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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Glossário do Mal: conheça os diferentes tipos de ataque ao computador

Snooping, Adware, Denial of Service... O que é isso? Saiba o que significam os termos mais utilizados por hackers e crackers de todo o mundo.

Por Renan Hamann

O sucesso do site WikiLeaks reacendeu algumas discussões acerca de um tipo de usuário muito controverso no mundo da tecnologia: os hackers. Amados por muitos, odiados por outros tantos, eles podem ser considerados os heróis da resistência tecnológica, mas há quem diga que são apenas usuários mal-intencionados e loucos para encontrar portas abertas para invasões.
Estes últimos são também conhecidos como crackers e são responsáveis por boa parte da má fama da classe. Mas estes termos (hacker e cracker) são apenas a ponta do iceberg gigantesco que é o universo dos invasores.
Acompanhe agora o glossário que o Baixaki preparou para explicar cada termo designado para os ataques e técnicas realizados por usuários deste gênero. Também não podemos nos esquecer de muitos outros termos relacionados aos aplicativos e arquivos que são apenas um peso para os computadores, aqueles que nem deveriam ter sido lançados, mas incomodam a vida de todos.
Está preparado para conhecer os termos?

A

Adware: este tipo de arquivo malicioso nem sempre é baixado por acidente para o seu computador. Alguns programas carregados de propagandas que só as eliminam após a aquisição de uma licença também são considerados adwares. Em suma, um adware é um aplicativo que baixa ou exibe, sem exigir autorização, anúncios na tela do computador.
Application-Layer Attack: os “ataques na camada de aplicação” podem ser feitos tanto em servidores remotos quanto em servidores de rede interna. São ataques nas comunicações dos aplicativos, o que pode gerar permissões de acesso aos crackers em computadores infectados. Aplicativos que utilizam base de dados online (como Adobe Reader) também podem ser atingidos.
Informações secretas não são tão secretas

B

Backdoor: traduzindo literalmente, “porta dos fundos”. São falhas de segurança no sistema operacional ou em aplicativos, que permitem que usuários acessem as informações dos computadores sem que sejam detectados por firewalls ou antivírus. Muitos crackers aproveitam-se destas falhas para instalar vírus ou aplicativos de controle sobre máquinas remotas.
Black Hat: o mesmo que “Cracker”. São os usuários que utilizam os conhecimentos de programação para causar danos em computadores alheios.
Bloatware: os “softwares bolha” não são considerados aplicativos de invasão. Na verdade, são programas que causam perda de espaço livre nos computadores por serem muito maiores do que deveriam ser. Ou possuem muitas funções, mas poucas que são realmente funcionais. Alguns dos softwares considerados Bloatwares são iTunes, Windows Vista e Nero.
Bluebugging: é o tipo de invasão que ocorre por meio de falhas de segurança em dispositivos Bluetooth. Com equipamentos de captura de sinal Bluetooth e aplicativos de modificação sem autorização, crackers podem roubar dados e senhas de aparelhos celulares ou notebooks que possuam a tecnologia habilitada.
Infelizmente há muito lixo por aí
Botnet: são computadores “zumbis”. Em suma, são computadores invadidos por um determinado cracker, que os transforma em um replicador de informações. Dessa forma torna-se mais difícil o rastreamento de computadores que geram spams e aumentam o alcance das mensagens propagadas ilegalmente.

C

Crapware: sabe quando você compra um computador pré-montado e ele chega à sua casa com algumas dúzias de aplicativos que você não faz ideia da funcionalidade? Eles são chamados de crapware (em português: software porcaria) e são considerados um “bônus” pelas fabricantes, mas para os usuários são poucos os aplicativos interessantes.
Compromised-Key Attack: são ataques realizados para determinadas chaves de registro do sistema operacional. Quando o cracker consegue ter acesso às chaves escolhidas, pode gerar logs com a decodificação de senhas criptografadas e invadir contas e serviços cadastrados.
Como se proteger?

D

Data Modification: alteração de dados. O invasor pode decodificar os pacotes capturados e modificar as informações contidas neles antes de permitir que cheguem até o destinatário pré-definido.
Denial of Service (DoS): “Ataque de negação de serviços” é uma forma de ataque que pretende impedir o acesso dos usuários a determinados serviços. Alvos mais frequentes são servidores web, pois os crackers visam deixar páginas indisponíveis. As consequências mais comuns neste caso são: consumo excessivo de recursos e falhas na comunicação entre sistema e usuário.
Distributed Denial of Service (DDoS): o mesmo que DoS, mas realizado a partir de vários computadores. É um DoS distribuído.
DNS poisoning: “envenenamento do DSN” pode gerar alguns problemas graves para os usuários infectados. Quando ataques deste tipo ocorrem, os usuários atingidos conseguem navegar normalmente pela internet, mas seus dados são todos enviados para um computador invasor que fica como intermediário.
Derrubar servidores é divertido para eles
“Drive by Java”: aplicativos maliciosos “Drive-by-download” são arquivos danosos que invadem os computadores quando os usuários clicam sobre alguns anúncios ou acessam sites que direcionam downloads sem autorização. O “Drive-by-Java” funciona da mesma maneira, mas em vez de ser por downloads, ocorre devido à contaminação de aplicativos Java.

H

Hacker: são usuários mais curiosos do que a maioria. Eles utilizam essa curiosidade para buscar brechas e falhas de segurança em sistemas já criados. Com esse processo, conseguem muito aprendizado e desenvolvem capacidades de programação bastante empíricas. Quando utilizam estes conhecimentos para causar danos passam a ser chamados de crackers.

I

ICMP Attack: ataques gerados nos protocolos de controle de mensagens de erro na internet. Um computador com o IP alterado para o endereço de outro usuário pode enviar centenas ou milhares de mensagens de erro para servidores remotos, que irão enviar respostas para o endereço com a mesma intensidade. Isso pode causar travamentos e quedas de conexão no computador vitimado.
Proteja seus dados
ICMP Tunneling: podem ser criados túneis de verificação em computadores invadidos, por meio da emissão de mensagens de erro e sobrecarga da conexão. Com isso, arquivos maliciosos podem passar sem interceptações de firewalls do computador invadido, passando por esses “túneis” de maneira invisível.
IP Spoofing: é uma técnica utilizada por crackers para mascarar o IP do computador. Utilizando endereços falsos, os crackers podem atacar servidores ou computadores domésticos sem medo de serem rastreados, pois o endereço que é enviado para os destinatários é falso.

K

Keylogging: é uma prática muito utilizada por ladrões de contas bancárias. Aplicativos ocultos instalados no computador invadido geram relatórios completos de tudo o que é digitado na máquina. Assim, podem ser capturados senhas e nomes de acesso de contas de email, serviços online e até mesmo Internet Banking.
Teclas rastreadas

L

Lammer: é o termo utilizado por hackers mais experientes para depreciar crackers inexperientes que utilizam o trabalho de outros para realizar suas invasões. Não se limitam a invadir sites, quando o fazem modificam toda a estrutura e até assinam as “obras” em busca de fama na comunidade.
Logic Bomb: este termo pode ser empregado em dois casos. O primeiro refere-se a programas que expiram após alguma data e então deixam de apresentar algumas de suas funcionalidades. O segundo, mais grave, é utilizado em casos de empresas que utilizam aplicativos de terceiros e quando os contratos são rompidos, estes softwares ativam funções danosas nos computadores em que estavam instalados.

M

Malware: qualquer aplicativo que acessa informações do sistema ou de documentos alocados no disco rígido, sem a autorização do administrador ou usuário, é considerado um malware. Isso inclui vírus, trojans, worms, rootkits e vários outros arquivos maliciosos.
Man-in-the-Middle-Atack: este tipo de ataque ocorre quando um computador intercepta conexões de dois outros. Cliente e servidor trocam informações com o invasor, que se esconde com as máscaras de ambos. Em termos mais simples: pode ser um interceptador de uma conversa de MSN, que passa a falar com os dois usuários como se fosse o outro.

P

Password-based Attacks: é o tipo de ataque gerado por programas criados no intuito de tentar senhas repetidas vezes em curtos intervalos de tempo. Criando instabilidades na verificação do logon referido, podem ser geradas duplicatas de senhas ou logons válidos.
Bombas relógio nos computadores
Ping of Death: um invasor realiza constantes Pings na máquina invadida para causar travamentos na banda e até mesmo para travar o computador. É um tipo de ataque Denial of Service.
Phishing: mensagens de email enviadas por spammers são criadas com interfaces e nomes que fazem referência a empresas famosas e conhecidas, como bancos. Nestas mensagens são colocados links disfarçados, que dizem ser prêmios ou informações sobre a empresa em questão, mas na verdade são arquivos maliciosos.
Phreaker: os hackers de telefonia. São responsáveis pelo roubo de sinal de outros aparelhos e também por desbloquear aparelhos famosos, como é o caso dos especializados em desbloqueio do iPhone.
Pod Slurping: é o nome atribuído às práticas de roubo de informações por meio de dispositivos portáteis pré-configurados para a atividade. Podem ser utilizados pendrives, iPods e muitos outros aparelhos de armazenamento portátil. Há ataques diretos desta maneira e também ataques que apenas abrem portas dos computadores para invasões.
Port Scanning: atividade realizada por Port scanners. É a varredura de servidores em busca de portas vulneráveis para a invasão posterior.
Eles estão em todos os lugares

R

Repudiation Attacks: quando aplicativos ou sistemas não são criados com os comandos corretos de rastreamento de logs, crackers podem utilizar isso para remodelar os envios de comandos. Assim, podem ser modificados os dados de endereçamento das informações, que são enviadas diretamente para servidores maliciosos.
Rootkit: tipo de malware que se esconde nas bases do sistema operacional, em localidades que não podem ser encontradas por antivírus comuns. São utilizados para interceptar solicitações do sistema operacional e alterar os resultados.

S

Scareware: malwares que são acessados pelos usuários mais desavisados, pois ficam escondidos sobre banners maliciosos. Podem ser percebidos em páginas da web que mostram informações do tipo: “Você está infectado, clique aqui para limpar sua máquina”.
Session hijacking: roubo de sessão. Ocorre quando um usuário malicioso intercepta cookies com dados do início da sessão da vítima em algum serviço online. Assim, o cracker consegue acessar a página do serviço como se fosse a vítima e realizar todos os roubos de informações e modificações que desejar.
Scanners: são softwares que varrem computadores e sites em busca de vulnerabilidades.
Script Kiddy: o mesmo que Lammer.
Todo cuidado é necessário
Server Spoofing: o mesmo que IP Spoofing, mas direcionado a servidores VPN.
Sidejacking: prática relacionada ao Session hijacking, mas geralmente com o invasor e a vítima em uma mesma rede. Muito frequentes os ataques deste tipo em hotspots Wi-Fi sem segurança habilitada.
Shovelware: é o tipo de aplicativo que se destaca mais pela quantidade de funcionalidades do que pela qualidade das mesmas. Muitos conversores multimídia fazem parte deste conceito de shovelware.
SMiShing: similar a phishing, mas destinado a celulares (SMS).
Smurf: o mesmo que ICMP Attack.
Sniffer Attack: tipo de ataque realizado por softwares que capturam pacotes de informações trocados em uma rede. Se os dados não forem criptografados, os ofensores podem ter acesso às conversas e outros logs registrados no computador atacado.
Firewalls para evitar problemas
Snooping: invasões sem fins lucrativos, apenas para “bisbilhotar” as informações alheias.
Social Engineering (Engenharia Social): é o ato de manipular pessoas para conseguir informações confidenciais sobre brechas de segurança ou mesmo sobre senhas de acesso a dados importantes.
Spam: mensagens enviadas em massa para listas conseguidas de maneira ilegal. Geralmente carregam propagandas sobre pirataria de medicamentos. Também podem conter atalhos para páginas maliciosas que roubam listas de contatos e aumentam o poder de ataque dos spammers.
Spoof: mascarar informações para evitar rastreamento.
Spyware: são aplicativos (malwares) instalados sem o consentimento dos usuários. Eles são utilizados para capturar informações de utilização e navegação, enviando os logs para os invasores. Keyloggers fazem parte desta denominação.
Não há portas impossíveis de abrir

T

TCP Syn / TCP ACk Attack: ataques realizados nas comunicações entre servidor e cliente. Sendo enviadas mais requisições do que as máquinas podem aguentar, a vítima é derrubada dos servidores e perde a conexão estabelecida. Podem ocorrer travamentos dos computadores atingidos.
TCP Sequence Number Attack: tentativas de previsão da sequência numérica utilizada para identificar os pacotes de dados enviados e recebidos em uma conexão. Quando é terminada com sucesso, pode emular um servidor falso para receber todas as informações do computador invadido.
TCP Hijacking: roubo de sessão TCP entre duas máquinas para interferir e capturar as informações trocadas entre elas.
Teardrop: uma forma de ataque Denial of Service. Usuários ofensores utilizam IPs inválidos para criar fragmentos e sobrecarregar os computadores vitimados. Computadores mais antigos podiam travar facilmente com estes ataques.
Trojan: tipo de malware que é baixado pelo usuário sem que ele saiba. São geralmente aplicativos simples que escondem funcionalidades maliciosas e alteram o sistema para permitir ataques posteriores.
Lacrar o computador é impossível

V

Vírus: assim como os vírus da biologia, os vírus de computador não podem agir sozinhos. Anexam-se a outros arquivos para que possam ser disseminados e infectar mais computadores. São códigos que forçam a duplicação automática para aumentar o poder de ataque e, assim, criar mais estrago.

W

White Hat: hackers éticos.
Worm: funcionam de maneira similar aos vírus, mas não precisam de outros arquivos hospedeiros para serem duplicados. São arquivos maliciosos que podem replicar-se automaticamente e criar brechas nos computadores invadidos. Disseminam-se por meio de redes sem segurança.
.....
Assim termina o glossário de termos que são considerados maliciosos. O Baixaki espera que todos tenham gostado destas informações e que, principalmente, elas tenham sido úteis para o esclarecimento de cada um. Agora deixe um comentário para nos contar se já conhecia todos estes termos e qual achou mais interessante

Este material está disponível em: www.TecMundo.com.br

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Como os hackers do mal podem ficar ricos às suas custas

Pouca gente sabe o que realmente acontece no submundo das invasões. Confira tudo sobre as formas que hackers utilizam para ganhar dinheiro.

Por Renan Hamann

Nota: neste artigo, crackers (Black hats, ou hackers do mal) serão tratados apenas como hackers.
A onda de invasões nos mais diversos sites da internet assustou muitos usuários. Desde que os serviços online da Sony foram invadidos, muitos começaram a se perguntar se a rede mundial era realmente segura para que os cartões de crédito e outros dados financeiros pudessem estar armazenados nela.
Todo mundo sabe como é fácil perder dinheiro por causa dessas invasões, mas você já parou para pensar em como é complexo o processo que os hackers utilizam para roubar os usuários? Acompanhe este artigo que conta um pouco mais sobre esse sistema obscuro pelo que usuários mal-intencionados enriquecem de maneira ilícita.

Primeiros passos: roubos de dados

Essa parte é a mais conhecida pelos usuários. Hackers buscam usuários sem proteção ou que caiam nas armadilhas de phishing para que possam rodar softwares de verificação de dados no computador invadido. Dessa forma, possíveis senhas e números de cartões de crédito podem ser identificados e copiados.
(Fonte da imagem: Wikipédia)

Há também outras formas de realizar esse tipo de roubo. Antivírus falsos podem ser acionados pelo próprio usuário, que dessa forma permite a varredura do computador e não sabe que, na verdade, está permitindo que seus dados sejam roubados. Nesse ponto, as ações que envolvem o roubo seguem a mesma linha do primeiro exemplo.
Uma terceira forma de os hackers roubarem dados é bem mais complexa. Trata-se da invasão de servidores (como aconteceu com a PSN alguns meses atrás), tipo de ação em que alguns usuários localizam brechas na segurança dos serviços online para obter acesso a diversas informações confidenciais, como contas e senhas bancárias.
Esse último tipo de ataque é muito mais complexo, mas quando bem-sucedido consegue roubar um volume muito maior de informações. Geralmente são feitos por hackers mais experientes, que conseguem burlar sistemas inteiros para chegar ao objetivo final: dinheiro fácil.

Os testes de verificação

Com números de cartões de crédito, códigos de verificação e senhas em mãos, chega a hora dos hackers testarem a eficiência de seus trabalhos. Para isso são realizadas pequenas transações em lojas online ou mesmo em bancos. Nesse momento, os hackers conseguem saber exatamente se seus roubos foram um sucesso.
(Fonte da imagem: Symantec)
Já com tudo verificado, os hackers precisam transformar esses dados roubados em dinheiro de verdade. Para isso, vários desses invasores (que também são chamados de “carders”) encontram-se em mercados negros de informações, onde vendem e trocam dados de usuários com outros hackers.
Nesse tipo de negociação, cartões e senhas já verificados rendem muito mais dinheiro para os hackers, pois isso elimina uma das fases mais complexas do processo, que é a verificação (há mais riscos de rastreio nesse momento). E essa é apenas uma das maneiras de eles ganharem com as invasões.

Impressão de cartões

Depois de conseguir verificar os dados e trocar informações com outros hackers, os bandidos conseguem realizar impressões profissionais dos cartões de crédito. Com impressoras específicas, eles conseguem até mesmo anexar tarjas magnéticas aos cartões clonados, garantindo que eles possam ser utilizados em lojas reais.
Nessa etapa do processo, existem dois tipos de cartão. Os que serão utilizados apenas em compras virtuais (chamados de Track1) e os que podem ser utilizados também em compras em lojas físicas (chamados de Track2), pois confirmam até mesmo os códigos de verificação (que ficam na parte traseira dos cartões comuns).

Contratação de “laranjas”

Os norte-americanos costumam chamar os contratados pelos hackers de “mulas de carga”. Eles são nada mais do que os “laranjas”, ou seja, pessoas que ganham dinheiro para assumir os riscos (e a culpa, caso sejam pegas) das transações com cartões de crédito roubados. Nos Estados Unidos, a maior parte dos aliciados pelos hackers são estudantes de intercâmbio.

Lavando o dinheiro

Grandes quantias de dinheiro podem ser muito mais facilmente rastreadas do que pequenas quantias. Por isso, muitos hackers aproveitam seus “laranjas” para fragmentar o dinheiro roubado. Como isso é feito? Após sacar o dinheiro em vários caixas eletrônicos, eles o depositam em contas virtuais (como PayPal ou e-gold).
Com as transferências concluídas, o dinheiro pode chegar facilmente às mãos das organizações de hackers (que frequentemente estão aliados a outros criminosos). Uma pequena parte desse bolo fica para os “laranjas”, que quando são pegos raramente sabem dizer por qual organização foram contratados.

A parte final da lavagem de dinheiro exige paciência e é completamente realizada pelas “mulas de carga”. Com cartões de crédito roubados (ou com as contas virtuais), os criminosos fazem compras em sites como o e-Bay e, com certa frequência, ordenam que a entrega seja realizada em caixas postais abandonadas.
Depois só precisam buscar os produtos e vendê-los novamente na internet. Dessa vez, utilizam suas próprias contas para que possam justificar a origem do dinheiro ganho com as vendas. Assim encerra-se o ciclo dos hackers, que só param de utilizar os cartões quando eles são bloqueados.

Outras formas de monetização

Ao longo da história, várias técnicas foram utilizadas pelos hackers para a obtenção de dinheiro. Algumas delas ficaram muito famosas por causa da maestria com que foram executadas. É o caso do hacker americano Kevin Mitnick, que criou um sistema para desviar apenas 1 centavo por cada transação bancária realizada em determinado banco. Conseguiu 80 milhões de dólares com a prática.

E os hackers do bem?

Os White hats, ou hackers do bem, podem trabalhar para uma série de empresas. Há os que montam suas próprias agências de segurança digital, assim como existem muitos hackers que prestam consultoria sobre o tema. Em suma, há um enorme mercado que pode ser explorado por quem gostaria de utilizar os seus conhecimentos de programação para o bem.
.....
O que você pensa a respeito dos crackers ou hackers do mal? Você acha que eles podem deixar de utilizar os seus conhecimentos para roubar dinheiro e começar a proteger a internet? Aproveite o seu comentário para dizer o que faria se tivesse conhecimento hacker.

Este material está disponível em: www.TecMundo.com.br