares.
Um exemplo frequente dessa situação é o recebimento de supostos e-mails de instituições financeiras ou de outras empresas com as quais o usuário tenha alguma relação. Nesses casos, geralmente é solicitada alguma espécie de confirmação de dados ou o direcionamento para uma outra página, geralmente falsa e muito semelhante à original. Na dúvida, não clique em nenhum link e entre em contato com a empresa em questão para se informar sobre a veracidade da mensagem.
Por último, porém não menos importante, evite utilizar computadores públicos para acessar sites em que seja necessário fornecer dados como senha bancária e até mesmo a de uma conta de e-mail pessoal, já que a sua caixa de entrada pode conter muitas outras informações úteis aos hackers. Nesse último caso, a dica é possuir um e-mail principal, para assuntos importantes, e um alternativo, para cadastro em sites e outras atividades secundárias.
Criação de senhas
Para muita gente, a criação de senhas é uma tarefa que, de tão simples, não merece atenção e não oferece nenhum perigo - e é exatamente com esse pensamento que usuários mal-intencionados contam, pois, sem muito esforço, conseguem descobrir muitas senhas e ter acesso a todo o conteúdo que elas guardam.
Password (Foto: Reprodução)
Password (Foto: Reprodução)
Utilizar datas de nascimento, números de telefone, nomes de animais de estimação ou sequências numéricas como senha não é uma atitude recomendada e está longe de ser uma estratégia segura. Isso pode parecer óbvio, mas estudos já comprovaram e, recentemente, a divulgação de senhas pelo grupo hacker LulzSec confirmou que a senha "123456" continua sendo a mais utilizada.
Se você não quer facilitar a vida dos hackers, opte por utilizar senhas seguras, também chamadas de "senhas fortes". As principais dicas para a criação de senhas desse tipo consistem em utilizar letras e números, maiúsculas e minúsculas, e códigos com, no mínimo, seis caracteres. A combinação desses elementos não impede, mas com certeza dificulta a ação de hackers.

Este material está disponível em www.TechTudo.com.br.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O Facebook pode derrubar o Google?

Entenda como a rede social com maior número de usuários no planeta pode desbancar a gigante das buscas e conquistar uma hegemonia nunca vista na história da internet.

Porém, o monopólio cada vez mais amplo da Google pode estar com os dias contados. A mais nova sombra da empresa de Larry Page e Sergey Brin atende pelo nome de Facebook, a poderosa rede social que, em 2011, pode atingir a expressiva marca de 1 bilhão de usuários, um sétimo da população do planeta Terra.
Embora os objetivos das empresas possam parecer distintos, o modelo de negócio adotado por ambas é o mesmo. Todas obtêm a maior parte de suas receitas graças à publicidade. E, um dos maiores triunfos das duas corporações é o fato de conseguirem direcionar, da forma mais eficiente possível, quem verá exatamente o que na internet.

Mas o que aconteceria se o Facebook decidisse incorporar o papel do Google? Será que a rede social de Mark Zuckerberg é capaz de ser mais eficiente para os usuários, apresentando resultados mais relevantes e precisos, sem que, para isso, seja preciso sair das páginas do Facebook? Ao que parece, o cenário não é tão improvável assim.

Mais um entra na briga

Relevância. Essa é a palavra-chave para determinar quem será ou não bem-sucedido na internet. E em se tratando de sites de buscas, ninguém havia conseguido ser mais eficiente do que o Google até então. Seu algoritmo de busca, aliado a uma série de padrões de indexação adotados pela maioria dos sites, fizeram com que a ferramenta se tornasse referência.
Entretanto, ocupar uma posição de destaque no Google está, aos poucos, deixando de ser a única forma de ganhar destaque. Serviços como o Twitter, por exemplo, ou a ferramenta “Curtir”, disponível no Facebook, podem tornar uma página muito mais relevante e acessada, ainda que ela não ocupe uma posição de destaque nas buscas.
Assim, com uma verdadeira avalanche de páginas tornando-se populares sem sequer passar pela busca do Google, o conceito de relevância ganha outro significado. Em vez de o algoritmo determinar o que deve ser listado por primeiro, o papel de ordenação e visibilidade de um tipo de conteúdo passa diretamente às mãos do usuário.
Para tentar conter o avanço das alternativas ao buscador, a Google decidiu implementar em seu principal serviço o “+1”, uma espécie de “Curtir” que impacta diretamente na relevância  dos resultados exibidos na busca. Assim, além do resultado tradicional listado pelo algoritmo, o usuário passar a ser um editor de conteúdo, já que os mais clicados são destacados nos resultados.

Diga-me com quem andas e te direi quem és

Se para um usuário anônimo é possível encontrar resultados bem próximos do que se espera numa pesquisa, imagine o quão eficiente pode ser um buscador que incorpore em seu algoritmo os gostos e as preferências de quase 1 bilhão de pessoas. Por enquanto, não há nenhuma confirmação que o Facebook entrará para valer na briga nesse terreno.
(Fonte da imagem: Facebook / Reprodução)
Entretanto, a possibilidade de explorar esse grande potencial da rede social estimula não só os especialistas do setor, como também muitos anunciantes. A lógica é simples. Para que você compreenda melhor o poder que uma nova ferramenta de busca que agregue os dados dos usuários pode ter, leve em consideração o seguinte exemplo.
Ao procurar no Google pelo filme “Flores Partidas”, repare nos anúncios que são exibidos na barra lateral. Embora estejamos falando de um filme, o termo “flores” acaba se sobressaindo e a maior parte dos resultados direciona o usuário para floriculturas. É pouco provável que quem está procurando por um filme decida comprar flores. Dessa forma, são menores as chances de venda do anunciante e maiores as possibilidades de você ficar frustrado com a sua busca.
Agora imagine que, além dessa busca, o sistema do Facebook possa cruzar dados pessoais seus e dos seus amigos. Se em seu perfil o cinema é uma atividade de destaque, possivelmente você tenha amigos que também se interessem bastante pelo assunto. Levando em conta isso, é muito mais provável que os resultados de anúncios direcionados exibam filmes em vez de flores como opção de compra. Ou seja, mais eficiência para quem pesquisa quanto para quem anuncia.

Duelo de gigantes: vitória dos usuários?


Com duas empresas gigantescas brigando palmo a palmo por atenção, os grandes beneficiados dessa disputa passam a ser os usuários. Em termos de pesquisa, contar com uma ferramenta ainda mais eficiente do que o Google pode parecer um sonho, mas de fato existe a possibilidade de ele ser realizado.
Entretanto, a maior eficiência nas buscas pode ter um preço alto, e que muitas pessoas talvez não estejam dispostas a pagar: falta de privacidade. Para que uma busca como essa seja possível, é necessário que os dados pessoais das contas dos usuários estejam  disponíveis para o cruzamento. Ainda que o processamento seja centralizado nos servidores do Facebook, cada vez mais você se torna uma vitrine para anunciantes e para outras pessoas.
Para quem argumenta que um sistema como esse é injusto, vale lembrar que a participação em uma rede social é opcional e, ao entrar nela, todos estão sujeitos às políticas de privacidade definidas pelo Facebook.

Outro ponto interessante a ser debatido é a criação de uma nova “rivalidade” entre os usuários. Assim como temos as disputas da Apple contra a Microsoft e do Orkut contra o Facebook, é bem provável que a adoção de um sistema como esse possa criar uma terceira via, colocando em lados opostos Google e Facebook.
(Fonte da imagem: HTC)
A briga pode sair dos limites da internet e ganhar também as lojas. Com seus sistemas operacionais, a Google cada vez mais pretende se fazer presente em desktops, notebooks e smartphones, todos vinculando o usuário a uma única conta de email que acaba se tornando peça-chave para acesso total e irrestrito a todos os seus serviços.
Em se tratando de produtos, o Facebook ainda dá os seus primeiros passos no mercado.  No início do ano a HTC apresentou dois modelos de smartphone que ficaram conhecidos como “o celular do Facebook”. Rodando Android 2.4, os modelos têm como principal diferencial integração total com a rede social e trazem a marca do Facebook estampada no produto.

O Facebook pode derrubar a Google?

Sim, a possibilidade é remota, mas existe. Entretanto, é pouco provável que uma empresa que detém 90% da fatia de mercado dos buscadores perca, da noite para o dia, sua posição confortável. Um bom exemplo é a guerra dos navegadores. Há alguns anos, o Internet Explorer liderava absoluto, com mais de 70% dos usuários.
Com a chegada de novos concorrentes, como o Mozilla Firefox e o Google Chrome, a participação do IE no mercado caiu, mas nem por isso ele deixou de ser líder ou perdeu a sua influência. Resta saber até que ponto a cutucada do Facebook pode incomodar a hegemonia da Google.


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